E aqui estão, exactamente como os deixámos, livros, jornais e discos, e maços de cartas, e embrulhos, revistas e manuscritos. É impossível ter a correspondência em dia. Oscar Wilde dizia ter conhecido um jovem promissor que se arruinara com o vício de responder a cartas. Não me é possível ver todo este amontoado de papéis, mais os dois ou três livros que chegam todos os dias.
Saul Bellow, Jerusalém – Ida e Volta.
Edição Tinta-da-China (2011), tradução de Raquel Moura.
Hoje já não se escrevem cartas. Escrevem-se mensagens de telemóvel e de correio electrónico, posts e comentários. O vício são os blogues, o Facebook e o Twitter. Quantos jovens promissores se arruinarão andando por aqui?

Estimulante questão, que retoma o texto da Helena Fernandes, de que gostei muito. O pior de tudo é a estreiteza mental proporcionada pela necessidade de “exprimir uma ideia” em 140 caracteres. O Vargas Llosa tem um excelente texto sobre o assunto que gostaria de trazer um dia destes aqui.
Traz. Claro que a pergunta também se aplica a nós, Pedro. Ou melhor: àqueles de nós que ainda se considerarem jovens… 🙂
partilhei… porque achei mesmo que da o que pensar!
O tempo que “perdemos” por aqui em vez de sermos produtivos!!