Paulo Rangel
Deixas criar às portas o inimigo
Por ires buscar outro de tão longe,
Por quem se despovoe o Reino antigo,
Se enfraqueça e se vá deitando a longe!
Buscas o incerto e incógnito perigo,
Por que a fama te exalte e te lisonje,
Chamando-te senhor, com larga cópia,
Da Índia, Pérsia, Arábia e de Etiópia!
Os Lusíadas, Canto IV


Vamos lá ver é se o PSD não sai derrotado depois das eleições já que vai ficar sem Rangel que vai para o Parlamento Europeu…
Pois. Nada que o Velho do Restelo não pudesse prever.
O velho do Restelo e não só, Pedro. Já também aqui se comentou que para as Europas foram, propositadamente, enviados aqueles que mais sombra poderiam fazer daqui a 3 meses aos cabeças de cartaz para consumo interno. E já que estamos em maré de citar Os Lusíadas, aqui vai uma do Canto II:
«Vereis a fortaleza sustentar-se
De Cananor, com pouca força e gente;
E vereis Calecu desbaratar-se,
Cidade populosa e tão potente;
E vereis em Cochim assinalar-se
Tanto um peito soberbo e insolente,
Que cítara jamais cantou vitória
Que assi mereça eterno nome e glória.»
e estoutra, do Canto IV, especialmente para o nosso amigo Vital e para o “seu” PS:
»Eu sou bem informado que a embaixada
Que de teu Rei me deste, que é fingida;
Porque nem tu tens Rei, nem pátria amada;
Mas vagabundo vas passando a vida.
Que quem da Hespéria última alongada,
Rei ou senhor, de insânia desmedida,
Há-de vir cometer, com naus e frotas,
Tão incertas viagens e remotas?»
Não haja dúvida, que este Luiz sabia mesmo muito!
Um abraço.
Muito bem!
Um abraço