Ver mais longe


Pedro Correia,

«Com alguma pompa e circunstância e a presença de Dulce Pontes, nasceu a Comunidade dos Países de Língua (oficial) Portuguesa. Fernando Henrique Cardoso esportulou 600 mil contos e Portugal 60 mil. Suponho que o dinheiro servirá para a colectiva congeminação de um acordo ortográfico verdadeiramente devastador. Não vejo que possa servir para mais nada, porque nada existe de comum entre os países da comunidade de língua (oficial) portuguesa. Nem sequer, em rigor, a língua.»

 

Vasco Pulido Valente, n’ O Independente (19 de Julho de 1996)

7 comentários em “Ver mais longe”

  1. Há uma História comum. É pouco?
    Há uma língua comum. Algumas diferenças são demais?
    Há uma raíz comum que se desenraizou da sua História. É demais…

    1. Portugal não é um país tropical — mas é forçado a parecê-lo por causa dos retornados e da pieguice de merda que a gente da comunicação social destila. E isso basta.

  2. Um homem que estava muitas vezes certo. Para o fazer dizia mal de tudo. Muitas vezes acertava.
    É como dizer que um relógio que está certo duas vezes por dia prevê o futuro.

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