Vaidade


escafandro,

Quando sabemos que não valemos nada, só mesmo jogar à roleta russa com a morte é que pode satisfazer a nossa vaidade.

Don DeLillo, Submundo. Edição Sextante, tradução de Paulo Faria.

 

Mas há quem lhe chame outras coisas. Desejo de justiça, por exemplo. E, claro, a culpa de não valermos nada (ou, mais exactamente, de pensarmos não valer nada) é sempre alheia. Dos nossos pais, dos nossos professores, do governo, de realidades difusas como a globalização, de pessoas tentando defender as suas lojas.

2 comentários em “Vaidade”

    1. lucklucky: não tenho a certeza de perceber a pergunta. No século XVII teriam talvez razão para apontar o dedo a outros. Não existia democracia. Não existiam sistemas de educação e de saúde dignos desse nome e, nascendo-se pobre, por muito que se trabalhasse era extremamente difícil fugir à pobreza e chegar aos escalões mais elevados da sociedade.

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