Velhos vícios


Sérgio de Almeida Correia,

Nunca o número de autocarros, de mensagens "sms" a apelar simplesmente ao voto e ao voto nalguns partidos foi tão grande. Em Faro, onde a luta foi bem acesa, sem querer tirar mérito ao vencedor, voltaram a vir à superfície métodos de pressão e vícios antigos que insistem em permanecer. Até que ponto é legítimo a um candidato, que não está a exercer quaisquer funções de fiscalização do acto eleitoral e que nem sequer vota no concelho, andar a visitar as secções de voto, entrando e saindo, impondo a sua presença dentro das mesmas, cumprimentando e distribuindo sorrisos a torto e a direito para quem está na fila a aguardar a sua vez de exercer o direito de voto, abeirando-se das mesas a informar que apenas quer cumprimentar os seus membros? Houve quem não gostasse. Importa, pois, perguntar se isto constitui ou não um acto de propaganda, um acto de descarada campanha à beira das urnas, susceptível de perturbar o sossego dos eleitores e a calma das votações pelo frenesim que provoca? Já alguém imaginou um candidato em Lisboa ou no Porto andar a visitar todas as assembleias de voto, num intenso corrupio para cumprimentar os membros das mesas? Já imaginaram Santana Lopes, Paulo Portas, Rui Rio ou António Costa a fazerem isso? Pois foi isto o que aconteceu em Faro e que, inclusivamente, mereceu protesto de um honrado e sério delegado da coligação PSD/CDS-PP, envergonhado com o atitude de Macário Correia. Seria bom que a CNE acautelasse situações futuras, já que o episódio se repete de cada vez que há eleições.

3 comentários em “Velhos vícios”

  1. Caro Sérgio, um dia ainda há-de dizer de onde é no Algarve.
    Morei vários anos em Faro ainda tenho uma cota especial para novas do Sul, os seus posts são sempre uma boa fonte de novidades.

    1. Enfim a pensar que tal coisa só existia em concelhos de pequena dimensão mas afinal não e curiosamente um candidato do PSD.

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