A ideia de se criar um museu dedicado às notícias e à comunicação social é muito interessante e oportuna. A escolha de Sintra para instalar o museu é acertadíssima. A decisão de dar ao dito o nome de “News Museum” é tão infeliz e tão imbecil como as ideias peregrinas do Allgarve e da Lisbon South Bay. Não há globalização, viagens low cost, internet de banda larga, televisão por cabo com centenas de canais estrangeiros e livrarias online que nos valham: continuamos tão pequeninos e tão provincianos.
Very small indeed
eventhorizon,

Meu caro,
Com a devida vénia, faço minhas as tuas acertadas palavras. Não há uma boa ideia, um bom projecto, que não traga umas meias brancas atreladas.
E a sandália, não esquecer a sandália.
Nem os retornados nos souberam ensinar alguma coisa.
Quando não se quer aprender…
Trará as notícias censuradas do pós 25 de Abril?
E quem vai pagar?
Quem o visitar, suponho.
(ao museu, não a si, bem entendido)
Se for algo privado feito por quem gosta de jornalismo sem subsídios não tenho nada contra.
É que em português de antanho o nome seria ainda mais aberrante:
Notícia (1ª entrada no Dicionário da Língua Portuguesa Online/Priberam) = Nova; Novidade.
Noticiar (Grande Dicionário de Cândido de Figueiredo) = dar como novidade.
Ou então seria adequado ao Tempo Novo das inversões e reversões.
Museu das Novidades.
Porque é que ainda ninguém se lembrou disto…
Mais aberrante só se ficasse na Lisbon South Bay. Mas não há crise. Por este andar, qualquer dia em Sintra teremos a oportunidade de subir ao Feather Castle.
Claro está que em inglês não melhora. É à mesma um “museu daquilo que é novo”, um oxímoro e um anglicismo piroso ao mesmo tempo.
Mas a gente repara menos na parte do oxímoro.
Totalmente de acordo com o autor