Valha-o Deus, homem


Rui Rocha,

D. Manuel Monteiro de Castro, o novo cardeal português, entende que “a mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos”. É de homem. Das cavernas, benza-o Deus. Desde logo, é lamentável que transpareça do discurso uma visão funcional das mulheres. Se bem a conheço, a visão oficial da Igreja Católica apela à integridade ontológica, independentemente de qualquer função. É nessa perspectiva que se entende, por exemplo, a defesa da proibição do aborto. Entendamo-nos. O lugar das mulheres é onde elas quiserem, mesmo que não sirvam para nada ali onde estiverem. O mesmo se aplica aos homens. Sendo que, no caso destes, a probabilidade de não servirem para nada seja lá onde for é bem maior. Tal como a de fazerem ou dizerem asneira. Depois, as palavras de D. Manuel são incompreensivelmente redutoras. Existem tantas funções essenciais para as mulheres em casa, no escritório, na praia ou no campismo que os dois mil e tal anos de história da Igreja Católica não foram suficientes para as enumerar, quanto mais para as perceber. Mesmo admitindo que uma dessas funções não é dizer missa. Mas, para além disso, esta intervenção é profundamente discriminatória. Na verdade, não admito a D. Manuel que me exclua da possibilidade de, a ficar alguém em casa a educar os meus filhos, ser eu próprio a fazê-lo. Pode um ser humano ter uma visão do Paraíso? Acho que sim. No meu caso, passar os dias com os meus filhos, brincar com eles, ajudá-los, ensinar-lhes o pouco que sei, aprender com eles, zangar-me e logo correr a abraçá-los, rirmos e chorarmos juntos, tudo isto me parece a antecipação do Céu em plena Terra. Digo que não tem comparação, não desfazendo, com a função de Cardeal ou de Penitenciário-mor da Santa Sé. Melhor, só mesmo se a minha mulher pudesse estar em casa connosco. Mas isso, de tão bom, tão bom, talvez já fosse pecado. Por isso, espero que D. Manuel, ungido pelo Espírito Santo, possa um dia ver a luz que o ajude a despir-se, em bom recato se a isso a Providência ajudar, do preconceito que a vontade de Deus o fez exteriorizar. Até lá, resta-lhe enfiar o barrete. Cardinalício.

368 comentários em “Valha-o Deus, homem”

  1. Fiquei na dúvida se não estará a ironizar. O novo cardeal não fez mais que transmitir o pensar da Igreja: além de tudo o resto, a mulher é, essencialmente, uma educadora dos filhos. Parece-me ser isto uma simples ‘obviedade’. Ah! já me esquecia : dizer o que disse o Cardeal é terrível discriminação sexual, um monstruoso crime de lesa-pátria. Só comparável a esse nefando crime da discriminação racial. Ai de quem se atreva a um simples olhar de desagrado a um negro! Está feito…
    A isto se chegou!?

    1. Beirão…. o seu comentário, esse sim, é irónico, certo?

      “Além de tudo o resto, a mulher é, essencialmente, uma educadora dos filhos”?

      Não sei que mulheres é que conhece, mas são muito diferentes (de mim e) das mulheres que eu conheço (e que me criaram, sem que nunca tenham sido, essencialmente, educadoras, felizmente.

      1. Valha-nos Deus, homem, se as mulheres não tiverem oportunidade para educar seus filhos, assim como os homens. É óbvio que a mulher é a mãe, o colo, o conforto, o socorro e, também em matéria de educação, o sustentáculo de qualquer criança (macho ou fêmea). Espero que a mulher possa ter a oportunidade de voltar a ser mãe e não só a ter os filhos e entregá-los a outros para os educar (claro está, se ela e ele quiserem). Claro está que a mulher deve poder querer ficar em casa e, se quiser, trabalhar em horário reduzido.

        1. Não sou um homem. Sou mulher, mãe, trabalhadora (realizada profissionalmente, e adoro o que faço, e faço bem).

          Vamos ao óbvio. Aquilo que é óbvio para si, não é necessariamente aquilo que é óbvio para mim, obviamente.

          Os pais, os familiares próximos, os adultos que rodeiam uma criança são o seu sustentáculo. E, deixe-me que lhe diga, que se eu ficasse em casa a tomar conta do meu filho, seria um colo patético, de tão infeliz que andaria.

          Caro que a mulher deve poder querer ficar em casa e, se quiser, da mesma forma que deve poder, se quiser, trabalhar no horário que lhe der na real gana.

          E, já agora, o mesmo se aplica aos homens.

          1. Parece que diz essencialmente o que eu escrevi. Afinal em que discordamos do cardeal, mulher!?

          2. Se pelo meu comentário anterior não compreende em que discordamos, não me parece que haja esperança de que venha a fazê-lo em função da quantidade de palavras que eu possa vir a acrescentar 🙂

            Provavelmente, explico-me mal.

          3. Fico com a sensação que você quer poder escolher pelas outras mulheres. A sua opção não está colocada em cheque pelas afirmações do cardeal, nem pelas minhas.

          4. Eu quero escolher por mim, aliás, eu escolho por mim. Quanto às afirmações do senhor cardeal, acho-as redutoras, para ser simpática e minimalista, em relação a TODAS as mulheres.

            Se o senhore cardeal afirma “naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos” está a falar de mim, também. Não só, certamente, mas também.

          5. Mas a mulher é mesmo, essencialmente, mais importante na educação dos filhos, pelo menos nos primeiros anos de vida.

          6. Porquê? Porquê a mulher e não o homem? Porque não ambos? E, por via da diversidade, incluamos os avós.

            As crianças precisam de estar rodeadas por quem as ame. Ser mãe não é condição sine qua non para amar um filho.

            Normalmente a mãe ama. Mas o pai também. Porque é que ele é menos importante? Porque não pode engravidar ou amamentar? Pode (e deve) criar laços de outras formas. Amor, nunca é demais.

            Reduzir o amor à condição feminina ou maternal, se preferir, é ter muito pouco respeito. Pelas mulheres e, sobretudo, pelos homens.

          7. Porque as crianças estão, essencialmente, mais dependentes da mãe nos primeiros anos de vida. Se isto a choca tem de contrariar a ciência.

          8. Bom, vamos por partes.

            Uma criança, em absoluto, depende da mãe única e exclusivamente enquanto habita o seu útero. Uma vez nascida, não depende da mãe. Depende de quem lhe proporcione as condições de sobrevivência, que tanto pode ser uma mulher como um homem. E isto é ciência, ramo, biologia.

            A ideia de que as crianças dependem mais das mães nos primeiros anos de vida é sociológia, não é biológica.

            E eu passei o primeiro ano de vida do meu filho, com ele, em casa. Porque quis. 🙂

          9. A dependência da criança nos primeiros anos de vida é natural, faz parte da sua essência. Há uma segunda gestação, desta feita extra-uterina. Nós estamos a escrever sobre algo que vai para além da mera sobrevivência. A sobrevivência é outra matéria, e, aí sim, depende de qualquer um que a proporcione.

          10. Lá está…. sociologia, não biologia.

            E aquilo que é natural para si (e para o cardela) não é obrigatoriamente natural para o resto do mundo, logo, não é essência.

          11. Mas é biológico porquê? Porque lhe apetece?

            Se fosse biológico era essencial, o que faria com que todos os órfãos morressem. Sabemos não ser esse o caso. Logo, não é biológico, é sociológico.

          12. É biológico porque se compreende também nas alterações, dessa natureza, que se produzem.

          13. Ok, avanço com ciência poético, assim como assim, não sei se estou a falar com um, dois ou 10 anónimos:

            Na Natureza, nada se perde, tudo se transforma.

          14. Tem “falado” com o mesmo anónimo. Quando compreender a existência da poesia na ciência talvez sua opinião mude.

          15. Pode ser que sim, mas dúvido.

            Falando curto e grosso, não percebo que tem o cu a ver com as calças.

            Começámos na biolgia, à mistura com afirmações “Mas a mulher é mesmo, essencialmente, mais importante na educação dos filhos, pelo menos nos primeiros anos de vida.” mas afinal não é biologia…. é poesia…..

            Ao menos aprenda a separar aquilo que são as suas convicções (altamente respeitáveis e legítimas, cada um com as suas) do que é a biologia.

            Não tente é misturar argumentos científicos com a poesia da ciência, que isso é uma fuga para frente pouco honesta.

          16. Você julga que a biologia é algo independente de todas as outras vertentes do SER. Você talvez venha a compreender quando entrar na área das neurociências.

          17. Anónimo:
            Cantas bem, mas não alegras a Joana…
            Esse discurso todo cheira-me a sacristia, que no momento está a perder terreno.
            Força Joana, dá-lhe para trás, que eu já não tenho pachorra para aturar Talibans.

          18. Sim, vejo bem que o incenso te perturba. Dá-lhes, anónimo, que estou contigo.

          19. Há muitos erros científicos nas poesias, sabia? Autênticas aberrações!!!Procuro, se conseguir.

          20. Sim, você acabou de mostrar essas aberrações. Dá-lhes, anónimo, que estou contigo.

          21. Os cromossomas, por mitose, metade são da mulher e a outra metade do homem, entendido? A ciência não lhe assiste, anónimo.

          22. Em que é que o que afirma nega a minha afirmação? Se você compreendesse a ciência não avançaria com tal disparate.

          23. Quem lhe disse que não sou cientista?Em várias áreas, por que fique esclarecido, animal racional! Ou quer que lhe faça um teste?

          24. Você pensa que por saber fazer contas e cálculos já é cientista. Você usa a ciência, mas não é cientista. Dá-lhe, anónimo, que estou contigo.

          25. Procure na net o que são ciências exatas, antes de dizer disparate! ignorância é o que não falta e outras dores.

          26. Para ser um cientista exa(c)to é necessário saber que as ciências evoluem. O conhecimento não é estático. Procure onde quiser, porque através da net a sua ciência não evoluirá.

          27. Sabe que se pode induzir a condensação( provocar chuva) havendo nuvens! Quer saber com que produtos químicos? Estude e aprenda, se conseguir!

          28. Por outro lado o amor é uma condição, e não depende do género. É o género que depende dele (do amor).

          29. Não generalizemos o amor. O amor é uma coisa para si e outra coisa para mim, e outra coisa para o vizinho do lado.

            Não é igual para todos. Nem em forma, nem em intensidade, nem em género.

          30. O amor é como a sabedoria: sendo único tudo pode, imutável em si mesmo, renova todas as coisas; ele se derrama de geração em geração, em qualquer género. O amor é dom, sendo dom é dádiva, sendo dádiva, busca-se.

          31. Começámos na ciência, acabamos na poesia.

            Os argumentos científicos terminaram? É que poesia, há para todos os gostos (e eu nem sou apreciadora), já ciência, havendo diversidade, é mesmo assim, mais difícil.

          32. Parece-me que se está a esquecer da amamentação, que até há pouco tempo (dezenas de anos, isto em centenas de milhares do homem) representava a diferença entre a vida e morte e que, a não ser proporcionada pela mãe, teria se sê-lo necessariamente por outra mulher, sendo um fenómeno minoritário na história, a amamentação por leite de outra origem.
            Sendo de crer que a amamentação não é cultural, mas biológica, pode-se talvez inferir que enquanto durar há uma relação de eleição entre mãe e filho…
            Se atentarmos que até há pouco tempo – também dezenas de anos -, mãe e pai trabalhavam a pouca distancia física das crianças, e não parecendo uma ousadia supor que esse desejo de proximidade da prole será biológico e cultural em ambos os progenitores, não me parece um dislate o que disse o Cardeal.
            Pertenço a uma geração em que a mãe estava em casa e liberta das tarefas que se costumam associar ao “estar em casa” pela existência de empregadas e tenho uma pena imensa destas crianças que chegam a casa ou tarde ou com os pais cansados de um dia de trabalho.

          33. Rui, o homem é essencial, mas não entra no “essencialmente” desta matéria. Tendo em conta alguns comentários, parece que ser criança dependente da mãe em um período da vida é uma monstruosidade. Até onde chega a “emancipação”!!!!

          34. “Essencial” não significa “exclusivo”. E é óbvio que no nosso processo de crescimento e de formação psicológica/afectiva/emocional… no processo de crescimento e maturação de todas as crianças ocupa um papel fundamental e essencial a figura da mãe. Isto não quer dizer, obviamente, que se retire qualquer outro valor ou importância à figura da mulher, seja no campo profissional, no campo social, no campo político, etc, etc, etc… Elas podem ser, efectivamente, uma mais valia nestes campos.
            Regra geral, a ligação afectiva de uma criança nos primeiros anos de vida (e considerando, claro, algumas excepções) é mais vincada para com a mae, do que para com o pai (ainda que este seja, também, fundamental no processo de crescimento!).
            Então qual é a polémica das afirmações do Cardeal?!
            Não lutamos (nós todos) para que o tempo de “licença por maternidade” seja ainda mais alargado, para o caso de a mulher desejar usufruir dele, à semelhança, por exemplo do que se faz nalguns países da Europa, onde esta licença pode ir até aos 2 anos?
            Sinceramente, às vezes parecemos um pouquinho tendenciosos e irracionalmente alérgicos a tudo o que seja dito por alguém da Igreja.

          35. disse tudo Fernando.

            e como mulher acrescento: tenho pena da grande maioria das mulheres de hoje. entraram numa espiral de realização profissional que até dói…

          36. Pois não, Fernando. Mas, o essencial é o oposto do acessório. E se a função essencial da mulher fosse a que o cardeal lhe atribui, tudo o resto seria acessório. Inaceitável.

          37. O cardela não disse isso, disse: “Deve poder”. Quem deve poder tem a possibilidade de optar.

          38. Disparate, Rui Rocha! Um disparate atrás de disparate para justificar o seu disparatado post inicial.
            Leia exactamente aquilo que o Rui Rocha escreveu: “a mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos”.
            Percebe a diferença entre “naquilo em que a sua função é essencial” e “aquilo que é a sua função essencial”? (esta parte ninguém o disse mas é o que pulula na sua cabeça).
            A diferença entre uma e outra afirmação é enorme!!!! O Rui Rocha só o não percebe, porque não quer perceber, não lhe dá jeito. Prefere manter vivo o disparate da sua argumentação

          39. A Senhora Jonasnuts falou muito bem, e eu como Homem, admiro as suas respostas e não se explicou nada mal.

            Estes Prelados, julgam donos do mundo, donos da razão, esta seita religiosa, já foram expulsos de outros Reinos no tempo da Monarquia, pelas mentiras que elaboravam e das ameaças que incutiam ao povo de outras divindades se não fizessem o que Eles contavam.

            Pois, estes Prelados, julgam se donos da Palavra, na Republica podem tentar ser alguma coisa, se na eventualidade mudássemos de sistema de Republica para a Monarquia, estes Prelados, não entravam, não. Ficavam à porta, na fronteira.

            As Mulheres e Homens, são todos iguais, direitos e deveres, os Prelados da Igreja Católica Romana e Apostólica, não fazem parte de Portugal, é a minha opinião.

            João Felgar

        1. Deus não existe: É uma invenção de homens de há mais de 2000 anos? Consegue ter uma ideia da “ciência” que eles teriam nesses tempos? A arma das religiões são a morte (o medo da morte); sem isso que argumento teriam? Pois sendo a sua arma(das religiões) a morte, faz ideias de quantas mortes provocaram? Esqueça DEUS NÃO existe; espere até morrer!

          1. Se eu esperasse por Deus até morrer, então, já seria um cadáver. Deus é vida, e viver é também interpretar a existência no sentido ontológico.

          2. Sabe que há cadáveres a temperaturas apropriadas à espera da cura? Tem sorte, já aprendeu alguma coisa comigo! Se, tiver a sorte de rapidamente ir ter com o seu deus, que tanto deve ansiar, terá a resposta:NÃO EXISTE! Existem homens e mulheres.

          3. Bem, você já viu tudo. Esse é mesmo o problema de quem julga tudo saber. Deus existe, e existe porque eu acredito n´Ele.

          4. Quem é o senhor para dizer que eu vi/sei tudo? É muita prepotência, pense no seu inferno! O senhor não bate bem!

          5. Você é que revela crenças que nem eu abordei. Quem está em conflito é você. Compreendo que tenha necessidade desses desabafos.

          6. Acredite no que quiser! Será que o seu deus não é uma Ela? Assim, poderia escrever: sim porque eu acredito N’ela! Ou será que não aceitaria um deus mulher?

          7. Agora o anónimo é adivinho e quer ficar com a última palavra! Fala em traumas, trate-os! Divirta-se como puder!

          8. vejo bem que anda com o olhar vesgo. Dá-lhes, anónimo, estamos contigo.

          9. Não vês nada !
            Tens a mania que vês !
            Quem vê tudo, é aquele olho enorme dentro do triângulo!

            Estes talibans até espumam !

          10. Já o Santo Padre João Paulo I, apoiado pela melhor doutrina disse que Deus é Pai e Mãe.

          11. Sua Santidade é um título que o Papa ou o Dalai Lama usam.
            O Clooney, quando fala com o Dalai Lama chama-lhe Santidade. Quem diz Clooney diz outra das suas estrelas de cinema favoritas.

          12. O que é que o sr clooney tem que ver com isto,T? É outro seu deus, homem? Santidade? Qual santidade qual quê? Esses animais (papa bentoXVI, dalai lama, e similares, racionais como cada um de nós, têm servos qual abelhas: uns a fazer-lhes cócegas nos pés, outros a fazer companhia nos chás, outros ainda, deslumbrados simplesmente presos aos olhares deles…
            Não sei se hei-de rir agora ou mais logo.
            Juízo, é o que faz falta, T(!) para de se adaptar ao planeta Terra, Planeta Terra!(onde estamos)

          13. EH.EH.EH:
            Deus não existe……e pronto.
            o triste tem a certeza absoluta.vá lá, escreve com maiúsculas.
            a verdade é esta:
            vc não tem Q.I. para perceber se Deus existe ou não.
            e decreta q não.assim sem mais nem menos…
            coitado.
            coma adubo para entender alguma coisa sobre Deus..
            pq nesse estado…não chega lá.
            coitadinho

          14. Estes decretam que deus existe e pronto.

            Os índios do Brasil, só descobriram deus, quando os portugueses lho venderam e porque preço !

          15. A parvoeira a querer misturar-se com a teologia. A ignorância é mesmo atrevida.

          16. Os índios…?!?! Ignorância das ignorâncias!! O Deus cristão, não tenho dúvidas, mas Deus/es já eles “conheciam” há muito!!! Problema de europeu: ele é que “descobriu” o Brasil e os outros continentes!! UAU!! Antes nada existia!!! Só com os europeus é que os índios descobriram Deus!! AH AH AH AH

        2. Na verdade, o cristianismo não deve ter aparecido quando Cristo tinha douze anos, mas quando era um pouco mais velho, como tal, duvido que o cristianismo tenha sido fundado há mais de 2000 anos, a não ser que tenha sido fundado antes de Cristo nascer.
          De qualquer modo, aquela treta de que o puto era especial à nascensa é um bocadinho contraditória, porque senão, Israel tinha-se tornado independente com o libertador em criança e não em adulto (tal nunca chegou a acontecer porque ele pregou a paz, o que irritou Judas se bem se lembram).
          A igreja católica tem mais ou menos a mesma idade do Cristianismo se acreditarmos que o primeiro papa foi Pedro.
          Desculpem a correção ao comentário de que o Cristianismo tinha mais de 2000 anos.

          1. A bem da verdade cristão é um termo dado aos judeus “dissidentes” da religião vigente ou dominante. A questão dos anos é secundária.

      2. tenho adorado os comentários da jonasnuts, mas o Sr. Anónimo é um autêntico machista e não tem nenhuma sensibilidade o que é ser pai. quantas mulheres trouxeram filhos, nunca quiseram saber deles e abandonaram-os. já vi casos que as mães abandonavam e os pais ficaram tomar conta dos filhos. admiro a coragem e a valentia dos pais de educaram os seus filhos. não venham falar que é biologia, porque isto não é! isto tem a ver a mentalidade de cada um. e para quem é pai ou mãe pela primeira vez, nenhum deles está preparado e só com a vinda do primeiro filho, é que se ganha experiência.

        1. O vocabulário é sempre o mesmo, “machista etc.”, quando não há argumentos e não se consegue perceber o que está escrito.

    2. Eu já desconfiava, que um comentário idiota de um cardeal que o é igualmente, não iria ficar sem companhia. E não é que afinal existe um “Beirão” que também o é – idiota igual ao idiota cardeal?
      E desconfio que no seu comentário trocista, é igualmente racista o que o torna num “Beirão parvalhão”…

        1. Pelo que percebi à “entrada” é um “site” moderado onde só entra quem quer e toda a gente sai quando quer – se não se sentir revista nos comentários dos outros. Mas também já percebi que para dona nadeia o conceito de “nível” deve ter mais a ver com aquele instrumento que os trolhas usam e que tem uma bolha que indica a horizontal ou a vertical das paredes…

          1. Viva sinhor cneves e viva tambem sinhor rui.
            na minha insignificante sabedoria sei que o nível, além de um instrumento de trolha também pode significar um estádio de sabedoria.
            Mas temos que admitir que os há sem fio, e pior do que isso, sem peso na ponta do fio.
            Do alto dos meus irrequietos anos vos abençoo aos dois, porque Deus disse: deixai vir a Mim os pobres de espírito pois fá-los-ei entrar no Reino dos Céus.
            Um cordials xi-coração de
            dona nadeia : )

      1. Ora cá está o típico “progressista” de meia tijela.
        à 1ª opinião diferente……
        fica sem argumentos…….
        e deita-se ao insulto
        ó homem
        se não tem Q.I para perceber e escrever…
        não escreva ……..reconheça q é fraco da cuca e pronto

        1. Ao “sátiro”: Melhor é dar sentido ao nick que escolheu, que para comentar coisas sérias, estamos entendidos. Mas dá para perceber quem é que “verga a mola” lá por casa, enquanto você lê o jornal refastelado no sofá…
          Fala-me de Q.I… onde é que leu sobre isso? Faça um teste ao seu e logo vê os resultados que obtém!
          Olhe, enquanto estivemos aqui os dois a perder tempo, deixei de ajudar a minha esposa na lide da casa…

    3. Concordo inteiramente.
      A carneirada do politicamente e do socialmente correcto são hoje os novos velhos do restelo. Olaré!

    4. Aquilo que eu digo é: Queremos evoluir? Queremos. Um dos passos para tal: Abolir Igreja Católica. Queremos pessoas com mais cultura, e mais conhecimento científico? Extinguir qualquer tipo de ensino religioso das escolas (não sei se isso já foi avante) qualquer órgão responsabilizado por “doutrinar” e tornar “crentes” as pessoas(até crianças, isso é, a meu ver, crime Moral)
      Falar nos livros escolares de História o papel da Igreja Católica na Humanidade (morte, estupro de povos indígenas, de pessoas eruditas e sábias seja Johanes Kepler, Erastótenes, Giordono Bruno, intolerância para com homossexuais), etc, etc
      Acusar a Igreja Católica de se apropriar de bens materiais de várias famílias, de desonestidade intelectual, de pregador de falácias, de tanta tanta tanta mer da…

      1. Agora pare um bocadinho e pense em todos os grandes cientistas católicos. Alguns deles mesmo muiiiito católicos, como Pasteur – sim o do leite pasteurizado.
        E pense num monge chamado Gregório Mendel que descobriu as leis da hereditariedade…
        A questão do conflito entre ciência e religião é uma questão filosoficamente ultrapassada há mais de um século.

        1. Só conhece o exemplo do leite? E as pipetas de pasteur (coitadas, tão ignoradas) e tão preciosas para aferir o menisco!

        2. Prove que esse conflito acabou! Dica: só acabará quando a religião inventada por necessidades de incompreensão acabar. Mas prove, s.f.f.!

    5. Somos um povo com uma cultura muito opinativa. Temos o piniões sobre tudo e uma enorme falta de sentido prático. Andamos todos a fingir que as mulheres são iguais aos homens e não são. Basta ver o óbvio: só as mulheres conseguem parir. Ter filhos não é uma questão de opinião, é uma questão de sobrevivência. As mulheres têm mesmo que ter filhos. Se querem ter um carreira, uma profissão, têm todo o direito mas primeiro está a sobrevivência da espécie e por isso, têm mesmo que parir. É incomodativo, passam mal, é doloroso, etc., mas não há alternativas. Deixemos de nos enganar a nós próprios.

  2. O discurso do cardeal peca precisamente por essa «visão “funcional” das mulheres», querendo impor-lhes uma «função essencial», reduzindo-as a donas-de-casa e educadoras, como se só elas fossem responsáveis pelos filhos.

    De resto, a ideia de o Estado contribuir mais para as famílias, a fim de que as mulheres, que o queiram, tenham a possibilidade de trabalhar num horário reduzido, ou mesmo poder ficar em casa, até é louvável. Mas partindo sempre de uma opção da mulher, ou seja, acho que seria bom que o Estado lhes desse essa oportunidade. Ou aos homens, em substituição. Seria bom que as crianças passassem mais tempo com os pais, embora também seja verdade que o mais importante não é a quantidade de tempo, mas a qualidade.

    Linda, essa maneira de falar dos filhos, Rui!

    1. Obrigada em nome das mulheres à Cristina.
      Eu quero poder optar tanto como um homem. Aceito que durante nove meses o meu ventre seja a única casa deles, o porto seguro onde se fizeram gente. Mas uma vez neste mundo, ser pai ou ser mãe tem obrigações mútuas. Se só a mãe amamenta o pai pode, nesse caso, fazer tudo para a aliviar. Deve.
      E a opção tem que ser um direito de ambos, porque educar é uma tarefa do pai e da mãe. Não apenas de um.
      Também eu eduquei e tive uma carreira. E não quero ser desvalorizada como mãe por tê-lo feito!

      1. Eu também sou mãe, amamentei os meus filhos, o pai estava presente mas como teria gostado, se pudesse economicamente, ficar em casa durante pelos menos os seus primeiros quatro anos de existência, com uma redução digna de ordenado e poder regressar ao trabalho quando achasse bem. Era importante que a mulher se pudesse poder escolher mas infelizmente quem manda não nos permite a escolher, não temos poder economico para escolher, e depois andamos desesperadas a correr de um lado para o outro quando a vontade era estar com os pequenitos. Agradeço ao Anónimo que permitiu este debate inteligente.

    2. esta malta não sabe ler.
      falta-lhes a 4ª classe.
      onde é q o cardeal IMPÕE?
      em lado nenhum.
      ele disse PODE…
      sabe distinguir um verbo do outro?
      neste blog ena blogosfera não sabem..
      é a ileteracia “progressista” no seu esplendor

      1. Sim disse pode, mas borrou a pintura quando usou a frase “função essencial”.

        Eu sou mulher, logo, multitasking, logo, tenho várias funções essenciais e, visto que vivemos em Portugal, no século XXI, até posso escolher quais são as funções quero como essenciais, para mim.

      2. Oh valha-me deus! Deus não existe e pessoas como o Sátiro também não deveriam existir! Quer comparar-se ao R.R.? Tenha juízo homem e aprenda a ler o que conseguir.

        1. Pedro Melo
          como vc não tem argumentos…é uma cabeça oca, cheia de caca de galinha…..
          axa k eu não devia existir.!
          ´Pois desiluda-se..
          há muitos milhões como eu….
          e ainda vão existir mais.
          não me refiro á europa…q tá em decadência acelerada, por causa de ocos como vc.
          mas na Ásia, áfrica e américa latina há centenas de milhões como eu
          e muitos milhões são perseguidos barbaramente
          e não desistem
          vc não entende, claro
          é preciso Q.I.

        2. Ao Pedro Melo: Eu não sou tão radical dizendo que “Deus não existe”, mas a minha fé sofreu de facto alguns irreparáveis abalos. Desde logo, para que é que Deus precisou de criar criaturas como este “sátiro” que saltita por aqui, falando, falando, mas sem dizer nada, poluindo o espaço qual ácaro, defendendo a sua “dama” do barrete cardinalício e falando de responsabilidades familiares sem que saiba do que fala?
          Quem profere bacoradas – para usar um termo popular – como ele profere, não pode falar em literacias, em QI , em, em verbos ou tempos verbais.
          Quem escreve sem nada dizer, precisa de reclamar com Passos Coelho por acabar com as “novas oportunidades”, nem que fossem só para ele aprender alguma coisa. Hehehehe !

    3. Parece-me que o comentário do novo cardeal foi tirado do contexto e dita só a parte em que pressupostamente o cardela quer colocar a mulher em casa , parece realmente sexista. Mas na verdade não foi essa a ideia de quem leu todo o seu discurso . Se inicialmente fiquei constrangido pela noticia , logo fiquei mais ilucidado ao ler todo o texto . Entenda ou não ser sexista , o que se defendeu é nesta altura de tremenda baixa de natalidade na Europa (Portugal com especial incidência) , deva ser dada a opção á mulher de durante uma fase da sua vida decidir desempenhar a sua vocação profissional de forma parcial e deva ser dada também a oportunidade de ela optar por favorecer o seu tempo na sua maternidade. Uma familia não é só constituida pela mulher , é o casal e os filhos (e muitas vezes os avós , tios , etc.) No entanto possamos ou não admitir , é sobre a mulher (ainda hoje) que recai a pedra basilar do seio familiar. É sexista ? não me parece , é uma constactação . Sociedades que nós dizemos socialmente desenvolvidas já desde á vários anos estão a dar essa oportunidade ás mulheres , apoiando-as depois na reinserção da vida profissional . Alemanha (alguns estados), Inglaterra, Noruega , Dinamarca podem ser exemplos .A haver discriminação será pela positiva. Podemos todos considerar que a maternidade é uma opção privada , e é , mas não pudemos continuar a pensar que é um luxo. A falta deste luxo está a fazer com que a Europa esteja a perder a sua posição global e que Portugal esteja a um passo de não conseguir assegurar um sistema social nos próximos 20 anos. Sejamos objectivos , daqui a 20 anos , por cada cidadão com menos de 35 anos haverão 3 cidadãos com mais de 60 anos, ou deixa de haver sistema de saude e de segurança social ou temos de inverter as coisas. Sejamos pragmáticos . Nota á parte , por mais que gritemos pela equidade entre sexos , por mais que alguns defensores extremos defendam que os sexos tendem a ser iguais , acontecem os factos que desmontam esses argumentos , um dos quais , muito curriqueiro de se dar é que por regra quando alguêm está aflito , quando um soldado está ferido , quando o stress é enorme , pnsa-se , grita-se , clama-se pela mãe e não pelo pai . É sexista ? pode ser , é real e bem real. A mulher tem um papel social e maternal insusbstituivel , fruto de uma evolução humana ? talvez , mas é na mulher que a familia se apoia ainda segundo as nossas tradições .Estas podem mudar com os seculos mas neste momento é ainda isso que perdura. Para os mais cepticos e agnóticos , diria mesmo para o darwinitsas , a coisa ainda é mais simples , no reino animal qual é a base familiar ? Somos fruto de euma evolução , seja divina ou animal , não está em causa a filosofia que aceitamos , mas em q uma delas a base conduz-nos a dar mais valor na sociedade á mulher . A meu ver até se deveria dar mais valor ao seu papel mas isso já seria uma descriminação pela positiva …

      1. No meio de tanto disparate que já aqui se escreveu neste blog, obrigado pela sua lucidez!
        Haja gente assim, que sabe ler, e ir à essência das palavras ditas e dos discursos que são feitos e não os descontextualiza para alimentar polémicas.

        1. A polémica revela a mentalidade de alguns portugueses; é óptima! Ou cansa-se de ler e responder? Haja polémica, chamem-se outros temas, podemos ser óptimos a fazer sopa de cebola e cirurgiões noutras horas, qual é o problema? Polémica! Polémica!

      2. Depois de ter lido todos os comentários até aqui, com muitos disparates e presunções, surge este com qualidade. Vá lá que há quem saiba esclarecer as turbas mentes.

      3. Um excelente comentário, Luís. Parece-me todavia uma interpretação benigna. Nada sustentada, por exemplo, numa outra passagem das declarações: “o homem chega a casa e não tem com quem falar”…

        1. Entendo o seu ponto de vista mas mais uma vez o comentário é tirado do contexto e fica só a frase .
          Temos de perceber algumas coisas , 1º a hierarquia da Igreja nem sempre fala numa linguagem que é compensivel para o comum dos homens o que está mal e é isso que dá azo a muitas polémicas que depois se reduzem a nada .
          2º No seu texto o dito cardeal enfatizou que a falta de convivio familiar leva a um elevado nivel de divorcios . É certo que a meio do seu texto estava lá a frase que retirou mas no contexto que lhe disse.
          O que o cardeal quereria afirmar , o que eu depreendo ao ler o seu documento , é que a familia para permanecer como tal , precisa de tempo de convivio , o que nós referimoscomo tmpo de qualidade para convivermos , é compreensivel que com as rotinas que hoje a sociedade que construimos nos impoem , os casais possuem cada vez menos tempo para conviverem , cada vez menos tempo para se irem descobrindo . Hoje o tempo familiar consome-se nas horas de deslocação para o trabalho , no trabalho propriamente dito e que nunca respeita as 8h diárias e no final do dia , no apoio limitado aos filhos . O tempo passa e o conjugue (ele e ela ) deixam de ter alguma privacidade , acabam por ser dois desconhecidos que um dia tiveram filhos. O problema que esta sociedade nos levanta é precisamente esse , tira o temp necessário para o convivio humano . Eu infelizmente não tenho filhos , talvez por isso tenha a possibilidade de ter algumas horas diárias dedicadas á minha esposa (companheira , mulher , etc…). Amigos meus que têm filhos passam os dias a correr , é colocar os miudos na escola , o stress de ver o trabalho a acumular , ter de sair mais tarde e não saber como ir buscar os miudos , chegar á noite , fazer o jantar , alguns trocar as fraldas , ver os trabalhos de caso alg . ainda vê ?) , preparar jantar , lavar loiça , estender roupa , passar a ferro , prepara o dia seguinte , deitar os miudos e …meia-noite. Aquela conversa de como correu o dia, que problemas surgiram , o que vamos fazer , etc.não tem tempo de existir . Onde existe ? no trabalho , com outras pessoas … Acabamos por nos dissociar daquela pessoa com quem escolhemos partilhar uma vida … E isso além de triste é deprimente . Todos queremos ser felizes , acontece que com o stress que hoje temos acabamos por não o ser. Admito que o Cardeal , e mesmo a hierarquia religiosa não esteja confortável a abordar este assunto , literalmente falta-lhe a experiencia lol ) mas ao menos fala , tenta e foi nesse sentido que li o texto . Admito que nesta parte tenha dado algum desconto mas também tenho de admitir que ler só uma frase no meio de um parágrafo maior é tirar coisas do contexto.

        2. Rui , só agora vi que era o autor do blog, perdoe-me a ousadia de responder . Foi só uma contra-argumentação , o que até acho benéfica para que vários pontos de vista se cruzem .

          abr

  3. “…homens probabilidade de não servirem para nada seja lá onde for é bem maior.” Deve ser uma daquelas feministas que desdenha homens, queria vê-la sem homens na sua vida.

    1. Não querendo desfazer mitos, parto do princípio que alguém que dá a cara num blog destes e assina Rui Rocha não será uma donzela casadoira. Especialmente naquela parte em que, e passo a citar: (…) “a ficar alguém em casa a educar os meus filhos, ser eu próprio a fazê-lo” (…) “Melhor, só mesmo se a minha mulher pudesse estar em casa connosco”…

      Portanto, arriscaria dizer que referir-se a Rui Rocha como “uma daquelas feministas que desdenha homens” parece-me um exagero, ou um erro de género.

      Mas isto sou eu, que entendi que “…homens (…) a probabilidade de não servirem para nada seja lá onde for é bem maior.” é uma frase com humor para aligeirar a escrita. Opiniões .

      Ao Rui Rocha, uma observação interessante essa discriminação velada que não sugere a igualdade de direito do pai em educar a criança Parabéns pelo post .

    2. Deves, Zé, estar a precisar de homens; procura-os!
      A mossa que deste post deu cabo de ti. Coitado, até dá pena o quanto não entendes!

  4. Concordo que a mulher é realmente uma educadora, mas essencialmente uma lutadora, a mulher evoluiu, reivindicou os seus direitos e conseguiu a sua independência.
    A mulher dos dias de hoje não precisa de seguir o estereótipo de “Dona de Casa”, lamentavelmente para alguns homens que ainda precisam de quem cuide deles, deveriam pensar que a mulher para além das 8h diárias de trabalho cuida da sua família isso só prova na grande capacidade de gestão, organização a mulher é um ser polivalente.

    Sr. Cardeal sabe porque se festeja a 8 de Março o dia da Mulher??? Pense nisso….

    Rui os meus Sinceros Parabéns!!!!

  5. Valha-te Deus, eminência! Mas onde, e em que ruas escuras, é que esta espécime de avis-rara tem andado, para aparecer aqui e agora com este discurso tão desprovido de sensatez? Esta atoarda, isto que este homenzinho diz, não passa de uma falácia impregnada de azebro , caruncho, bafio e teias de aranha para tentar convencer as mulheres de que em casa e, de quando em vez, uma saltada à igreja, é que elas estão bem. Aí, entregues ao padre, é que elas estão protegidas do Demo. Se, por acaso, tiverem rebentos noviços para o prior observar e encaminhar, tanto melhor. Perdoai-lhe, Senhor! Ele está passado dos carretos.

  6. Tem razão. Para responder a este post eu teria que descer ao nível da ignorância quiçá estupidez e aí você ganha-me de certeza. Quando não percebemos o sentido das coisas . . . calamo-nos ou procuramos ajuda. Não foi o seu caso.

  7. Sabes o que isto mostra, Rui? Uma gritante incapacidade de reconhecer e aceitar a mudança dos tempos. Quem assim fala, sendo voz da Igreja, já está a perder. A perder o mundo e as pessoas
    Eu sou católica, sei do que falo.

      1. Deus não existe! Terás tu a capacidade de tolerar o meu ateísmo, OSátiro? A mim repugna-me o teu machismo (conheces alguma mulher, pá?).

    1. É o que me parece, Ivone. E, em todos os sentidos, a Igreja Católica, aliás como qualquer organização ou instituição, teria muito a ganhar com a inclusão real e efectiva das mulheres.

  8. Valha-o Deus, homem. Você não entendeu nada do que o Bispo disse. Abriu a boca e disse asneira. Atente na historia do homem e veja que o que o Bispo disse, não é, nem mais, nem menos, uma verdade observada na maioria das sociedades. A nossa, a sociedade ocidental, está em declínio. Umas das razões, é a de a mulher deixar de ter o seu principal papel. Papel que, muito dificilmente, o homem conseguirá substituir, e muito menos o Estado. Ser mãe, mulher e esposa. Ser mãe, o pai não pode, a não ser que altere a natureza. Que eu saiba, o pai ainda não dá à luz. Ser mulher, o homem, não consegue ser, mesmo que fingindo, travestido. Mesmo que faça umas plásticas, vista umas saias e seja eunuco, mesmo capado, não é nunca uma mulher a 100%. Pode parecer, mas não é. Ser esposa, um homem pode imitar, mas não tem sucesso. Mas, como dizia, a sociedade de hoje está doente. Veja a quantidade de mães que despejam às pressas os filhos, nas amas, cresces e escolas. Pode-se mesmo afirmar, que deixam os filhos nos “parques de estacionamento”, como dum carro se tratasse. As mulheres, divorciam-se da educação dos filhos literalmente. Entregam a responsabilidade chata de educar e ensinar os filhos. Entregam-nos a pessoas desconhecias e não importando muito, como são tratados. Mais parecem, animais num estábulo, a que determinada hora do dia, lhes dão uma porção de ração. O Estado republicano, alimenta este estado de coisas, porque trata as pessoas como escravos. Considera, números em vez de pessoas. Só lhe interessa, o número de braços que possam trabalhar. De preferência, que trabalhem e não pensem.

    1. Quem deixa os filhos, no “parque de estacionamento” são os dois…o pai e a mãe…ou a família só é importante quando queremos e interessa? No meio desta discussão toda..tenho uma dúvida, mas afinal para que serve o pai? Ele não é educador, não dá carinho…não está presente..que canseira. Já demonstramos há anos que 1: Não existe instinto materno, 2: Quer o pai quer a mãe são ambos importantes para um bom desenvolvimento, 3) que a criança necessita de alguêm disponivel do ponto de vista afectivo, e tanto pode ser a mãe como o pai…
      enfim…

  9. Ahem…eu não queria “acudir” por ninguém, nem sou machista, mas o certo é que se virem esta entrevista:

    http://www.youtube.com/watch?v=YGAaPjqdbgQ

    , algures no meio dela hão de encontrar algo que é como um murro no estômago: o papel emancipado da mulher na sociedade como o conhecemos hoje só existe devido à manipulação a que foi sujeito por parte da elite.

    Há uma parte em que A. Russo narra explicitamente que Rockefeller lhe disse que tinha sido a elite a financiar e a provocar a revolução feminina, e lhe perguntou porque achava que o tinham feito.

    Russo respondeu que achava que era por ser certo, que as mulheres tinham direito a isso, e tudo o mais…ao que Rockefeller se riu e lhe disse que Russo era um idiota e passou a explicar o veradeiro porquê da revolução.

    Havia 2 objectivos de poder e controlo com essa emancipação, e foi apenas por causa disso que ela foi feita: o primeiro, era fazer a mulher também trabalhar, pois, quando não trabalhava, era metade da população a quem não se podia cobrar impostos; o segundo era fazer com que fosse o Estado a educar os filhos, e assim fazer o “endoutrinamento”, a “lavagem cerebral” ao filhos…fazê-los identificarem-se com os valores que a elite, através das escolas, lhes transmitia, e não com os valores familiares.

    Eu diria que existe um terceiro: para que seja impossível criar uma família se houver apenas um emprego por lar.

    Eu sei que é desagradável ouvir isto. Eu sei. Mas a realidade é por vezes mais estranha e mais dura que a ficção.

    1. Anónimo, concordo consigo, há pouco tempo fui elucidada sobre determinados assuntos, e começei a fazer algumas pesquisas principalmente no que diz respeito a esse Rockfeller e outros…a verdade é que é díficil convençer as pessoas do que está acontecendo, porque quem está por trás dessas estratégias é muito astuto, não se esconde mas também não dá a cara directamente. A conclusão a que chego ao ler os comentários é que ainda nos dias que correm o tema “religião”, é um perigo, e enquanto assim for podem bater milhares de vezes com a mão no peito, nunca conseguirá haver paz no mundo. Além da política, ditaduras a que muitos povos são submetidos, qual a causa das grandes guerras entre os povos?Se pensarmos no mal que a religião tem feito ao longo dos séculos (a tds os níveis), dá vontade de não acreditar em nada e seguirmos os nossos instintos e educarmos os nossos filhos o melhor que pudermos. Quanto ao papel da mulher na sociedade , dito pelo Cardeal…deixem dizer-me com todo o respeito, ainda não conheçi um homem que tivesse andado num seminário e que mostrasse VERDADEIRAMENTE respeito por uma mulher, peço desculpa se ofendo alguém mas é verdade!as mulheres são para procriar e têm o dever de ser submissas. O papel do homem nisto tudo? é de ser o chefe de familia, só??? nos dias que correm fazem ambos opção em ter ou não filhos, desse modo são ambos responsáveis pelo carinho e educação deles, bem como nas tarefas domésticas em que se devem ajudar mutuamente. Foi feito há alguns anos atrás um estudo e concluiu-se que na europa, nós as mulheres portuguesas eramos as que mais trabalhavamos a nível geral. Agora vamos dizer o quê, que as estrangeiras(os) se descuram dos filhos??? elas acabam por ser mais felizes do que nós.
      E gostaria de saber em questão à natalidade, como pretendem que nasçam mais crianças como está o país?
      Sou mãe de 3 filhas, trabalhadora a tempo inteiro, estudei, e tenho um marido que se ocupa das tarefas quando nao estou, quando nao sabe fazer liga a perguntar, e é ativo na educação. Hoje em dia para uma familia ser equilibrada, o que é dificil, pai e mãe têm de se empenhar, senão mais vle não ter filhos. Prque o tempo das mães trabalharem no campo e irem para casa tomar conta dos filhos e os pais depois de um dia de trabalho e para “se libertarem” do stress irem para a taverna, já passou à história, embora isso aconteça ainda hoje principalmente nos meios pequenos… como é que as mulheres se livram um pouco do stress, não têm também direito a sair com as amigas…a conclusão a que chego é que ainda vivemos num país muito machista mas isso também devido à educação que os nossos antepassados deram aos seus filhos e tem passado de geração em geração. A igreja é responsável por isso, e depois vêm as sociedades secretas que a pouco e pouco têm ganho alcançe.

  10. Excelente post Rui, o papel dos papás na educação dos rebentos é demasiadas vezes menosprezado. Assim como a maternidade (que é um projecto individual de vida) beatificada.

    Sendo eu católica, apostólica, romana indigno-me com esta visão da mulher até porque “quer se queira quer não, a maternidade é apenas um aspecto importante da identidade feminina e já não o factor necessário à aquisição do sentimento de plenitude do eu feminino”.

    Também escrevi sobre isto no meu cantinho.

    1. Católica?
      Apostólica?
      Romana?
      essa é boa..
      só se for na sua cabeça…
      q inventou isso.
      leia os evangelhos…..as epístolas….o fundamento da ICAR..
      NADA do q disse o cardeal é contra os evangelhos……e as epístolas..
      logo, quem NÃO é CAR….é VC
      Ele disse …a mulher deve ..PODER…
      não impõe nada.
      certo?

          1. Claro que o Cardeal não impõe, era óbvio demais, não é?
            Ele sabe que se dissesse as coisas de um diferente que gerava muita polémica…por isso as pessoas fogem das igrejas, elas continuam com a mentalidade de há 50 anos atrás, e continuamos sem progredir na mentalidade.

      1. O Sátiro agora emite certificados de catolicismo. E assume a função de intérprete oficial das palavras do cardeal. Não era necessário. Elas foram bem claras.

  11. Nada a acrescentar. O post é claro, e é universal, até para quem tem por habito frequentar a missa. As pessoas, no geral, mesmo assim, tomam precauções contra a gravidez indesejada. Porque as pessoas já não são ovelhinhas de aldeias isoladas do mundo, onde o padre-igreja era o mundo. O que enerva não é o conservadorismo de caverna, que não me afecta nem me importa. O ódio á liberdade, porque a liberdade afugenta as ovelhinhas. O que incomoda, o que é insultuoso e inadmissivel, é persistirem em rezar pelos pecadores, não os seus proprios pecadores, mas por todos os que não acreditam.

    1. O q se vê na blogosfera é a incapacidade intelectual do “progresismo” pedante e snob em aceitar as opiniões do cardeal…
      ele disse : PODE..
      não impôe nada
      mas as bocas contra ele só provam q o “progressismo” é sim, arcaico, raivoso, retrógrado, totalitário.
      enfim, da pré história.
      naõ aceitam ideias diferentes.
      são filhos do totalitarismo ateísta do hitler e do stalin, dois dos maiores assassinos da História

      1. da qual a Santa Igreja tomou partido….ou será que não? Não foi supostmente o povo escolhido o sacrificado? onde andava a Igreja nessa altura, o que fizeram para parar essas crimes????

      2. nem sequer me sinto minimamente afectado pelo teu comentario, que em termos de balanço nem sequer me merece consideraçao intelectual. Isto é, existem comentarios que não obstante podermos discordar , transparecem pedrigree, classe. Ainda assim, no que ao meu comentario respeita, e que é aceite pela sociedade livre, é não só não me rever nos interesses dos cardeais como e sobretudo repudiar o insulto que os cardeais continuam a praticar contra a sociedade. Nem sequer estamos a especular sobre direitos humanos, e se seria humano a igreja impor essas cenas aos seus fieis. Trata-se tão só de deixar clarinho que a sociedade vive sem os cardeais, e mais que tudo, além de que já não podem, a sociedade não pretende ver-se manietada pelos interesses de caverna dos cardeais. Melhor desenho: faço questão de que não percam tempo a rezar por mim.

      3. Como o Sátiro verá se ler com atenção, em nenhum momento me referi ao “pode”. Faltava mais que o cardeal dissesse o contrário. O ponto essencial (um deles, na verdade) é a visão da “função” essencial da mulher. E essa visão torna todos os outros modos de ser mulher acessórios. O que é inaceitável.

  12. Que sorte aparecer um cardeal pouco hábil na retórica para dar oportunidade ao o sr . Rui Rocha, e outros tantos, recorrer à sua verve e meter o bispo na ordem, da irrepreensível ética relativista, do mundo contemporâneo . O povo chama a isto, na sua sabedoria popular, cair a sopa no mel. Bem pode agradecer ao bispo o favor que lhe fez.

    1. Não preciso de favores de ninguém. Muito menos do cardeal. Ninguém o quer meter na ordem. Ponto é que ele não queira meter as mulheres em casa para “os maridos, quando chegam, terem com quem falar”.

  13. li os comentarios, e cá para nós, faço minhas as palavras de outro comentador: lindo a maneira como o rui falou dos filhos.

  14. Ó Rui tramaste-me. Tinha um post todo a preceito sobre o caso e zás, quando ia coloca-lo lá estavas tu a rir-te de mim. Não há direito. Pronto vou escrever só no meu blogspot. E só te leio depois!

  15. É evidente que a mulher nao é só e não pode nunca ser reduzida a isso, uma educadora de filhos.
    Mas também é uma educadora de filhos! Não vejo o porquê de isso causar tanta resulsa.

    1. É uma educadora de filhos se quiser. As mulheres que optam por não ter filhos (ou que não os possam ter, já agora) são menos mulheres por causa disso?

      Não me parece.

  16. Bravo, Rui. O que dizes é exactamente o que sinto ao ler estas opiniões, incompreensíveis nos dias de hoje. A avaliar por estas palavras do novo cardeal, antevê-se um recuo da igreja católica portuguesa. Ou um retrocesso na qualidade do seu representante máximo, pelo menos. É pena. Isto afasta ainda mais quem já estava afastado, como é o meu caso. Valha-lhe Deus…

    De resto, claro que seria óptimo que pais e mães tivessem mais tempo para educar e conviver com os filhos. Mas, infelizmente, não é para aí que caminhamos a não ser em situações de desemprego forçado.

    1. Tá redondamente enganada.
      a ICAR não é só a Europa decadente…
      se soubesse do trabalho absolutamente brilhante q a ICAR faz pela promoçao da mulher em áfrica, ásia, américa latina…..os críticos da ICAR eram considerados a peste da Humanidade.
      já imaginou o paquistão…ondde as mulheres são tratadaas como animais…a iCAR…..1% da população…lutar pela dignidade da mulher?
      sabendo-se q é barbaramente perseguida?
      pois..
      é aignorância crassa…e falta de capacidade intelectual q leva a escrever atoardas como o post e os comentários

      1. Deixe-se de batotas fáceis, Sátiro. O que têm o Paquistão e a América latina que ver com as declarações retrógadas de um cardeal português? Ou não percebeu mesmo o que eu escrevi aqui em cima?
        Não misturemos alhos com bugalhos: eu sei que o papel social da igreja católica (ainda não me dá jeito dizer ICAR assim, a torto e a direito) é admirável e insubstituível por esse mundo fora, mas não é isso que se discute aqui.

        1. Pois
          ao menos sabe desse papel absolutamente notável.
          nada mau…
          mas o q a ICAR faz nesses países tem por base aquilo q disse o cardeal.
          o problema é k julgam q a europa decadente é o umbigo do mundo.
          não é.
          o k ele disse corresponde aos evangelhos.ás epístolas…ao cristianismo….áquilo q a ICA faz para dignidade da mulher.
          pq carga de água a europa decadente há-de impôr uma visão distorcida do Cristianismo?
          felizmente, o cristianismo do cardeal aumenta em todo o mundo…..
          menos na europa, pedante, snob, sem valores,

          1. sabe umas coisas, sim
            mas procure os “sites” sobre o trabalho dedicado, com violações, mortes, perseguições bárbaras da ICAR no planeta.
            essa ICAR é a ICAR do cardeal….
            a europa é diferente?
            pior para a europa, decadente, arcaica armada em “progressista”
            mas veja
            asianews
            compass direct news
            opendoors
            bosnewlife
            Christian post
            mission on line
            concern worldwide
            …enfim…estes já dão uma ideia
            mas há mais
            aí pode ver como o cristianismo do cardeal luta pela dignidade da mulher
            e muitos cristãos como o cardeal morrem por causa disso

          2. Pior para a Europa se não tem violações, mortes e perseguições bárbaras à igreja católica, como no resto do planeta? Eu bem digo, você está ligeiramente baralhado.

          3. Pois é…
            ou n entende ..ou n quer entender.hipótese + provável.
            as perseguições, agressões, violações tb existem na europa. o gajo de beja, vivia na europa, certo?ou n vê as notícias?
            mas a ICAR segundo aquilo q disse o cardeal..portanto, o verdadeiro cristianismo….faz muito mais pela dignidade da mulher onde é tratada quase como animal, (mesmo sofrendo perseguições)
            do que os autores de insultos ao cardeal
            q são muito “progressistas” de sofá….da treta
            além de não terem percebido o k ele disse
            não chegam aos calcanhares dele

          4. Ok, Sátiro, já percebi que você faz questão de ficar com a última palavra, diga eu o que disser. Ficamos assim: você com as suas verdades absolutas, eu com as minhas dúvidas.

    2. Tal como disse mais acima, Ana, é de uma cegueira incompreensível que a Igreja Católica não consiga resolver de uma vez a sua relação com as mulheres.

  17. Sinceramente o que interessa? O Aiatola manda matar os “infiéis”, e as mulheres esconder-se por trás dos véus, os lideres judeus, por qualquer coisa, gritam holocausto para ver se lhes dão razão (mesmo que nem o tenham vivido. Isso sim, para mim, é anti-semitismo), o Papa e outros lideres católicos dizem asneiras. Será sempre assim. Mas o que interessa? São só lideres religiosos…não é para levar a sério…

    1. Pois.líderes religiosos……..( se é k o islão é uma religião..mas isso é demais para o seu Q.I….)
      é + importante saber dos políticos.tem toda a razão.
      aqueles como Stalin..e Hitler….e Mao.e Fidel…e os sobas de África…….
      enfim, assassinos encartados…
      culpados de mais de cem milhões de assassinatos de inocentes
      tem toda a razão…

      1. Vejo que gosta de falar de QI, talvez por ser muito inteligente. Pois acertou na mouche, de facto esses senhores e os líderes religiosos são todos iguais.

  18. Obviamente, o cardeal tem razão.
    Só o pedantismo, snobismo, o “ai nem me tokes” caviar, armado em progressista de meia tijela é contra.
    Então, não é a mãe o melhor educador ds filhos?
    Então, quem é?.. O zé da esqquina? o Louçã? Pq é q os tribunais dão os filhos às mães em caso de divórcio, na maior parte dos casos? por moeda ao ar? pq os gay decidem? pq é xique? por birra? e os inúmeros estudos DE TODOS OS QUADRANTES sobre a educação dos filhos, não atribuem papel especial à MÃE?
    além disso, ele diz: a mulher deve PODER ficar em casa…
    Isso não é verdade?
    Só daqui a 200 anos, qdo só houver famílias desestruradas (para usar linguagem “progressista” da treta) é q vão perceber q o pedantismo e snobismo caviar não souberam educar e fazer crescer seres humanos, como já se nota hj nas tais famílias?
    pq é q o pedantismo hipócrita “progrssista” inventou a expressão “famílias desestruturadas”? não foi o cardeal.
    esta cambada de pedantes e snobs “progressistas” não sabem dizer nada com lógica, com raciocínio, com inteligência

    1. Oh “O Sátiro” concordo plenamente consigo!!
      Quando acontecer à sociedade ocidental o que aconteceu aos gregos, egipcios e romanos hão-de pôr as mãos (se tiverem tempo de o fazer) à cabeça e dizer “se tivesse sido de outro modo a educação das nossas crianças….”!!! Mas já será tarde…

  19. Deste discurso apenas me ocorre os que ouvia dos padres de aldeias do interior, há 50 anos atrás.
    Não tem a ver com a religião católica, mas sim com a IGREJA católica feita e manobrada por homens. Que Deus lhe perdoe!

    1. E pronto..
      mais um k não sabe ler….e é sofre de ignorância aguda.
      o cristianismo tem como base os evengelhos…..e as epistulas…
      o q o cardeal disse é exactamente o q está no evangelho.
      e é isso q a ICAR faz em todo o mundo:
      promover adignidade da mulher ..
      coisa q os críticos da ICAR..enterrados no sofá….nada fazem.
      ou melhor, vomitam atoardas vindas da cabeça oca

  20. Deus lhe perdoe; eles não têm culpa de ter nascido; por eles, entenda-se o pensar da Igreja e o pensar do novo Cardeal. Eu também seria cristão se os cristãos o fossem, sete dias por semana.

  21. Exactamente, o q eu pensava.
    esta cambada “progressista” é puramente totalitária.
    não aceita opinião diferente.
    censuram quem discorda.
    vivem na pré idade da pedra

    1. Aliás, ao longo desta caixa de comentários bem se vê que o Sátiro é o único que aceita as opiniões dos outros. Para além de ser o único que não é ignorante. E o único que é verdadeiramente católico. E único.

  22. Caro Senhor: O seu comentário fecha litaralmente esta discussão. Qualquer outro de seja de sentido contrário ao seu brilhante raciocínio, só pode vir de pessoas que se travestizam de inteligentes e ou intelectuais. Parabéns pela sua lúcida narração daquilo que é verdadeiramente a geneses do problema.

  23. bom, não sou católica mas acredito na esperança e no por vir – no porvir – e, por isso, não me sinto de forma alguma insultada como mulher se é uma aspiração ao melhor dentro do que existe, efectivamente, como realidade. sinto-me, até, elogiada pela primazia da importância a esse papel. e nem sequer me passou pela cabeça o desprezo dos homens no que é ser família visto que (ainda) é às mulheres que cabe o maior número de papéis. será uma questão de não enviesar crenças pessoais, ou falta delas, na hermenêutica da declaração. 🙂

      1. calhou passar por cá, sim, mas penso que talvez sejam – mulheres como tu e a Ana Vidal – mais quadradas do que esta caixa em que comento. vai daí, ou daqui, que quem só lê o que já traçou que vai ler e nem sequer se dá ao trabalho de perceber, assenta que nem uma luva no conceito do maior machismo que existe: o feminino, que é o que descura a real certeza de que a igualdade aos homens efectivamente não existe e de que ser mulher é, sem dúvida, algo muito mais abrangente do que ser mãe, filha, amante, profissional. ser mulher é conseguir chegar a todos os recantos do que é ser. e, neste caso tal como em qualquer outro, ser exige tempo e dedicação e entrega. sem peso de discriminação e sem culpa. porque amar assim os filhos, dessa forma que ele diz, é o paraíso de que fala o autor. se calhasse serem os homens, na realidade, na generalidade, a passarem mais tempo com os filhos, a minha opinião seria a mesma. e é por aqui, e só por aqui, que me revejo na tal igualdade – na hermenêutica (vai mais uma gargalhada, vá, com força mas nem tanta assim por causa da flatulência que não faz prevenção) do viver, do amar.

        (rir, podem rir-se. mas só se for com tanta vontade vernácula como a minha de ter opinado) 🙂

        1. Ó ai Olinda,

          Ainda a propósito da hermenêutica do viver, seja lá isso o que for, sempre lhe digo que não sou lá muito quadrada. Pelo contrário, até estou bem mais redonda do que gostaria. Olhe, é a minha vontade vernácula de comer, o que é que eu hei-de fazer…

    1. Nem eu, Jonas. Mas já me fartei de rir, apesar de o tema não ser para isso. Esta caixa de comentários está delirante! Sugiro o comentário da Olinda para “comentário hermético da semana”. É um novo estilo que temos de destacar, é justo. 🙂

    2. Meu caro:
      eu hj faço o papel de abrir as cabeças ocas do pedantismo snobismo “progressita” que não tem Q.I. para perceber uma entrevista…….nem para aceitar ideias diferentes.
      então, aqui vai
      este blog esta´muito concorrido, não pelo valor dos postadores (~queriam!!!).mas pq aparece na home page do SAPO!
      tão a ver?
      julgavam-se inteligentes, hein?
      ih..ih.ih

  24. ó Rui Rocha, já percebestes até que ponto o teu comentário é tolo? Serás um daqueles fundamentalistas da opiniáo que, cegos, pensam que só o pensamento deles é lei? Se o D. Manuel de Castro pensa aquilo que disse – e tu reduzistes o pensamento dele a uma caricatura, o que náo é digno de ti! – deixá-lo pensar. A crítica é saudável, mas tu entrastes na fronteira do fundamentalismo de opiniao. Pensava melhor de ti!

      1. Também és taliban, Paulo Rodrigues? Fica-te mal esta ortodoxia, este fundamentalismo, esta incapacidade de aceitar o pensamento diferente.

      1. LOL! Começo a achar que o Cardeal cravou um espinho nos do “politicamente correcto”. E com elegância! Concorde-se ou não, o homem não tem medo de dizer o que pensa. Que gozo que isso ofenda os fundamentalistas do pensamento único!

  25. SOU DO TEMPO EM QUE AS MULHERES FICAVAM EM CASA…tratavam dos filhos,que depois foram para a guerra e poucos voltaram…os maridos ganhavam para alimentar a familia….mas um dia as mulheres foram trabalhar fora de casa…os patrões mais ano menos ano…conseguiram repartir o salário do marido com o da esposa,assim ganharam dois trabalhadores e pagaram só um salário….grande bolo os gajos tiveram…e mais não digo porque não sou letrado….xau

  26. A parte a questão religiosa (que nos afasta em tudo), a opinião do padre está muito próxima da minha e daquela que defende a maioria da humanidade.

    À mãe e progenitora cabe um papel imprescindível na educação dos filhos. É assim, também, com a maioria dos animais.
    A função “sociológica” cola-se à função biológica.
    Vivemos numa sociedade palerma e imbecil, dominada pelo capitalismo mais execrável e nojento, onde se criam alguns estereótipos deploráveis. Um deles é o de “sociedade moderna”; outro, “emancipação da mulher”; outro ainda, “igualdade de oportunidades”… tudo tretas!

    O capitalismo selvagem é o responsável pela lavagem cerebral dos submissos “neo-escravos” e o veneno que que submete as hordas a um pensamento estereotipado e conveniente – quem não pensa assim é antiquado, desactualizado e retrogrado.

    Ora, a estupidez e o retrocesso mora do lado quem não vê que estes estereótipos são criados pelo capitalismo para escravizar o homem e a mulher de igual forma, para chupar e explorar a sua utilidade como “unidade de trabalho e consumo”, até ao tutano.

    Até parece que a mulher escrava, que hoje trabalha de sol a sol, migrada de casa todos os dias, que não conhece os filhos (sequer) tão bem como a “babá”, que desperdiçou a vida (e só há uma, ao contrário do que diz o padre) e as oportunidades que viver com os que lhe são próximos… até parece que é mais feliz do que aquela que tem condições para viver a vida com as crianças.

    Burrice!

    Tanto alienado pelo capital!… tanto escravo do “lugares-comuns”!… tanto pensador pela cabeça dos outros!… tanto modernaço pensador com o espírito do tempo da colonização e dos impérios…

    O padre tem razão.
    É pena que a Igreja na abra mais as portas para entrar ar fresco, pois ainda há aí gente com dois dedos de inteligência.

  27. Bem…acho que poucos conhecem aqui o que os cientistas definem como “Inprinting” ou seja essencialmente e fazendo uma comparação…o inprinting não é mais que as fundações de uma casa….sem fundações a casa na resiste…isto é ciência e a mulher e o homem não deixam de ser animais a quem infelizmente foi dado um cérebro porque fisicamente são incapazes de cobrir a toda a hora.

    1. Era capaz de ser boa ideia reler o que significa imprinting …e perceber rápidamente porque esse conceito não se aplica aos Humanos e nem sequer aos animais com vidas sociais mais complexas…uma das vantagens da evolução foi exactamente ganhar plasticidade no nosso desenvolvimento.
      Resumindo, utilize argumentos válidos para a sua forma de pensar…mas não utilize termos técnicos que no fundo não conhece…

      1. Maria, acha mesmo que vale a pena perder tempo com explicações a alguém que defende que “a mulher e o homem não deixam de ser animais a quem infelizmente foi dado um cérebro porque fisicamente são incapazes de cobrir a toda a hora”?

  28. É evidente que a educação dos filhos é partilhada, pelos pais, em partes iguais, se fizermos uma reflexão sobre a generabilidade das opiniões, detectamos que, se o miúdo é educadinho e bem comportado, logo o povo diz que a mãe lhe deu uma boa educação, se, pelo contrário o “puto” é reguila e malcriado, são os mesmos a afirmar que o pai não o soube educar, isto prova que tal tarefa é linearmente dividida!!

  29. Com efeito o Rui tem razão! então não é que a mulher tem uma função? tipo máquina de lavar…Sim! no programa delicado – lava suavemente (os rabinhos dos menin(o)s) depois, torce docemente o nariz (…) quando o esposo quer fornicar (leia-se procriar) quando chega a casa! Uma vez que se deve “trabalhar” para atingir o objetivo de 2,25 filhos por casal até final da próxima década …(conforme o Cavaco recomenda)…ou não … se calhar até gosta ( bem se calhar não devia!) afinal esta função (a do prazer!) não faz parte do programa(função)! Seja como for o Castro (D. Manuel) até tem razão – Se elas educarem os filhos, reduz-se as emissões de CO2 ! Senão, veja-se: aprendem a ler e escrever com a mãe (em casa); o pai não usa o carro para os levar à escola; reduz-se o n.º de escolas; as professoras já não são necessárias (ficam em casa a ser mães!);etc… (imaginem o resto!) A TrioKa também desbloqueava já, as 4 tranches de ajuda a Portugal!! A despesa pública atingia o objetivo programado para os próximos 5 anos – a redução dos funcionários públicos seria espantosa – dos 700 mil funcionários públicos atuais, passaria a haver uns meros 300mil (as funcionárias (elas são mais que as mães) iam para casa e retomavam a função de fadinhas do lar!!!. Mas atenção, de acordo com a teoria do D. Manuel (o Castro), se a mullher não tiver filhos, (ou marido, ou amante, seja o que for) abre-se um vazio, aí será melhor ir… para freira… ou .para ..p*…afinal haverá muitos sacristãos, pastores, padres, bispos e cardeais, que também são filhos (de deus) e a função da mullher pode ser essencial para o desempenho da função destes últimos!!
    MR

  30. Como diz Manuel de Oliveira: “sou do tempo em que elas ficavam em casa”.
    A mulher tem direito às suas opções e à sua emancipação, obviamente, mas quando isso põe em causa a educação dos filhos e um novo tipo de escravidão e de encargos que obriga a um esforço redobrado no trabalho e em casa, só colmatado por anti-depressivos, há que parar para reflectir. Ontem o ordenado do homem chegava para a familia. Hoje “o capital ganhou dois trabalhadores e paga um só salário”. Ontem as mães olhavam pelos filhos; hoje vão depositá-los de madrugada nas escolas, creches e infantários e só os vêem à noite e esquece-se que a função biológica cola-se à sociológica (J.Sagres). O resultado está à vista: filhos infelizes, desorientados e entregues a si próprios. A relação entre pai e filhos piorou e são os avós que fazem, muitas vezes sem poderem, o papel que cabem aos progenitores.
    Excepção feita à elite do chá e canasta, a maioria das mulheres de hoje, duplamente exploradas, não são mais felizes do que antigamente.
    O bispo podia não ter sido muito feliz com o que queria dizer, mas creio que as suas palavras estão a ser deturpadas deliberadamente, por certos e supostos bem pensantes do costume, por razões óbvias. Mas quanto a isso só podemos dizer: não há maior cego do que aquele que não quer ver!…

  31. Não sei o que me assusta mais. Se os comentários do cardeal, se os comentários na internet a respeito deste assunto. É assim que se vê o quanto ainda temos de evoluir enquanto sociedade em termos de igualdade, mas estamos demasiado ocupados a apontar o dedo aos muçulmanos.

    1. pois, já vi q se assusta com pouco…….
      vá com a ICAR para áfrica …ásia………onde a mulher é tratada como animal…
      e onde a ICAR promove a sua dignidade como ser humano……mesmo sofrendo perseguições e mortes.
      quem insulta o cardeal é a escória da humanidade..
      pq nada fez ou faz pela promoção da mulher.
      ao contrário do cristianismo tal como o cardeal o defende.
      mas enfim, snobs,,,,pedantes “progressistas” da pedra lascada…é o k se vê a criticar o cardeal

  32. Não li todos os comentários, mas li o suficiente para pasmar que ainda haja homens – penso que mais novos que eu – a pensar que a função principal da mulher é educar os filhos, que as crianças dependem mais da mãe que do pai, etc., etc..

    1. Pois é romulo
      tb não sabes ler o k disse o cardeal.
      e tb não sabes q a ICAR é quem NO PLANETA mais faz pela emancipação da mulher….ásia…áfrica
      mas só olham para a europa decadente, snob, pedante..enfim….arcaica e retrograda armada em falso “progressismo”.enfim, vai aprender a ler…….e aprender como é o mundo…..aliás, extensivo a outros críticos do cardeal.

  33. Realmente não tive paciência para ler todos os comentários. É que, na realidade, fico sempre triste quando ainda vejo tanto atraso nas mentalidades e tanta ignorância. O cardeal deve ter ficado preocupado com os números do desemprego. Logo, se as mulheres não contarem para nada, não entrarem nas estatísticas, como antigamente, fica resolvido um dos maiores problemas do nosso país. Ainda dizem que as soluções são difíceis!
    Mas também gostava de acrescentar outro ponto. O que é que estes senhores percebem da educação de crinças. Será pelos colégios que tutelam? E das aptidões das mulheres? Será pelo contacto com as freiras? É que como dizia o outro:la connaissance ça commence avec la pratique.

  34. Quanto mais agrestes os comentários, mais fica patente o receio patético de que as verdades mais simples façam o seu caminho na nossa sociedade atordoada e confusa.

  35. A possibilidade de ficar em casa e ajudar os filhos é um direito da mulher, consequência do dever de carregar a gravidez se e quando esta acontece. A Igreja (e estou em sintonia com ela) não declara a obrigação que a mulher tem de ficar em casa, mas o direito que tem e a obrigação que o Estado, a comunidade têm de lhe proporcionar esse exercício. Acresce que esta é a mais simples mais económica mais humana e mais eficaz das medidas que é possível tomar em defesa de de uma educação e de um crescimento infantil e juvenil saudáveis, isto inclui o combate às dependências e outras situações que fazem as pessoas infelizes. O movimento que inculca a noção de disfunção no apoio materno é o mesmo que leva ao aumento do consumo de tabaco entre as mulheres, quando este diminui entre os homens; que leva ao aumento da aberração sexual, por exemplo, na moda, quando a finalidade é expô-las ao olhar voyeur e enfim, afastá-las da felicidade que é a família; é o mesmo que, em vez de pugnar por um processo de valorização da sociedade, propondo maior fidelidade ao esposo e continência ao homem, defende que o homem deve ser sexualmente «livre», leia-se libertário, e a mulher deve (não é tem o direito, mas o dever) ser tal e qual o homem.

  36. Esses da igreja metem o nariz e, encontrando cheiros que não entendem, só deitam cá para fora mofo!Cada um dá do que tem e esse senhor idoso deu da sua sabedoria – uma vergonha. Caladinho é o que ele deve fazer. Que sabe ele sobre as mulheres?

  37. Excelente post Rui Rocha! Não compreendo como é que há mulheres católicas. Já repararam onde vivem esses padrecos e onde comem e o que bebem e etc. São uns machistas, como muitas mulheres o são.As mulheres não podem dizer missa (por quê?). As mulheres têm de ser submissas aos maridos, sabiam? A igreja tem de alterar, agora, a treta pois há,e ainda bem, homens casados com homens e mulheres casadas com mulheres! Mais cego é quem não quer ver!

  38. Parabéns, Rui R! Esse senhor só veio mostrar o nojo da igreja católica. Que continue..mais depressa dá cabo de uma instituição que não deveria ter existido!

  39. Presados e estimados comentadores e comentadoras.
    Eu não me vou “prelongar” muito com palavras, porque até quem sou eu para dizer algo?
    Mas existe uma coisa que não posso deixar de me expremir, nos tempos que correm,(crise, salários baixos, desemprego; etc…..)Realmente seria bom a “mulher” ficar em casa… mas aí iam viver de quê????
    obrigado e com consideração me retiro.

  40. Como muitos não apreciei do comentário de D. Manuel Monteiro de Castro. Se a mulher quiser optar por ficar em casa com os filhos, é livre de o fazer. Mas há que ter em conta que não é opção para todas.
    Cada vez mais a mulher tem de sair de casa para trabalhar. Se investe na sua educação é natural que o queira aproveitar para sua satisfação e realização profissional. A economia familiar é outra razão para levar a mulher a sair de casa, senão não seria possível proporcionar aos filhos os cuidados de que eles necessitam (comer, vestir, calçar, educação, etc.). E aqui falo por mim: tenho uma filha com 17 anos e desde os seus 3 anos estamos só as duas. É claro que saio de casa para trabalhar, se já o fazia antes de a minha filha nascer não iria deixar de o fazer depois. A minha filha é a minha primeira prioridade.
    Agora ponho de parte os meus motivos: a Igreja durante muitos, muitos, muitos anos atribuia à mulher apenas a tarefa da procriação, e consequentemente a educação dos seus filhos. Com isto não concordo absolutamente nada; os tempos mudaram e o papel da mulher na sociedade já não é o mesmo dos séculos passados.
    Só me resta, então, dizer que penso (e espero) não ter sido este um dos motivos que levaram D. Manuel Monteiro Castro a fazer tal comentário. Penso que a Igreja evoluiu neste sentido. Muito ou pouco deixo ao critério de cada um a sua avaliação.
    Não vim aqui criticar nem julgar ninguém, apenas deixar a minha opinião.

  41. Sr. Rui Rocha, por muito respeito que o seu comentário me mereça, a mim, honestamente, apenas me parece que o senhor, como tantas e tantas pessoas neste desgraçado país, apenas se está a aproveitar da ingenuidade das pessoas, maioritáriamente pouco instruídas e, tantas vezes, preguiçosas mentais, para “cavalgar a onda” da eventual má intrepretação dum tema e, em vez de o tentar esclarecer, apenas se limita a lançar achas para a fogueira. Até eu, que não sou católico, percebo perfeitamente o que o Cardeal quis dizer e, até, concordo perfeitamente com o que ele, repito, “quis dizer”. Você apenas aqui explora o “efeito Maria” (ou Crónica Feminina, se preferir…). A mulher deve ter tempo para, se o preferir, quiser e puder, ficar em casa a fazer uma das coisas mais importantes da evolução do ser humano: educar os filhos! Vou, aliás, ainda mais longe: TAMBÉM o homem o deveria poder fazer mas, como é evidente, é imperioso que alguém faça a “caça e a recolecção”… Capice? Ou você tem alguma dúvida que um dos grandes motivos de desagregação social actual tem a ver com a manifesta falta de tempo dos pais para ensinarem os filhos que, muitas vezes, nem sequer sabem distinguir o bem do mal, a educação da ignorância, a violência do pacifismo e as drogas de qualquer actividade desportiva?

  42. VALE MAIS UMA IMAGEM QUE MIL PALAVRAS

    CEGOS CONDUTORES DE OUTROS CEGOS IDE AS ESCOLAS E VEDE COMO SE COMPORTAM OS VOSSOS QUERIDOS FILHOS E REPARAI NA VOSSA ATITUDE QUANDO ALGUÉM PRETENDE ORIENTA- LOS …

    [Error: Irreparable invalid markup (‘<br […] <a>’) in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

    VALE MAIS UMA IMAGEM QUE MIL PALAVRAS <BR><BR>CEGOS CONDUTORES DE OUTROS CEGOS IDE AS ESCOLAS E VEDE COMO SE COMPORTAM OS VOSSOS QUERIDOS FILHOS E REPARAI NA VOSSA ATITUDE QUANDO ALGUÉM PRETENDE ORIENTA- LOS … <BR><BR class=incorrect <a name="incorrect">JA</A> </A>SEI QUE HÁ DE TUDO DENTRO DE UMA SALA DE AULA MAS SE A CRIANÇA E A FAMÍLIA FUGIREM A NORMA A SOCIEDADE DEMORA IMENSO TEMPO A REAGIR E SÓ O FAZ QUANDO O ASSUNTO E GRAVÍSSIMO <BR><BR>POR UMA SALA DE AULA TODOS OS DIAS A FERRO E FOGO E UM DIREITO QUE ASSISTE A CRIANÇA "DIFERENTE" EM NOME DA INTERACÇÃO … <BR><BR>OS RESPONSÁVEIS DESTE PAIS NÃO PODEM CALCULAR COM QUE DESUMANIDADE SÃO TRATADOS OS PROFESSORES E OS COLEGAS QUE TEM QUE AGUENTAR TUDO AS COISAS MAIS INCRÍVEIS PORQUE O MENINO TEM ESSE DIREITO DE ESTAR COM OS OUTROS E COMPORTAR- SE COMO UM SELVAGEM <BR><BR>OS PAIS DESTES MENINOS NÃO QUEREM INSTITUCIONALIZA- LOS A ESCOLA PUBLICA QUE OS AGUENTE PARA ELES SERIA UM DESCONFORTO MAS PARA A SOCIEDADE SÃO FERIDAS ABERTAS.

  43. É de gente realmente ultrapassada e depois ficam admirados de a igreja católica estar a perder praticantes ou crentes.

  44. Há algo que os defensores de que “a mulher deveria ficar em casa” se esquecem: o ser dona de casa obriga, em regra, à dependência financeira do companheiro, à obrigação de tolerar tudo e mais alguma coisa que dele venha, até maus-tratos, como era muito frequente no passado recente.
    Sou homem, heterossexual (para que alguns senhores não comecem a levantar dúvidas), e dou graças a Deus (se ele existir), ou à Natureza, ou ao que quer que seja, por ter criado a Mulher.
    Parabéns ao Rui Rocha pelo seu excelente texto.

  45. Caro Rui Rocha,
    Deixe-me que lhe diga que não entende nada de nada. Nem da Igreja, nem, muito menos de pessoas. Vi o comentário do Senhor Cardeal ontem na rtp. Logo de seguida uma reportagem sobre um ciclo de conferências que agora começa para debater o problema da falta de natalidade. Parece-me muito óbvio. Actualmente a vida não permite que a maioria das mulheres possa estar nos dois primeiros anos de vida com os seus filhos, sendo que esse tempo é fundamental para o desenvolvimento harmonioso da criança. Graças a Deus tive a minha mãe junto de mim nos primeiros anos de vida. Talvez o Rui não tenha tido e, por isso, o ressabiamento. O Senhor Cardeal mais não fez do que defender os interesses das crianças e das mulheres. E é muito triste ouvir alguém a dizer que não seria um bom colo se estivesse sempre em casa. Talvez um pouco de amor resolva isso. Quando falo de amor, falo de abnegação, esquecimento de si para se dar ao outro, enfim, tudo aquilo que a vosso ego não permite.
    Já agora Rui, eu disse “graças a Deus”. Penso que tenho esse direito porque, de facto, Lhe dou graças. Agradeço que não O invoque em vão, referindo-o para ilustrar a sua estupidez discursiva. Nem se atreva a falar da possibilidade de as mulheres dizerem ou não Missa. Não seja ignorante, homem! Vá estudar, vá fundamentar-se teológicamente! Acha mesmo que os papas desde sempre estão enganados e agora você descobriu a pólvora em meia dúzia de blogs na net!? Acorde para a vida e abandone essa hipocrisia medíocre que o faz falar como quem não pensa.

  46. Tanta conversa sobre que interpretação dar às palavras do futuro Cardeal…
    Acho que não é preciso pensar muito para perceber o verdadeiro sentido das palavras do Sr. Manuel Monteiro de Castro. Basta reflectir sobre qual é o papel reservado às mulheres na Igreja Católica, para se concluir imediatamente sobre o que pensa a Igreja relativamente ao papel das mulheres no mundo.
    Não é preciso gastar muito tempo, para perceber o que esses senhores, que se julgam intermediários de Deus, pensam.

  47. Ó Senhor Cardeal…estamos no séc. XX, já me esquecia XXI…
    As famílias não têm filhos, ou muito poucos. Porque será?
    E a mãe ou pai ficam em casa? Um só a trabalhar?
    Deixe os filhos que não vieram na consciência dos santos…decerto estarão melhor.

    O cuidar dos filhos é tarefa do casal e a educação também é da sociedade onde nos desenvolvemos.

    Obrigado.

  48. Ou é “Valha-te”, ou “Valha-lhe”.
    “Valha-o” seria aplicável, mas num contexto diferente. 🙂
    (no fundo, queria mesmo era comentar este post, mas as palavras eram tantas e… Sou mãe de 3 filhas, não sou católica – nada contra/nada a favor -, mas consigo perceber o que está escondido, para lá do óbvio, nas palavras do cardeal. E não posso discordar.)

  49. ” Para educar uma criança é precisa toda uma aldeia” é um velho ditado chinês que nós educadoras usamos muito na nossa profissão.
    Rui Ochôa tem carradas de razão.
    Sou mãe, sou trabalhadora e tenho um filho.
    tenho tempo para tudo. Para os filhos de todos e para o meu.
    O tempo que se está com os filhos não é importante. a qualidade do mesmo aí sim já é de uma importância enorme. Este tipo de mentalidade que já deveria estar ultrapassada no séc XXI, ainda persiste num determinado sector de mentalidades retrógradas e neste caso regadas de água benta.
    Se este homem é que é o novo cardeal com esta horrorosa mentalidade salazarenta e bolorenta, cada vez mais a Igreja irá ficar longe do comum dos mortais.
    Obrigada Rui Ochôa , por ter dado relevo a estas infelizes declarações que deveriam ter ficado no silêncio da sacristia.

  50. É verdadeiramente assombrosa a posição do excelentíssimo cardeal. Eh eh eh… Ficar-me-ia pela deliciada risota se, na verdade, esta consideração não estivesse alojada em brotos do pensamento “deformado” que assiste à “elite” que agora permanece em actos governativos e que tende a transformá-los em lei. Por isso permaneço receosa: porque me interesso pela vida.

  51. ,,, deve ser mesmo o principio dos …filhos da Mãe…. então como é que valor a Igreja coloca o casamento??? Pai servirá somente para dar o espermatozóide ?? Valha-o Deus !!!! Mas a Igreja anda a dar uma ideia de ser o quê ?? Retrógrada ???

  52. Oh “Anónimo” e Jonasnut “. E se vocês dois se esquecessem dos humanos e olhassem para as outras espécies? Talvez dessem de imediato razão ao novo cardeal.

  53. Não resisto…e ainda questionam a vitalidade da Igreja, 202 comentários até agora !! [ o sr cardeal atirou só um pecadicinho ao lado,mas louve-se a parte aproveitável da intenção e tomáramos nós que todas as opiniões fossem assim tão erradas…vide D.Mário I, o Soares, que revelou(agora…) que afinal era preciso ajuda externa e os PEC’S não davam em nada e que discutiu fortemente com o Zézito e se não fosse ele (who else…) então já era a Ελληνική τραγωδία !! …]

  54. o comentário do cardeal faz sentido, pois ele não é pai e possivelmente nunca teve filhos, vive rodeado de luxo com todos a servi-lo, por isso não faz ideia do que é a vida.

    Responder aos comentarios do sr, cardeal é tempo perdido, a vida é muito mais do que um cardeal ou uma igreja conservadora, assim sendo devemos preocupar-nos sim, “nós pobres mortais” é dar aos nossos filhos e natos todas as possibibidades para eles terem uma vida boa, claro com muito amor, pois só com amor as pessoas são felizes, mas também termos um trabalho que nos dê rendimentos para termos uma vida decente, quer economicamente, quer moralmente e disso nem o cardeal nem a igreja entemdem, na optica deles só haveria senhores e escravos

  55. Para além de alguma verdade nos dizeres do Bispo, há hoje uma crise de educação, sobretudo nas classes mais baixas em que nenhum dos progenitores tem sequer tempo para ver os filhos, levando a uma geração que (me parece, sou professor) carece de valores, leva também ao totalitarismo, já que os jovens acabam por ser (MAL) educados pelas estruturas estatais (escola monopolizada pelo estado).
    De facto o dito cai mal. Mas não se criou alternativa para a família quando a mulher conquistou o direito ao trabalho (dependente e neo-escravo).
    Também, de qualquer modo, só tem direito de criticar a igreja quem a ela pertencer. As nossas feses ” são livres. Como ateu, estou-me nas tintas para estas posições da igreja.
    O amigo Rui é católico?
    Um abraço
    José Carlos Menezes

  56. Sou católica convicta e tento ser praticante mas há coisas na Igreja que me deixam perplexa…
    Pensará porventura o Sr. D. Manuel que as famílias portuguesas se podem sustentar sem a remuneração da mulher ? ou que as empresas portuguesas ansiosas pela flexibilização da legislação laboral ( incluindo as medidas para facilitar o despedimentos) se compadecem com a V/ visão quixotesca sobre o trabalho das mulheres?
    No meu caso que trabalho sempre mais de 12 horas por dia para sustentar toda a minha família devo-lhe dizer que ficaria de bom grado em casa se me trouxessem aqui o meu ordenado ou se arranjassem um emprego para o meu marido….

    1. Cara IMMC.

      Concordo consigo. É isso mesmo que quero dizer. V/ tem todo o direito de criticar.

      Abraço
      José Carlos Menezes

      1. Caro Rui.
        As suas respostas são curtas. Tudo bem. Já que me meti nesta discussão lembro-lhe:
        V/ não pode passar o dia com os seus filhos. Se calhar há já centenas de anos que isso acontece aos pais. Já às mães, isso apenas acontece desde há 50 anos (pouco±). O bispo esqueceu-se de si. Foi machista. Aposto que o Rui é católico senão marimbava-se para o assunto. A mensagem dele tem a ver com o desfazer da família (e isso aposto que nisso concorda com ele). Tb n concordo com muitas coisas da igreja católica, mas tb n sou católico (nem protestante). Uma coisa é uma religião, ou um clube ideológico, ou um grupo de fanáticos dizer o q lhe apetece, outra é pertencer ao clube. A igreja resolveu (agora!) defender a sociedade contra o totalitarismo. Já agora, porque não trabalha uma quinta e tenta apenas ganhar algum em part-time? Eu fiz isso, tivemos tempo para os filhos. Ganhei pouco (o q é francamente mau), mas ganhei humanamente.
        A alternativa pode ser ganhar muito e não ter tempo para os filhos, mas não critique o bispo. Nem sequer acho que ele foi machista. Posso pensar q V/ é que está a escrever sobre lugares comuns, fáceis. Escreve bem, está certo, mas se o seu sentido crítico é esse?

        Um abraço
        J. Menezes

  57. Caros comentadores li com interesse as discussões suscitadas pelas palavras do novo cardeal. Nem sei que lhe chame porque se é realmente esta a posição da Igreja então muito mal anda. De tudo o que disseram há uma vertente que não vi discutida (bom, não li todos os 287 comentários já publicados), e que é a de como viveria uma mulher que ficou em casa a cuidar dos filhos se, quando ficasse viúva, se o marido tivesse uma pensão de 600,00 € (o que já é riqueza no nosso país), e passasse a receber uma pensão de sobrevivência de 390,00€? Tinha ficado em casa a tratar dos filhos, a educá-los e, agora, teria de depender deles para sobreviver, se não tivesse trabalho, agora, já que não teria direito a uma pensão sua porque, não tendo trabalhado, não tinha descontos que lhe permitissem ter a sua pensão para complementar o que recebe por morte do marido.
    Senhor Cardeal, com o devido respeito, vá dar uma curva. Abra os olhos para a vida real, do dia a dia dos casais que, têm de trabalhar os dois para ter uma vida minimamente digna. Não diga asneiras e, se tiver muita vontade de as dizer, sente-se numa cadeira, conte até cem e cale a boca.

  58. Os meus parabéns pelo comentário. Gostei. Sou mulher e nunca na vida, NUNCA na vida, me vi como mulher doméstica rodeada de filhos, tal como é a visão deste cardeal e da Igreja Católica. As minhas avós passaram muito, tinham de trabalhar fora e ao mesmo tempo educar os filhos. Nunca se deixaram controlar pelos maridos. A mulher que não trabalha, sinceramente, não sei se terá amor próprio, visto passar a ser 100% dependente do marido, aguentar tudo, incluindo maus-tratos. Não. Ser mulher é ser mais do que isso. É ser capaz de trabalhar, de gostar de trabalhar, de evoluir profissionalmente, de estar em casa, de estar com os filhos, educá-los JUNTAMENTE com o seu marido. Porque marido e mulher devem ser sempre UM SÓ.

  59. Crónicas de escárnio e mal dizer, que passa pelo o incenso e submissão, atravessando a ciência, quando no fundo se trata de uma coisa simples a saber:- O mundo das mulheres sofreu alguma alteração ao longo dos séculos, o que as faz pensar de um modo diferenciado.
    Acrescentarei, graças a Deus.
    O que não mudou foi essa tentação dos senhores da Igreja enviarem palpites, tentando manipular o que cada um pretende fazer de suas vidas.
    Ademais, se não existir renovação, temos que nos contentar com um poder paternal, que não fraternal, que tudo pode em nome de qualquer coisa, que não tem nada a ver com liberdade.
    Por medo de cair em desgraça, somos desgraçados, e fazemos dos outros uns coitadinhos. Um abraço

  60. Sr. Rui Rocha, Obrigada por ter escrito este artigo! Sou formadora de Igualdade de Género e, a cada dia que passa, faz mais sentido continuar a sê-lo! Para que muitas famílias possam ter direito ao retrato que nos deu da sua experiência pessoal!

    1. “Sou formadora de Igualdade de Género e, a cada dia que passa, faz mais sentido continuar a sê-lo!”

      Uma comissária política. Um susto.

  61. Filomena, a mim ninguém me manda calar nem diz o que devo e não devo usar: não vivo num quadrado nem aprecio rotundas. agora, sim, dou por encerrada a minha conversa porque tenho mais o que fazer, como Mulher, do que andar aqui na quadratura do círculo. 🙂

  62. José

    o cardeal tem toda a razão o lugar das mulheres casadas devia ser em casa com os filhos e toda a lida a casa. o Homem devia ser o único a trabalhar e estar obrigado a dar-lhe metade do ordenado.
    Se as mulheres não trabalhassem até havia mais empregos para os homens e mais bem pagos devido à menor oferta de mão-de-obra no mercado de trabalho

    1. Caro José
      É curioso, o q diz é verdade. O sustento da família está hoje repartido pelo homem e pela mulher. E digo mesmo repartido.
      O que antes chegava (o trabalho do homem), hoje não é suficiente. A pseudo libertação da mulher (q às vezes julgo ser uma neo-escravatura, como todo o trabalho por conta doutrem) fez com que se duplicasse a “mão-de-obra”, pagando metade a cada um.
      É giro.
      Talvez se venha a inventar uma economia-social-humana, e se dê valor (económico) aos valores humanos. Assim, talvez, fazendo bem as contas, dê lucro ter tempo para os filhos. Aprendi que em economia, lucro é apenas a diferença (subtracção) entre benefícios e custos (estes é q podem ser difíceis de calcular e prever). Se o valor da família for alto, pode ser lucrativo ganhar um pouco menos dinheiro e ganhar um pouco mais de tempo para os filhos.
      Por muito “politicamente incorrecta” q pareça a frase do bispo, não deixa de ter razão.
      É giro também porque é q estamos todos aqui envolvidos nestes comentários ao post do Rui Rocha, quando ele apenas escreveu (bem) sobre um vulgar lugar-comum que não passa de um neo-preconceito pseudo-machista (ou feminista, não percebi bem).

      Um abraço
      José Menezes

  63. Meu caro Rui Rocha:

    Pelo que entendi da entrevista de D. Manuel Monteiro, parece-me não haver, da sua parte, qualquer fundamentalismo nem tão pouco um regresso ao tempo das trevas. Entendi que o ideal seria que as sociedades humanas, principalmente as ocidentais estivessem de tal modo organizadas que a mulher pudesse dedicar-se mais à família uma vez que esta tem uma função primordial que ninguém pode substituir. O homem (marido e pai de família, entenda-se) devia ganhar o bastante para prover ao sustento, com dignidade, da sua família. Com certeza concordará comigo que a sociedade e a família atravessam uma grave crise. Eu entendo que muito desta crise se deve à ausência da mãe. Estarei enganado?… O senhor D. Manuel Monteiro não negou, nem o poderia fazer, o direito à mulher de. livremente, escolher o seu caminho, como exercer uma profissão, seguir uma carreira, procurar a sua realização pessoal no mundo do trabalho. Ele falou de uma missão que é única e exclusiva da mulher-mãe . O homem-pai pode fazer – e deve – muitas coisas, tem uma enorme tarefa a realizar, mas não substitui por inteiro a mãe. Muito do que sou hoje, muito do que sei, devo-o ao meu pai, mas não esqueço o papel tremendo que a minha mãe teve na minha educação e formação. Não há, na minha opinião, nenhum fundamentalismo, nenhuma visão retrógrada, nenhum dislates nas palavras do senhor cardeal. Eu, cristão católico como ele, comungo da mesma fé e sei bem, até porque toda a vida lidei com jovens adultos (nos bancos da universidade e agora na minha participação activa na vida da Igreja, como leigo comprometido) quanta falta fez e faz a presença constante de uma mãe na vida da sua família. Estou a pensar na mãe ideal, sabendo que muitas mulheres não o sabem ser, e não é pelo facto de terem uma profissão. tanto que haveria para dizer sobre este assunto, mas creio que dá para entender o que penso.
    Cumprimentos.
    Simão Cardoso

    1. Caro Simão Cardoso
      Percebo o que diz e reconheço a falta enorme que uma família (mãe e pai) disponível faz na formação das nossas crianças e jovens.
      Se me fosse dado a escolher entre os meus filhos e o meu trabalho ( por interessante que ele seja) eu não hesitaria em optar por eles.
      O que não posso deixar de observar e que me entristece profundamente é que a Igreja Católica, à qual eu também pertenço, não compreenda que nas circunstancias actuais do Mundo tal visão não tem cabimento, e não tem cabimento por razões várias, entre elas as económicas.
      Por mim, faço o possível para aproveitar bem o pouco tempo que passo com os meus filhos, procuro ensinar-lhes, até pelo exemplo, o que a vida e os meus pais também me ensinaram, aprender com eles o que também eles têm para me ensinar… tudo sem complexos nem dores de consciência!

  64. O Cardeal quer dizer que o Mundo como está, não vai ser um Mundo feliz.
    Grande parte dos problemas actuais, são por falta de carácter, respeito e educação. A minha mãe criou e educou 4 rapazes, nunca trabalhou fora de casa, foi e é feliz.
    Hoje, aos 84 anos é uma mulher moderna, adaptou-se a tudo o que existe, continua feliz e orgulhosa do trabalho que fez. Posso dizer, que eu e os meus irmãos, cidadãos deste Mundo, respeitamos os valores dos que nos rodeiam. Olhem para o lado e vejam o que se passa com os filhos criados em creches, pais ausentes e caçadores de carreiras. A família e seus valores são mais importantes que todo o dinheiro do Mundo.

  65. “O maior escravo é aquele que pensa que é livre sem o ser.” Creio que é de Mahatma Gandhi.

    Nos dias de hoje há quem pense que só a sua opinião está certa e deve ser imposta aos outros, e que ninguém mais tem o direito a ter opinião porque se for diferente está tudo errado.
    Há uma laicidade larvar que vai corroendo a sociedade, e o resultado é aquele a que chegou a sociedade humana, por uma república que não respeita os sentimentos e as convicções dos outros.
    Por isso, é preciso resistir.

  66. “A nossa civilização está condenada porque se desenvolveu com mais vigor materialmente do que espiritualmente. O seu equilíbrio foi destruído.” – Albert Schweitzer)

  67. A incompreensão de algumas pessoas, pelas palavras do novo Cardeal, só pode acontecer por não haver um progresso moral, correspondente ao progresso científico.

  68. Realmente o nosso País é feito de gente que não tem mais nada que fazer do que passar horas a comentar as notícias mais ou menos inúteis que os comentadores “oficiais” publicam. É o caso do Rui Rocha a quem não conheço nada de útil para a Sociedade do que estes comentários mais ou menos fúteis.
    Até porque, por acaso, nas sociedades mais desenvolvidas da Europa, a mulher fica em casa quase um ano após o parto e, depois, quando regressa ao seu posto de trabalho, mantém um horário reduzido para poder acompanhar os seus filhos no seu crescimento e educação. Nessas sociedades, aos pais são dadas também oportunidades de acompanhar o desenvolvimento dos filhos.
    Claro que o que chega às escolas desses paises desenvolvidos do norte não são a orde de crianças mais ou menos selvagens, desprovidas de educação, referências sociais que inundam as nossas escolas e fritam a paciência dos nossos professores. Porque os pais são realmente importantes no seu papel de educadores pois as escolas são instrutoras e não educadoras. Claro que neste País de mentecaptos que perdem o seu tempo a teclar comentários inuteis, a educação é uma miragem cada vez mais distante. Claro que os nossos governantes aconselham a emigração. Para ver se ganhamos maneiras.
    Valha-nos DEUS, homem!

  69. Devo dizer desde já que sou agnóstico!
    Mas acho que estão a exagerar nas “intenções” que atribuem ao homem ! Primeiro , acho que as MÂES teem um papel muito importante nas nossas vidas ,(lamento por quem não possa dizer o mesmo ) e o que ele diz” a mulher deve PODER ficar em casa” ou seja , ´é dito como uma opção da Mulher, da mesma maneira que eu leio estes vossos comentários um tanto ó quanto parvos (lamento mas não encontro outra palavra)posso dizer que o que voçês querem é ter filhos para que os outros os eduquem, e depois culparem o poder politico porque não tem nas escolas tudo o que é preciso para que os vossos filhos sejam bem comportados ! ( claro está que só o vão fazer depois de aparecerem imagens pouco dignas dos vossos filhos no youtube ) SER PAI OU MAÊ SIGNIFICA SABER (PERDER) EM FAVOR DE QUEM MAIS GOSTAMOS ( FILHOS )

  70. Estou de acordo com quase tudo e acho que a mulher tem que ser dignificada pois é Ela a única capaz de fazer nascer novos seres humanos e portanto tem que ter regalias especiais e portanto deveria ter um horário de trabalho mais reduzido, ter mais tempo para a Família e para o casal caso seja casada.
    Sei que o tema é deveras fora do contexto dos tempos presentes mas terá que ser assim num futuro próximo pois a mulher pode se realizar profissionalmente num trabalho onde tem que estar menos horas e receber quase igual como se estive-se o horário completo.
    Claro que estas mudanças laborais ajudariam e em muito a reduzir a falta de trabalho para os homens e claramente que existirá muita mais felicidade e muito menos violência se os filhos forem educados pela famìlia principalmente pela Mãe que é a patriarca da Famália, aliás uma Família tem todas as hipoteses de se realizar e serem todos felizes se a Mãe tiver tempo para a educação e coordenação da Família.
    Meus amigos ou amigas não digo que esteja em casa a trabalhar todo o dia nada disto mas falta muita educação aos jovens, adultos do futuro próximo e isto é porque não tiveram uma Mãe por perto. Nós homens temos que dignificar mais e ajudar a Mãe de cada Família muito mais para que tenhamos uma sociedade mais humana e verdadeira e sem o crescento da violência ganha fora de casa nas horas que deveríamos estar na companhia da nossa Mãe.
    Esta é a opinião de uma Açoreano.

  71. Não tive paciencia de ler até ao ultimo comentário ,mas diverti-me com tamanho chorrilho de asneiras misturando alhos com bugalhos, numa demonstração de ignorancia e sim, iliteracia com excção do comentário da Helena Sacadura Cabral, com
    o “commen sense” de uma pessoa culta e civilizada.
    Ele foi uma mistura de religião, ciencia, biologia,homens, mulheres ,com o cardeal e mais todas as idiotices e falacias, que mais pareciam uma dissertação psicadelica de loucos que ao falarem só “cospem contra a parede”. Viva a ignorancia!!!!!

      1. como é obvio é branca. porquê o interesse na cor da gata se aqui se discute a polémica do CARDEAL?
        esse que tem a cor dos velhos do restelo,conservador,mente vã,inteligencia vazia,coração decadente,ideias patetas, conceitos idiotas, discurso falacioso, pobre de espirito , cavaleiro da triste figura…..exemplares destes não fazem falta, porem no mundo catolico que nada tem a ver com cristianismo é do que mais se encontra;
        patetas alegres que quando abrem a boca , ou” entra mosca ou sai asneira”!!!!!! ..

  72. o que hás-de fazer, vamos lá ver, continuar a vernaculidade, pois claro. 🙂

    (afinal ele, tu, és ela? 🙂 também sugiro a alteração do template do blogue, visto que nunca sei onde está o comentário a comentar.) 🙂

  73. O Rui ainda não disse o que pensa dos nossos índices demográficos nem da raridade inelutável de postos de trabalho. O que D. Manuel Monteiro de Castro disse não tem nada de novo nem que não saibamos todos. Não encontro no que ouvi do clérigo algumas coisas que diz que ele disse. Quando o Rui diz “O lugar das mulheres é onde elas quiserem, mesmo que não sirvam para nada ali onde estiverem. O mesmo se aplica aos homens. Sendo que, no caso destes, a probabilidade de não servirem para nada seja lá onde for é bem maior”, tem um fundo de verdade e de piada, quase tanto como de estéril. Esse é o tipo de discurso de desconstrução e de “enchimento” que distrai mas não adianta nada. Não é por acaso que leio tudo o escreve no “Delito…”, mas desta vez soube a pouco. O tema é grande de mais para um tratamento a chavão. Sei que ainda o vou ler a “escrever sentado” sobre este assunto.

  74. Boa tarde
    Antes de expor a minha opinião,queria pedir-vos desculpa pela minha falta de QI e Estudos, pois nao sou nenhum erudito das ciências, sejam elas exactas ou menos exactas.
    Posto isto so queria que reparassem em coisas simples, como quem tem o feto nove meses na barriguinha, quem dá á luz, quem sofre as alterações fisicas e hormonais, quem já vem preparado desde a nascença para o milagre de parir (ou com mais classe dar á luz), quem é? São as mulheres (entenda-se femeas), por isto já podemos concluir que há diferenças no género(macho/femea).
    Agora quanto ao que o Sr. Cardeal escreveu ou disse, é a opinião dele ou da instituição que o mesmo representa,com todos os defeitos (muitos) e virtudes (poucas), e conta o que conta.
    No meu caso eu não me importaria de ficar em casa a educar e a criar e amar as minhas crianças(se pudesse ficar sozinho com a minha mulher, era ouro sobre azul), mas tambem não me importaria que a minha esposa ficasse em casa, mas na sociedade em que vivemos e na qual damos valor a coisas sem valor, por exemplo: carreira, automoveis, parecer e nao ser, o papel da mulher, pode muito bem ser apagado a partir do momento do nascimento, com tantos cuidados medicos e avanços cientificos.Mas aqui poem-se outro problema, será que a falta de uma mãe ou um pai(de verdade,ou um casal e entenda-se homem e mulher, e sim aqui pode acusar-me de xenofobia, racista, whatever), não trará outros tipos de problemas á criança, na sua formação e crescimento.
    Para terminar, acho que essa devia ser a escolha do casal, nao do homem, nao da mulher, e sempre tomada na perspectiva do que será melhor para o salutar crescimento da criança, e nunca uma escolha de uma Instituição ou cabeça premiada.

    1. O novo-mundo durou até se perceber que tudo o que é novo também deixa de os ser.

      Também os politicamente corretos de hoje serão os primeiros a desdizer o que passam a vida a apregoar.
      sentem-se bem e pronto, ser assim é um modo de vida.

      Hoje em dia no ocidente é “bem” ser palestino, ser anti-sistema, ser anti-cristo, ser democrata o que quer que isso queira dizer, ser e ao mesmo tempo não ser. Ser nada é ser como a maria vai com as outras.Muitos posts e poucas ideias próprias, é o que é.

      Oh bela mole humana, seita de seguidores do nada, os que pensam por cabeça própria vos saudam.

      Um xi desta vossa caridosa amiga, dona nadeia.

  75. Não sei se já foi dito, mas o principal erro do Sr. cardeal nem é referir que devia ser dado à mulher a opção de trabalhar a tempo parcial. O erro foi excluir nas suas palavras o papel do pai.
    Obviamente que o bebé está mais dependente da mãe nos primeiros meses de vida (devido, por exemplo, à amamentação que, querendo ou não, estabelece uma ligação afetiva ao bebé). Por isso se lutou pelas leis de proteção da maternidade.
    Agora isto não exclui o papel do pai neste processo. Vários estudos têm demonstrado que as crianças mesmo de tenra idade procuram outras relações para além da díade mãe-bebé. E é psicologicamente saudável que isso aconteça.
    Por isso acrescentaria às palavras do cardeal o fato de se dever dar ao pai esses direitos. Afinal, ser um bom progenitor não depende de ser mulher ou não. Há casais que decidem ter um filho e é o pai aquele que tem mais aptidão para a maternidade e uma relação mais profunda com o bebé e a mãe tem um objetivo de carreira. Nestes casos há que dar o direito à escolha. O mesmo se aplica às decisões judiciais acerca do poder paternal. Ainda no ano passado ouvi da boca de um advogado que não concorda que se dê a guarda da criança ao pai a não ser que se prove má conduta da mãe. Em que se baseia esta afirmação? «ah, porque mãe é mãe».
    Falar só da mulher como tendo como «função essencial» a maternidade é interpretada (e a meu ver com toda a legitimidade) como uma visão funcional e reducionista daquilo que é a mulher enquanto Ser Humano e do homem enquanto Pai.

  76. É bom estar em casa e ajudar os filhos a tornarem-se nos futuros Homens deste país, mas, se estivermos desde a noite anterior a imaginar o que lhes poderemos dar de comer quando vêem almoçar no intervalo das aulas, torna-se difícil.
    Muitos falam do papel das mães, e também dos pais, na educação dos filhos, mas nem todos sabem o que isso significa na realidade.
    SE conseguirem comprar o almoço e o jantar desse dia, os trabalhos de casa são completados, os miudos lavam os dentes e as mão, arrumam o quarto e convivem com os irmãos com amizade e respeito, mas, se não souberem o que lhes vão poder dar de jantar, tudo muda…quem consegue explicar uma lição de ciências naturais ou história e geografia, ou matemática, enquanto pensa que tem 6 para comer e comida que só chega para dois?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *