Os resultados eleitorais, esbatendo o bipartidarismo em Portugal, reforçam o papel do Presidente da República no eixo central da política portuguesa. Não por acaso, e como aqui se previu há um mês, no rescaldo imediato do escrutínio Aníbal Cavaco Silva vetou as alterações à lei do financiamento dos partidos, indiferente ao facto de ter merecido aprovação quase unânime na Assembleia da República. O poder – e refiro-me ao poder que conta, não às suas máscaras inseridas em mecanismos de propaganda – mede-se por estes gestos. O desfecho das europeias dá-me ainda mais motivos para manter o que escrevi a 25 de Janeiro: este vai ser o primeiro ano que porá verdadeiramente à prova Cavaco Silva enquanto Presidente da República. Um ano em que as questões de fundo pesarão mais do que as questões de forma.


Caro Pedro!
Para não variar, estou de acordo com o que escreve.
Faço parte dos portugueses que elegeram Cavaco. O que esperamos dele é o que ele é.
Um homem honesto, atento e… actuante quando e onde necessário.
Abraço.
Cavaco tem cometido erros – na gestão dos casos Dias Loureiro e Assembleia Regional da Madeira, por exemplo. Mas aqui agiu muito bem – certamente em sintonia com o seu eleitorado. Ao contrário do Parlamento que (salvo António José Seguro) esteve muito mal.