Vencedores (30)


Pedro Correia,

 

Os resultados eleitorais, esbatendo o bipartidarismo em Portugal, reforçam o papel do Presidente da República no eixo central da política portuguesa. Não por acaso, e como aqui se previu há um mês, no rescaldo imediato do escrutínio Aníbal Cavaco Silva vetou as alterações à lei do financiamento dos partidos, indiferente ao facto de ter merecido aprovação quase unânime na Assembleia da República. O poder – e refiro-me ao poder que conta, não às suas máscaras inseridas em mecanismos de propaganda – mede-se por estes gestos. O desfecho das europeias dá-me ainda mais motivos para manter o que escrevi a 25 de Janeiro: este vai ser o primeiro ano que porá verdadeiramente à prova Cavaco Silva enquanto Presidente da República. Um ano em que as questões de fundo pesarão mais do que as questões de forma.

2 comentários em “Vencedores (30)”

  1. Caro Pedro!
    Para não variar, estou de acordo com o que escreve.
    Faço parte dos portugueses que elegeram Cavaco. O que esperamos dele é o que ele é.
    Um homem honesto, atento e… actuante quando e onde necessário.

    Abraço.

    1. Cavaco tem cometido erros – na gestão dos casos Dias Loureiro e Assembleia Regional da Madeira, por exemplo. Mas aqui agiu muito bem – certamente em sintonia com o seu eleitorado. Ao contrário do Parlamento que (salvo António José Seguro) esteve muito mal.

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