Verdades inconvenientes


Teresa Ribeiro,

Um professor do IST, que fez um estudo dos aeroportos europeus, concluiu que o aeroporto português podia aumentar a sua utilização à volta de 30 por cento se fosse eficientemente utilizado, refere o ex-presidente da Autoridade da Concorrência aqui. Alguém se recorda de ter ouvido falar nisto? Claro que não. O ruído em torno das outras soluções serviu também para desviar as atenções do projecto menos aliciante para o lobby do cimento.

Na entrevista que concede ao Público Abel Mateus afirma também que esta lógica de fazer grandes projectos porque vai gerar emprego é uma lógica invertida e explica porquê. Mas há coisas que de tão óbvias nem carecem de explicação, pois não?

 

13 comentários em “Verdades inconvenientes”

      1. Confesso que não. Nenhuma infra-estrutura é eterna, mas podemos optar por um investimento zero e o definhamento económico. O que me preocupa é depois como vamos ajudar os Berardos e os Finos, quando tiverem azar na bolsa…

  1. O Miguel Sousa Tavares falou nisso quando começou a polémica sobre o aeroporto. Sem quantificar, disse que a capacidade da Portela não estva esgotada. Lembro-me que, na altura, também escreveu – entre outras coisas- algo que me pareceu óbvio: com o TGV o tráfego aéreo proveniente da Europa iria diminuir.
    O lobby do betão é muito poderoso… nós cá estamos para lhe sustentar os vícios com os nossos impostos.

  2. E o Aeroporto Sá Carneiro do Porto/Maia está a menos de 50% da sua capacidade!!!!!
    E o Aeroporto do Alentejo está às moscas e ainda sem contratos – 100% disponível!!!

    1. “E o Aeroporto do Alentejo está às moscas e ainda sem contratos – 100% disponível!!!”

      Calma, que o aeroporto de Beja, como em todo o bom projecto nacional, foi alvo de um planeamento detalhado. Primeiro fez-se o aeroporto e só agora estão a fazer o acesso rodoviários a Sines.

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