O que é preciso é amar Portugal
os velhinhos o novo passe social.
Ouvir os doutores travar amizades
viver um pouco acima das possibilidades.
A Marisa já está na banca o Lopes na Distrital
a Kátia exige o fim do Estado Social.
O que é preciso é amar Portugal
ouvir os doutores ser mais liberal.
Se eu também for esperto obediente atilado
não muito impaciente nem muito apressado
Hei-de encontrar padrinho hei-de ter um aliado
e mais tarde ou mais cedo, mamã, chegarei a algum lado.

Luis, …de ranchinho, a dançar em volta, e bem podia ser o bailinho da Madeira.
Em Portugal, não se sabe o que é ser liberal e é indiciador o partido “social democrata” …ser conotado com isto. É ofensivo para qualquer social-democrata de jeito, bem como para qualquer liberal de jeito.
O que é preciso é trabalhar
por amor a Portugal mas sobretudo à pele
esquecer a rede do estado social
e dançar no arame, qual Cibelle!
🙂
Cibelle? És mesmo intelectual, Ana.
Podes escolher Maribel, se preferires. Realmente liga melhor com meias rotas e salários de miséria.
Havia uma Cibelle (pareceu-me bem escrever assim) no arame, numa historinha da minha infância. Por isso me lembrei. 🙂
Também há Rosibel, que ainda é mais chique.
Rosibel lembra-me Rosicler, uma vetusta loja lisboeta. Não tarda nada estamos nos candeeiros bem bonitos da rua da Vitória…
O que é preciso é ter juízo
E não ser espiclondrífico;
Não sei quê não sei que mais
E agora rima com frigorífico.
Está a ver como não é assim tão fácil?
lol
Ahahah.
Àparte o “mamã” que torna o último verso muito comprido, está muito bom este poema 🙂
Parabéns.
Como dizia o meu pai, “Eu não faria melhor”.
Não faria mesmo 😉