Depois de tudo o que foi dito sobre o Tribunal Constitucional e os seus juízes, e as dificuldades que estes “criaram” ao Governo pelo último chumbo, a ministra das Finanças admite agora poder prescindir do último cheque da troika.
Perante isto, não sendo o primeiro dia de Abril, há poucas conclusões a tirar:
(1) não precisavam do dinheiro e andaram, de novo, a esmifrar os contribuintes sem necessidade;
(2) fizeram uma tempestade num copo de água por causa do TC para ver se criavam uma crise política, radicalizavam os espíritos e obrigavam o PR a convocar eleições;
(3) andaram a gozar com o Zé Povinho.
Em qualquer um dos casos, o que a ministra disse foi muito feio, revelando uma tremenda falta de respeito para com quem lhe paga o ordenado.
Ninguém gosta de fazer figura de urso. Mas foi essa a nossa figura. E, se assim foi, talvez seja altura dos ursos comerem a foca.


Foi pena não terem prescindido de todas as prestações e a esta hora já os aposentados e funcionários públicos e das empresas públicas andavam felizes e contentes.
O cheque guardado chama-se “Eleições 2015”, mas se o tiverem que gastar já, pode passar a ser “Eleições à vista”.
De pleno acordo. O problema, é que andamos a fazer figuras de ursos e continuamos porque ainda há gente que vota nesta gente de total incapacidade, para as funções que desempenham. Não é preciso muito, para se ver que este governo tem andado a governar-se e a desgovernar o país.
As vezes acho que Portugal é um pequeno país especialista em abolir convenções. Logo pela forma que você expõe a situação, sou levado a um dilema: mas afinal aquilo que o TC defende, é um dever e uma obrigação da nação, ou é um capricho de uma classe? É que já ninguém se entende, afinal o que queremos?! – Ser gente séria ou ser uma cambada de macacos há procura de bananas gratuitas?
A minha Avó costumva dizer: Deus manda ser bom, mas não mada ser parvo. Ser gente séria não é aceitar tudo o que nos enfiam na goela.
O TC defende o que está na constituição, é o dever dos juízes, fazer aquilo que outros juraram e não cumpriram. Ser gente séria e os sérios, cumprem o que prometem, estes não cumpriram o que prometeram em eleições, nem a constituição que prometeram cumprir perante a honra deles mesmos, logo, de sério e de honra, têm muito pouco, ou nada.
Quando leio este post e alguns dos comentários concluo que há quem continue a não perceber nada. Se o dinheiro é emprestado (e não dado!!!) pela troika ou pelos “mercados” pouco interessa (se os juros forem equivalentes). O que interessa é que continuamos a ter défices orçamentais, logo temos que continuar a pedir dinheiro emprestado, a acumular dívida e a pagar os respectivos juros (já nem digo pagar de volta o que nos emprestaram – há quem diga que as dívidas só se gerem…). Mas esta simples aritmética parece escapar ao TC, ao autor do post e a alguns dos comentadores; e também a alguns dirigentes políticos de topo que conseguem, na mesma frase, criticar o esforço para reduzir o défice orçamental e o aumento da dívida pública!
Temos o que merecemos.
Se há “dirigentes políticos de topo que conseguem, na mesma frase, criticar o esforço para reduzir o défice orçamental e o aumento da dívida pública”, então há coisas que estão muito mal explicadas e executores que também não sabem o que andam a fazer. Se ao fim de três anos de lapsos comunicacionais, tendo um batalhão de especialistas em comunicação a trabalhar nos gabinetes, isso acontece é porque deve haver alguma coisa que não funciona.
Mas seria conveniente que alguém explicasse o que se está a passar numa linguagem que todos possam entender, não lhe parece?
Culpa do TC , dos comentadores ou do autor do post , que pela parte que lhe toca se limita a ler e ouvir o que lhe vai chegando, é que não creio que seja.
Caro Sérgio Correia
A fim de conservarmos a sanidade mental temos que nos abstraír do “ruído” produzido pelos tais especialistas que refere – é precisamente para fazerem esse “ruído” que são pagos. Agora os tais políticos a que me refiro, ou não sabem do que falam, ou sabem e aldrabam-nos intencionalmente. Não sei o que é pior.
O seu post está excelente e relata a vida real tal qual ela é. Se outros não gostam paciência, continue a escrever o que lhe vai na alma e não se coíba de dizer o que pensa, só porque alguns acham que eles é que sabem tudo e os outros não sabem nada.
A dívida pública quem a fez? Fomos nós, cidadãos? Não, não fomos, nem tão pouco nos perguntaram se queríamos mais uma auto-estrada, ou mais isto, ou mais aquilo, logo não vale tudo. Todos os estados têm dívidas, salvo raras excepções (talvez uma Noruega, mas esses têm petróleo e uma população diminuta) logo, nós jamais deixaremos de ter défices e sem economia ainda pior. Não é tirando aos cidadãos que se pagam dívidas, mas sim com com uma economia próspera, o que por este caminho de tirar e cortar e aumentar impostos, não nos leva a lado nenhum, leva-nos, sim a pedir, pedir e pedir e nunca mais paramos de pedir. Isto leva-nos à destruição total e a prova está à vista. O TC, limita-se a cumprir a constituição que é para isso que são pagos, se assim não fosse, tudo isto se tornaria num desvario, onde governos que faziam o que queriam e muito bem lhes apetecia e assim não pode ser. Há pessoas e as pessoas não são coisas. Reestruturar a dívida, será a única hipótese e ter governos sérios que não digam hoje A e amanhã B o que nunca sabemos se o que dizem é ou não verdade. Temos o que merecemos porque aceitamos tudo o que nós dizem e nunca dizemos basta.
Não fizemos a dívida mas fomos vivendo melhor e agora temos que a pagar. Gostemos ou não, é sempre assim. Por isso é melhor não embarcar em novas aventuras. Quanto à sua ideia do crescimento – infelizmente, e ao contrário da austeridade, não se decreta! Nos últimos 10 anos antes da troika os governos fartaram-se de lançar dinheiro (emprestado) na economia e o resultado é o que se sabe. Pergunte ao Hollande que ele explica-lhe.
Sérgio, estás a falar do que não sabes. Resguarda-te, se não queres fazer má figura.
Basicamente o autor ainda não entende como funciona dívida, défice, cheque da UE, juros… logo não entende sequer uma notícia com que está de acordo…
A ministra disse na prática que há a possíbilidade de não fazer mais dívida via UE se os mercados estiverem com juros baixos para não se ter de sujeitar ás imposições desta.
O bizarro do post é que o Governo abre a eventualidade de não querer o cheque da UE precisamente para poder não cumprir as regras “esmifradoras” da UE.
Agradeço a tradução, mas se continuarem a falar assim suspeito que no fim estarão a falar só para eles. Ou para o lucklucky, visto que não consigo ler isso na notícia.