Rua da Emenda, de António Zambujo.
Zambujo classificou este álbum como um ponto de chegada. Percebe-se. Tem um pouco de tudo o que fez no passado, das sonoridades típicas de Portugal (incluindo as do fado onde iniciou a carreira) a sons, ritmos e palavras de muitos outros locais, com destaque para o Brasil, para o Uruguai e para a França (com uma curiosa versão de La Chanson de Prévert, de Gainsbourg, que, admito, ainda não me conquistou por completo). Tem também – coisa sempre louvável e mais rara do que deveria ser – doses saudáveis de humor. O grande desafio de Zambujo poderá estar no próximo: um ponto de chegada, quando esta não é definitiva, pressupõe uma nova partida e um novo percurso.
