Já aqui falei nisto. Vê-se por aqui que está a mexer. O projecto de Manifesto do Movimento pró-Partido do Norte (e muito mais) encontra-se aqui. E lembrem-se: não é novidade na nossa História que os ventos de mudança comecem a soprar do Norte.
Vento Norte
jmmcc,


João,
Duas notas mais sobre a génese deste pró-PN , curiosamente ideias a que se chegou por diversas vias e em diversos locais quase em simultâneo.
Optamos por um Partido porque entendemos que o momento implica “atacar” os partidos existentes (responsáveis pelo não cumprimento da Lei Fundamental, a Constituição, que anuncia, desde 1976, a regionalização como obrigação política);
Optamos por um Partido do Norte porque, sendo os promotores iniciais todos do Norte, não havia que erigirmo-nos em “nacionais” (como os outros dizem que são) e pretendermos representar o que não representamos.
Quanto ao resto, acrescento: queremos regionalização sem mais despesa pública; não procuramos os ex- vedetas dos partidos, nem os notórios dirigentes desportivos; não queremos um país retalhado (como agora… sim, porque separatista é o centralismo); queremos um poder próximo, capaz de falar com o cidadão e a prestar contas regularmente; uma nova maneira e uma nova actividade, regeneradoras das instituições, mobilizadoras da sociedade, que leve esta para um caminho mais culto, solidário e de progresso a sério.
Tenho dito.
PS Não mostres à Ana, porque ela bate-me outra vez.
Aproveita agora, que a Ana Vidal está distraída.
Quem disse que eu estou distraída, hein??
Joaquim, cá fico à espera dessas maravilhas nortenhas. De pé atrás, é claro, pelas razões que já apontei… mas com com muito carinho, porque gosto muito do norte e tenho sido sempre principescamente recebida por lá (ultimamente com muita frequência, até).
Abraço!
🙂
Pois se o Norte até te recebe nos Açores!
Nem mais. Mais a norte, só a Islândia…
Isto deixa-me perplexo: o artigo 51º da Constituição, número 4, reza
” Não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional.”
Ora, o Partido do Norte, pela sua designação se não pelos seus objetivos programáticos, tem âmbito regional!
A Constituição pode rever-se e alterar-se, sabia?
De resto, é muito simples: se o partido, que ainda é só um movimento, não puder apresentar-se como regional, apresenta-se como nacional; mesmo que não se interesse por cobrir o território nacional. Capice?
1) A Constituição pode vir a ser, no futuro, alterada. Mas, enquanto não o fôr . e eu duvido que alguém a queira alterar neste ponto concreto -, um partido com uma designação regional não poderá ser aceite pelo Tribunal Constitucional (penso eu de que)
2) O partido pode muito bem apresentar-se como nacional, claro, mas o que é inconstitucional é a sua designação, que tem âmbito regional. Leia com cuidado o artigo da Constituição que transcrevi…
O essencial já está respondido. Os detalhes são de somenos (PN – Partido Nacional: serve-lhe?).
Não é a mim que tem que servir, é ao Tribunal Constitucional. A mim é-me indiferente.
Acho um bocado estranho um Movimento pró-Partido do Norte dar origem a um partido que não se chame, precisamente, Partido do Norte. Mas prontos, façam o que quiserem, desde que o Tribunal Constitucional deixe.
Partido Nacional do Norte? Partido do Norte Nacional? Partido Nortenho Português? Ora…
Meh…
Carneirada já temos que chegue, ó jovem.