Viagem ao Egipto (12).


Luís Menezes Leitão,

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A partir de Assuão pode fazer-se uma viagem por estrada a Abu Simbel, situada junto à fronteira com o Sudão. É uma viagem de ida e volta de 600 km através do deserto do Saara, que se tem que fazer numa manhã, mas vale a pena. Sai-se de madrugada e vê-se o nascer do sol no deserto, comprando um café quente numa banca à beira da estrada, para afastar o frio.

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 Abu Simbel foi um dos templos que ficou submerso com a barragem de Assuão, tendo sido salvo devido à intervenção da UNESCO. A intervenção foi complexa, uma vez que se tratava de um templo escavado numa montanha. A solução foi fazer mais recuadamente uma montanha artificial com uma estrutura de ferro, para onde depois foram transferidas as estátuas. O resultado foi excelente, uma vez que todos os monumentos foram conservados, mantendo-se o espírito original.

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Os templos são dois, sendo o maior dedicado a Ramsés II, com os grandes colossos, todos representando o faraó, e o segundo, mais pequeno, dedicado à rainha Nefertari. Ramsés II teve várias esposas, mas a sua favorita foi sempre Nefertari, nome que significa precisamente a mais bela ou a mais perfeita. Nefertari era uma princesa núbia, cujo casamento com Ramsés II trouxe a paz entre o Egipto e a Núbia, paz essa que se julga ter sido simbolizada em Abu Simbel, com os dois magníficos templos. Mas os templos simbolizam principalmente a história de amor entre o faraó e a sua rainha, que ainda hoje é proclamada aos visitantes, milhares de anos passados.

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