«Com alguma pompa e circunstância e a presença de Dulce Pontes, nasceu a Comunidade dos Países de Língua (oficial) Portuguesa. Fernando Henrique Cardoso esportulou 600 mil contos e Portugal 60 mil. Suponho que o dinheiro servirá para a colectiva congeminação de um acordo ortográfico verdadeiramente devastador. Não vejo que possa servir para mais nada, porque nada existe de comum entre os países da comunidade de língua (oficial) portuguesa. Nem sequer, em rigor, a língua.»
Vasco Pulido Valente, n’ O Independente (19 de Julho de 1996)

Há uma História comum. É pouco?
Há uma língua comum. Algumas diferenças são demais?
Há uma raíz comum que se desenraizou da sua História. É demais…
Portugal não é um país tropical — mas é forçado a parecê-lo por causa dos retornados e da pieguice de merda que a gente da comunicação social destila. E isso basta.
A proximidade pelo clima, levaria à partição do Brasil…
Ele tinha aquele ar, de quem estava sempre enjoado com a vida. Em parte era porque antecipava estes cenários e depois via os factos darem-lhe razão.
Muitos, Teresa. Cada vez mais me vou apercebendo disso à medida que revisito os textos dele.
Um homem que estava muitas vezes certo. Para o fazer dizia mal de tudo. Muitas vezes acertava.
É como dizer que um relógio que está certo duas vezes por dia prevê o futuro.
É sempre mais fácil “assinar” Jô.
Nunca alguém saberá se acertou ou não. Seja no que for.