Aquilo que estava inicialmente previsto há uns anos ser um projecto relativamente contido de reabilitação da histórica Casa da Gandarinha, bem no coração da Vila de Sintra, transformou-se num atentando ambiental e cultural de proporções criminosas, com a construção de um novo hotel com 100 quartos, 500 metros quadrados de sala de conferências e 137 lugares de estacionamento com três pisos, tudo envolto em betão, numa zona classificada como Património da UNESCO. O projecto, que assistiu a um desenvolvimento substancial nas últimas semanas, com a edificação de novas estruturas a rasgarem a paisagem verdejante da encosta do Castelo dos Mouros na Serra de Sintra, extravasa, em muito, o edifício da antiga Casa da Gandarinha.
Esta obra, que resulta de um processo com muitos anos e polémicas, à semelhança de tantos outros projectos desta natureza em Portugal, e que nunca têm finais felizes, está a nascer numa zona que, por si só, está sobrecarregada de tráfego e turismo, com milhares de veículos particulares e autocarros a circularem por ali. Uma área que há muito devia estar interditada ao trânsito e devia ser protegida a todo o custo contra os excessos do betão e do turismo.
Infelizmente, continua-se a ver os responsáveis do poder local a cometerem as maiores barbaridades, indo contra aquilo que são as melhores práticas de gestão urbanística e ambiental de áreas particularmente sensíveis em termos de património natural e cultural. Por vezes, falamos de questões de mero bom senso, onde nem sequer são precisos grandes conhecimentos técnicos para se evitarem aberrações. Como compreender que, numa zona em que se impõe afastar o trânsito do centro histórico da Vila (seguindo, aliás, em linha com aquilo que está a ser feito em muitas cidades e vilas portuguesas), seja a própria edilidade a promover empreendimentos que vão em sentido contrário, ao trazerem mais tráfego e turismo massificado para uma área sensível?
A resposta não é fácil e pode ser encontrada num leque alargado de razões, que podem ir dos famigerados “interesses” escondidos a uma manifesta impreparação dos dirigentes técnicos e políticos para fazerem face aos desafios das sociedades actuais. Independentemente das razões, uma coisa é certa: muito do nosso poder local continua a maltratar o património ambiental e cultural.
Em Maio último, o jornal Público dava conta, precisamente, das questões relativas ao impacto ambiental da obra da Casa da Gandarinha e das atrocidades que já estavam ali a ser cometidas, com a conivência de técnicos e poderes políticos. O mesmo jornal, em Fevereiro, já tinha recuperado todo o histórico em torno da reabilitação da Casa da Gandarinha e nesse trabalho fica evidente que tudo poderia ter seguido um rumo diferente, caso tivesse havido coragem e visão do poder político à frente do Município sintrense.
Do que se lê (e nem seria preciso isso, porque basta ir ao local), constata-se uma manifesta (ir)responsabilidade da Câmara de Sintra que, a determinado momento, exerceu o seu direito de preferência face à empresa Parques de Sintra-Monte da Lua, uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, nomeadamente municipais. “No final de 2013, a Parques de Sintra-Monte da Lua, empresa de capitais públicos da qual a autarquia é accionista e é responsável pela gestão dos parques e monumentos de Sintra, quis comprar, por 600 mil euros, o hotel em ruínas à empresa Tivoli Hotels & Resorts, que o detinha. A ideia era a adaptação do antigo hotel a uma ‘residência jovem/hostel, de modo a viabilizar a sua recuperação e vitalizar o centro histórico de Sintra’. No entanto, a autarquia decidiu exercer o direito de preferência, impedindo a aquisição da Parques de Sintra – Monte da Lua […] Na altura, Basílio Horta, dizia à agência Lusa que a aquisição do Hotel Netto revelava que a câmara ia ‘assumir as suas responsabilidades na requalificação do centro histórico da vila de Sintra e em todo o concelho’. Porém, a autarquia nunca avançou com as obras e acabou por decidir-se pela venda, perante o elevado custo de manutenção da fachada”, lê-se na notícia do Público de Fevereiro deste ano. A partir daquela altura, o processo descamba até culminar naquilo que hoje já é visível de forma gritante.
Mais uma vez, a mentalidade técnico-política desprovida de qualquer noção de sustentabilidade e a falta de visão de quem lidera os desígnios do poder local, confundido “camas” de hotel e auditórios, com progresso saudável das sociedades, reflecte-se de forma muito nefasta no que de mais valioso temos. Neste aspecto em concreto, a Vila de Sintra, e toda a sua envolvente, tem sido um triste exemplo da ausência concreta de verdadeiros paradigmas de gestão sustentável, quando se permite que atentados destes ocorram em nome da tal economia e do “turismo”, quando se permite que tuk tuks terceiro mundistas altamente poluentes circulem em plena mancha verde, que milhares de automóveis e autocarros entupam a única artéria da Serra que vai da Vila ao Castelo dos Mouros e ao Palácio da Pena, ou que hordas de turistas encham jipes para se passearem no meio dos estradões e árvores da Serra. E por aí fora… Uma lamentável e triste história que se repete vezes de mais….

Nas últimas semanas, o betão rasgou de forma gritante a encosta do Castelo dos Mouros/Sintra

A construção estravasa claramente o edifício original (direita)

Zona de construção nova do parque de estacionamento com três pisos e que se prolonga até muito próximo de uma das fontes mais procuradas em Sintra

A fachada original, actualmente tapada, começa a ficar rodeada de betão.

O arvoredo ainda tenta esconder o que é uma vergonha inaceitável nos tempos que correm.

Betão é aquilo que se vê agora quando se inicia um dos caminhos pedestres mais bonitos para o Castelo dos Mouros.

A zona do novo parque de estacionamento veio ocupar um espaço outrora amplo e livre.

Uma perspectiva que dá uma ideia da dimensão escandalosa da obra.

Muito betão rodeado de casas típicas de Sintra e muito verde.

Betão e mais betão muito para lá do edifício original.

Uma fotografia do que restava do edifício na sua dimensão original, sem estruturas à sua direita ou esquerda.

A boçalidade mental está á nossa volta, infelizmente torna-se palpável como aquilo que apresenta.
Não existe um pingo de vergonha, responsabilidades= $$$$$$$ ………
Como tudo em Portugal são>>>>>>Projectos de Interesse Individual….
Queixam-se um dia se algum iluminado carregue a “chicote” a “manada”…
Já agora Parabéns pelo prémio e Boas Festas para todos os escribas do blog !
A. Vieira
Tem toda a razão, para quando referendos a todos os níveis, como na Suíça?
é inenarrável
Convém construir em zona alta, não vão os espanhóis voltar a invadir isto.
Esta malta pensa muito à frente
Uma vergonha, sim. Serviço público, Alexandre.
Obrigado, Pedro. Infelizmente, estas vergonhas propagam-se um pouco por todo o país.
Abraço,
Alexandre
Pooorra!!!
Boa noite. Vou com regularidade a Sintra (e não só).
Vejo, vou registando os desenvolvimentos (!!!) diversos, de que este é um dos maiores assassinatos.
Sei por experiência própria que nas costas ainda se riem de quem por escrito apresenta “gritos” angustiados sobre coisas desta natureza.
Pessoalmente não desisto. Mas é muito complicado.
António Cabral
Meras manifestações, creio, do pensamento estratégico português. Constituído por duas grandes linhas:
– apostar como nunca na grande vocação portuguesa: ser porteiro de hotel, empregado de mesa, condutor de tuk tuk e, genericamente, ser seja o que for desde que “gourmet” e passível de designação em inglês (e, evidentememte, sempre baseados na sólida certeza de que os destinos turísticos de cuja desgraça beneficiámos nunca recuperarão);
– entregar tudo à vontade dos senhores de turno nessa câmara municipal (e outras e no estado) que, não havendo inocentes na matéria, fazem dos outros, e quanto a venalidade, verdadeiros meninos de coro.
Está tudo bem assim e nem podia ser de outra forma.
Costa
o novo parque de estacionamento veio ocupar um espaço outrora amplo e livre
Esse espaço amplo e livre não era já utilizado para estacionamento?
Caro Luís,não, efectivamente, aquele espaço não era utilizado para estacionamento, até porque estava delimitado por muros altos e não estava acessível ao público, fazia parte da Casa da Gandarinha.
Obrigado,
Alexandre
se permite que tuk tuks terceiro mundistas altamente poluentes circulem em plena mancha verde, que milhares de automóveis e autocarros entupam a única artéria da Serra que vai da Vila ao Castelo dos Mouros e ao Palácio da Pena, ou que hordas de turistas encham jipes para se passearem no meio dos estradões e árvores da Serra
(1) De acordo quanto aos tuktuks. São de facto veículos altamente poluentes e que deveriam ser restringidos.
(2) Que propõe o Alexandre quanto aos milhares de automóveis que se dirigem ao palácio da Pena? Que a estrada seja vedada a automóveis particulares e apenas permitida a, digamos, veículos de transporte coletivo?
(3) E que propõe quanto aos jipes? Que as estradas de terra batida da serra estejam vedadas a veículos automóveis?
Caro Luís, na verdade, o que proponho é muito simples e racional num local como aquele. Estamos de acordo que os tuk tuks são uma autêntica praga, que, aliás, não se encontra em mais cidades europeias, nem portuguesas. Por exemplo, Cascais não tem qualquer tuk tuk. Quanto ao trânsito para o Palácio da Pena e Castelo dos Mouros, como, certamente, saberá, houve recentemente alterações de trânsito em Sintra, mas, meramente de cosmética, já que o essencial não foi feito. Ou seja, afastar o tráfego massivo de carros e autocarros do centro e da Serra. Aliás, se ao fim-de-semana for aos dois parques de estacionamento da Portela (a 10 minutos a pé do centro da Vila) verá que estão vazios. E sim, na Serra o trânsito nos estradões só é permitido a veículos prioritários, como bombeiros, e… imagine-se, a jipes turísticos. Penso que isto diz tudo.
Cumprimentos,
Alexandre
os tuk tuks são uma autêntica praga, que, aliás, não se encontra em mais cidades europeias, nem portuguesas
Não?! Curioso… Eu julgava que houvesse tuktuks em muitas cidades. (Não costumo ir ao estrangeiro, não sei.) Tem a certeza e que é uma originalidade lisboeta? Fico deveras espantado com isso.
afastar o tráfego massivo de carros e autocarros do centro e da Serra
Quanto ao centro eu estou de acordo. Já quanto à serra, não estou em desacordo, mas isso afetaria profundamente o turismo aí, já que há um grande desnível e uma grande distância de Sintra à Pena. Pouca gente iria à Pena e ao castelo se não pudesse ir de carro ou outro veículo motorizado.
Uma possibilidade seria impedir o tráfego de automóveis e criar uma carreira de autocarros.
na Serra o trânsito nos estradões é permitido a jipes turísticos
Que curioso, de facto. Somente a jipes e somente se estes forem turísticos? Quer dizer, jipes não turísticos não podem ir? Somente jipes de empresas turísticas licenciadas para isso é que podem ir aí?
(Esclareço que já há uma data de anos que não ponho os pés em Sintra, portanto de facto não sei o que se passa por lá. Uma das razões porque não tenho posto lá os pés é precisamente porque acho o tráfego lá horroroso – não estou para ir lá de automóvel e depois andar enorme tempo em stresse por aquelas ruelas estreitas e atravancadas.)
Caro Luís,
efectivamente, os tuk tuks não uma originalidade lisboeta… Que eu saiba, foi uma ideia importada de paragens distantes, como Banquecoque, portanto, exemplos de desenvolvimento. Na verdade, não tenho conhecimento que em mais alguma cidade europeia exista este tipo de veículo. Mesmo em Portugal, o fenómeno está sobretudo presente em Lisboa e Sintra. Como lhe disse, Cascais não tem qualquer tuk tuk. Houve uma opção clara de não permitir a sua circulação. Sobre o acesso ao Palácio da Pena e Castelo dos Mouros, o que se passa neste momento é insustentável, mesmo a nível ambienta. De facto, à semelhança do que acontece noutros locais semelhantes, a circulação deveria ficar aberta apenas a transportes públicos colectivos, que é aliás como muitos turistas vão até lá acima. Em relação aos estradões na Serra, o trânsito é proibido, excepto a veículos prioritários e a jipes turísticos licenciados.
Caro Luís, se um dia destes decidir ir à Vila de Sintra, e para evitar stresses e usufruir com calma das belezas daquele local, deixe o carro num dos parques da Portela e depois é só andar um pouco a pé até ao centro.
Cumprimentos,
Alexandre
Caro Alexandre, já que sabe de tanta coisa como se pode ler, passo a explicar a estupidez de quem fala sem saber.
Não existem tuk tuks em cascais não porque foram proibidos, mas sim porque não existe mercado. Conhece algum sitio em cascais que tenha filas para comprar bilhetes de 3 horas? em sintra eu conheço 3 sitios que no verão, diariamente estão assim. Pena, Mouros e Regaleira! Em Cascais ve alguma carreira municipal fazer preços turísticos e não aceitar passes mensais que qualquer um de nós pode comprar achando que passa a poder utilizar a rede de transportes públicos da ScotUrb? Não pois não? Em sintra tem o 434 que por incrível e estranho que pareça voce paga 8€ para um bilhete… quanto custa um autocarro em cascais do centro até ao guincho por exemplo? Isso voce já não acha estranho concerteza.
Da para perceber que gosta de monopólios ou então é cego e não quer ver o óbvio. Gentinha capta e burra é o que eles mais gostam para poderem encher os bolsos… Enfim, continue a postar os seus profundos conhecimentos que tem da lei que tem aí muitas pessoas que devido a falta de informação simples dão-lhe o tão desejado “gosto”! 😂
So da personagem!! Um abraço e obrigado pelo seu esclarecimento 😂😂😂
Caro Nuti,
sobre Cascais, limitei-me a dizer que não constato a circulação de tuk tuks. Porquê? Desconheço a razão. Sei sim, que na Vila e Serra de Sintra circulam amiúde, ainda por cima, a gasolina, já para não falar na poluição sonora que fazem. Uma incoerência para um destino que ser quer “verde” e sustentável. É igualmente incompreensível as filas intermináveis de automóveis para o castelo dos Mouros e Pena. Conheço muito bem Sintra, concelho onde vivo há mais de quatro décadas. E sim, ao longo destes anos tenho visto verdadeiros atentados em Sintra, como aliás é exemplar a Casa da Gandarinha que, entretanto, viu (e bem) a obra ser embargada. O problema é que agora, à boa maneira portuguesa, o betão passará a fazer parte da paisagem, sem que se proceda à sua demolição.
Obrigado, nós, os sintrenses, agradecemos!
E se “vestíssemos coletes” por abusos (também) deste tipo? Talvez se pudesse mudar alguma coisa.
Confundiu-se todo: misturou o Hotel Netto (do/em frente ao Tivoli) com a Gandarinha.
Em todo o caso, não percebo o espanto: os contornos do projecto são públicos á quase 5 anos..agora é que reclamam?
http://www.tudosobresintra.com/2014/03/c amara-de-sintra-ajuda-projecto-do.html
http://www.anteprojectos.com.pt/2015/04/0 9/hotel-gandarinha-sintra/
https://www.google.com/search?q=projecto+d a+gandarinha&tbm=isch&tbs=rimg:Cf_1AYBGQbGEfIgj_1wGARkGxhHyoSC f_1AYBGQbGEfEeaB82t6YZJU&tbo=u
É esperar para ver o resultado final. Fotos de obras nunca são bonitas.
O CCB também era um atentado, o novo CUF em Alcântara também..preferem ver as coisas a cair de podres até que morra alguém ou venha tudo abaixo e aí constrói-se uma coisa “””de raiz”””como deve ser””””??
Não me lembro de tanto furor pelos estádios do euro com tantas escolas e hospitais por construir. Bola é á parte, certo?
Não dava para antever o impacto visual em 3D? Isso dá para fazer em software opensource da google…enfim, é mais fácil ser um velho-do-restelo-justiceiro-do-teclado.
Caro Anónimo,se tiver lido o meu texto com atenção, verá que eu falo na Casa da Gandarinha e em nenhum momento falo no Hotel Netto (isso é toda outra história). Além disso, penso que qualquer pessoa de bom senso só pode defender a reabilitação de património cultural degradado, desde que esta seja feito com racionalidade e respeite toda a sua envolvente. Infelizmente, não é isso que costuma acontecer em Portugal e se quer que lhe diga, indo aos seus exemplos, faz-me imensa confusão que em Lisboa ainda se continue a fazer construção nova junto ao rio (deve ser caso único ao nível das cidades desenvolvidas). Quanto ao projecto da Casa da Gandarinha, o que lhe posso sugerir é que vá ao local e retire as suas ilações.
Cumprimentos,
Alexandre
“quis comprar, por 600 mil euros, o hotel em ruínas à empresa Tivoli Hotels & Resorts, que o detinha”
o “hotel em ruínas” é o Hotel Netto; o Palacete da Gandarinha era/foi uma escola.
Pode sugerir á vontade: vivo em Sintra á 40 anos, a 10 mins. a pé da Gandarinha e passo por lá diariamente; as minhas ilações são: esperar para ver o resultado final; obras nunca são bonitas.
je já é visível de forma gritante.”
Pois, caro Anónimo, eu vivo a 5 minutos do local e sou sintrense há 42 anos. E o que vejo, infelizmente, e da experiência que tenho dos atentados que se fizeram em todo o Concelho de Sintra (não só no centro da Vila) ao longo dos anos, faz-me ter uma perspectiva diferente da sua que, parece-me, se alinha mais com aquilo que são as visões camarárias, com as quais, muito sinceramente, enquanto cidadão, não me identifico.
Surpreende-me muito que, sendo o “Anónimo” sintrense e, como diz, passando diariamente naquela zona, não consiga ver o atentando à sua frente. Mas, nestas matérias, e particularmente em Portugal, no que à gestão do território diz respeito, há sempre espaço para muito conivência e “compreensão” com o betão.
Cumprimentos,
Alexandre
É um “atentado” na sua opinião.
Da mesma forma que existe espaço para conivência e compreensão com o betão, também existe espaço para intolerância e embirração.
Nesse ponto concordo inteiramente consigo, tenho total “intolerância” e “embirração” com os abusos que se têm cometido no nosso património natural em todo o país. E, mais uma vez, para um sintrense, como o Anónimo diz ser, já devia ter bem consciência dos atropelos que se foram feito ao longo dos anos em todo o Concelho…
“Atropelos” aos olhos de quem? O que para si significa X para outros será Y.
Podemos estar aqui indefinidamente a trocar semântica que não vai adiantar nada. Não é por alguém ser de opinião diferente da sua que está errado e vice-versa.
Percebo e respeito o seu ponto de vista, mas não o considero como verdade absoluta, apenas uma opinião e vale o que vale, tal como a minha.
Caro Anónimo, nunca disse que o meu ponto de vista era uma verdade absoluta e, naturalmente, que cada um tem direito à sua opinião. E é isso mesmo que temos estado aqui a fazer, debater diferentes paradigmas daquilo que deve ser a gestão do território. O caro Anónimo terá a sua, eu tenho a minha.
Cumprimentos,
Alexandre
Caso único?? LOL nota-se que não viaja muito: Londres, Paris, Hamburgo Amsterdão, Helsinkia, Copenhaga, Estocolmo etc etc etc
Caro Bruno,
Provavelmente não terei as suas milhas em viagens (o que só posso lamentar), mas tenho, seguramente, o conhecimento mínimo da Europa e da realidade que se vive em muitas cidades europeias para lhe dizer que em nenhuma delas, os tuk tuks tiveram a expressão massiva como em Lisboa. E digo-lhe mais, é lamentável como ainda não entrou em vigor a obrigatoriedade destes veículos serem eléctricos em Lisboa. Ao que julgo, o tema está parado na Assembleia Municipal.
Cumprimentos,
Alexandre
Caro Anónimo,
… pelas ilustrações do projecto, bem como por grande maioria da sua sintética opinião, da qual comungo. Cansado das “missas das Vergonhas”!
Infelizmente, a “Anteprojectos” não disponibiliza elementos adicionais a não assinantes, como é o meu caso.
Cumps.,
JV
Que grande confusão de texto. São misturados dois hotéis que não têm nada haver um com o outro. O autor parece achar que é o mesmo…
É esquecido que num deles os direitos de construção, o da Gandarinha, já estão consolidados há pelo menos dez anos. Tanto o hotel Netto como a Gandarinha são dois importantes e fantásticos projetos que no fim vão deixar toda a gente satisfeita. Sobre o cimento: não conheço outra forma de construir hotéis, não tenho nada contra desde que as coisas sejam bem feitas. É o caso.
Caro Ribeiro Pires,
presumo que tenha lido o meu texto com atenção e eu só falo na Casa da Gandarinha (estava-se a referir a uma das notícias do Público). E conheço muito bem o processo e a questão dos direitos adquiridos, que, neste caso, por acaso, nem é fulcral. Aliás, se a Câmara de Sintra tivesse deixado o Parque de Sintra-Monte da Lua ter adquiriro o imóvel, provavelmente, toda a história seria diferente. Por conhecimento de causa, sei que há gente com sensibilidade naquela entidade. E até concordo consigo no Hotel Netto. Do que sei respeita, a volumentria do edifício original e parece ser um projecto equilibrado. Quanto ao da Gandarinha, lamento, mas é mais uma aberração em Sintra promovida poder camarário.
Cumprimentos,
Alexandre
Isto nem para artigo de opinião serve.
já apontaram isso nos comentários, nem respondeu ou rectificou
outra questão foi acerca de construção junto aos rios, desviou para os tuk tuks..lol
Parece que só quer é ficar com a ultima palavra. quer ser irónico mas só se enterra. como disse um anonimo é mais um velho-do-restelo-justiceiro-do-teclado
João Rato
Caro João,
todos temos direito à opinião e a sua será aqui publicada e respeitada, naturalmente.
Cumprimentos,
Alexandre
Há sempre uma brigada de “anonimos” disponíveis para defender o indefensável e principalmente não tendo argumentos chamam o típico mimo “velhos do Restelo ” como se isso fosse algum fundamento.
Finalmente os cidadãos começam a despertar para o monstruoso e impensável crime Obra do Gandarinha, na Sintra Patrimonio Mundial. Mais uma vergonhosa chancela do PS, com a conivência da DGPC e da patética Delegação Unesco. Quando nem Sintra escapa, imagine-se tudo o mais. É incrivel como o PS se pôe nas mãos de um Adolfo B. Horta. Sintra que nem sequer tem saneamento básico na Vila Velha, Arrebalde e parte de S. Pedro (funciona por caneiros formado por 4 lages e por gravidade) vai substituir o Estado na construção de um pseudo hospital. Mas ha mais, muito mais, opções erradas deste presidente, que mais parece um agente imobiliário de mto mau gosto, só tolerado pelos incautos e pela clubite politica. Horrivel!
Alexandre, não leve a mal a pergunta mas, acaso escreveu este texto em dias diferentes?
É que, misturar vagamente – sem dados e como se não existissem alternativas de transporte para unidades deste tipo – questões de trânsito com oferta hoteleira no Centro Histórico de Sintra .. enfim, são opiniões, com as quais vivo lindamente.
Agora, começar na Gandarinha, saltar para o Hotel Netto – com links a artigos Público – e embrulhar o pacote completo com fotografias da Gandarinha é que .. me parece uma tremenda salgalhada temática e GPS. 🙂
Quanto aos tuk-tuks, aconselho-o a informar-se melhor acerca das vilas e cidades portuguesas aonde eles se instalaram. Vão, “infelizmente”, bem para além de Sintra e Lisboa. E, já que aqui vim, digo “infelizmente” porque também para eles existem alternativas. Quer no que diz respeito ao seu ordenamento e gestão, quer da regulamentação da actividade – hoje, como suponho que saiba, dependente de licenciamento do Turismo de Portugal (https://rnt.turismodeportugal.pt/RNAAT/C onsultaRegisto.aspx?FiltroVisivel=True) e não, como eu “acho” que deveria ser, do IMT e das autarquias/autoridades locais de transportes – e respectiva contingentação, quer no que concerne ao tipo de veículos “adequados” à prestação do serviço de transporte turístico.
Espero que não entenda mal a minha intrusão (não conhecia o blog, nem a si) mas, quando se usa & abusa da abundante “vergonha” nacional e dos “bandidos” que nos governam, talvez fosse bom começar por termos a delicadeza de … tentarmos ser minimamente rigorosos.
Caso contrário, corremos o risco de incorrer em .. Delito de Opinião 🙂
Cumps.,
JV
* só agora descobri a 2ª página de comentários. Não retirando nada ao meu comentário, apraz-me verificar que algumas das “incoerências” que aponto já foram registadas por outros.
Caro João,
escrevi este texto na mesma hora e bem ciente do que digo. Como já aqui disse a leitores “defensores” do projecto, nem por um momento me referi ao Hotel Netto, apenas à Casa da Gandarinha. Conheço muito bem os dois casos. Quanto aos tuk tuks, tem razão, existem, e como diz, infelizmente, em vários locais, mas nem de perto nem de longe com a dimensão a que se assiste em Lisboa e Sintra. Concordo consigo no que diz respeito à necessidade de melhor enquadramento daquele tipo de transporte, nomeadamente a obrigatoriedade de serem eléctricos. Quanto ao resto, permita-me que discorde por completo. Sim, considero uma vergonha a obra da Gandarinha, tal como muitas outras obras e projectos em Sintra que foram feitos durante anos. Conheço também muito bem a realidade autárquia e, por isso, caro leitor, falar sem conhecimento de causa é coisa que eu não faço.
Cumprimentos,
Alexandre
Pois .. já vi que temos mesmo processos de leitura diferentes 🙂
Boas Festas
Sobretudo, temos visões de território e de sociedade diferentes, mas ambas legítimas e respeitáveis.
E também aproveito para lhe desejar boas festas e um bom 2019.
* bom, quanto às minhas visões … acerca das quais, pouco ou nada saberá, julgo presunção sua julgá-las.
De qualquer forma, não tenho qualquer interesse em prolongar o assunto consigo.
Cumps
Caro João,
não tive qualquer presunção em “julgar” a sua visão”, limitando-me apenas a dizer que é diferente da minha, o que, aliás, me parece evidente atendendo às posições divergentes que temos sobre a obra e problemática em causa. E o que é perfeitamente normal. Mas eu disse mais, disse que ambas as visões seriam legítimas e respeitáveis. Não vejo como possa haver aqui qualquer tipo de julgamento. Pelo contrário.
De qualquer forma, ficou perfeitamente claro o seu ponto de vista e penso que o meu também e, assim, ficámos esclarecidos, tal como os leitores que por aqui passam.
Cumprimentos.
Homem, esqueça!!!
Não sei se conhece uma expressão antiga em que, perante um daqueles tipos que querem ter sempre a última palavra – como se isso lhe conferisse a razão, a bicla e a taça – e que, para tal, repisam um assunto já terminado mas, sem ofensa: “você é tinhoso”!
Farei os possíveis por não voltar a passar por aqui.
Adeus.
Curiosamente, acaba por ser o João em insistir nessa tal última palavra e de forma algo desagradável, se quer que lhe diga, e sem qualquer necessidade, perante a cordial troca de argumentos que houve. “Homem”, não se trata de ter ou não ter “razão”, mas sim de haver opiniões e visões diferentes, todas válidas e defensáveis, como já tinha referido. Tem que se saber conviver com isso e respeitar, que é o que de mais virtuoso há numa sociedade e democráticas.
Será sempre bem vindo a este espaço.
Cumprimentos cordiais,
Alexandre
PS: quanto a bicicletas, tenha duas. Não preciso de mais.
Verdadeiramente, não é possível apreciar o bicho — se é bonito se é feio se
é isto ou se é aquilo — enquanto não estiver terminado. O que lá estava estava tudo podre e também não dava pinta nenhuma ao sítio.
Agora, normalmente o problema é logo anunciado por ser de “privados”, esses gatunos indefinidos — mas se fosse umas termas manhosas para os chulos do INATEL (esses gatunos bem definidos) ou uma casa do povo à pedreiro de Almalaguês com rampas de cimento e bilhas do gás à porta já era muita lindo.
Sintra que se dane! Já deram cabo de Portugal inteiro com barracos manhosos e estão agora preocupados com um hotel para finórios em Sintra. Santo Testículo, não há pachorra.
Só lamento, que o presidente do Município de Sintra, que se tem ultimamente utilizado da Cidade de Queluz, para promover o nome de Sintra com projectos de qualidade duvidosa como são os casos, da suposta requalificação dos 16 km do Rio Jamor que se ficou pela zona do Mercado da Cidade de Queluz, o caso da construção da zona pedonal e ciclovia denominada, de Eixo Verde e Azul obras que tiveram paradas porque, o …… pessoal do empreiteiro desapareceu. Umas antigas lojas na Rua Luís Simões números 80 a 84, que são um perigo diariamente, para segurança pública, que a CM de Sintra adquiriu em 1970, e que devido ao seu degradante estado eu fui forçado a chamar a Proteção Civil de Sintra.
Isto são apenas alguns casos urgentes, que a CM de Sintra tem directamente responsabilidades mas, que parece ignorar aparentemente pela sua incompetência, ou dos responsáveis de certos pelouros nela existentes.
Para não falar, da usurpação que fez da Mata da Matinha que pertencia à Cidade de Queluz, com a conivência da respectiva autarquia que está numa total inoperância, ao contrário do seu desempenho em Belas.
Imagine as fotos e a indignação que não ficou registada aquando da construção da Quinta da Gandarinha…. aquilo já tem uma volumetria do caraças…
Confirmo, a Gandarinha passou de ruína a monstro. É inaceitável como se aprova isto, ainda para mais sabendo como é complicado e quase impossível aqui em Sintra abrir uma simples janela no centro histórico, em alguns casos até para melhorar esteticamente o edifício.
Estāo a espera de um turismo de qualidade quando destroiem tudo o que fazia de Sintra única e inegualável? Vāo ter de se contentar com visitantes aliciados por preços baixos pois será o único incentivo. Estāo a matar a galinha dos ovos de ouro .
como está tudo no FB a elogiar o Basílio a propósito do cavalo da Madona vim cá recuperar o postal e divulgá-lo. Para terem tino nos elogios.
Boa noite (02:15) caso tencionem conhecer um pouco de Queluz, deixo aqui esta sugestão https://apostura.blogspot.com/
Cumprimentos
Sou de Sintra, vivo em Sintra desde que nasci, conheço o abandono que Sintra sempre teve. Nada para Sintra tudo para Cascais e Estoril. Nos anos 60 e 70 não havia nada, nem hotéis,nem restaurantes, nem visitantes. Até se desdenhava um pouco da Vila de Sintra porque chovia, havia nevoeiro, as praias eram frias e sem sol, apenas e só a zona urbana ia sendo mais povoada de pessoas e betão.
O Palácio da Gandarinha enquanto esteve abandono não havia movimento de cidadãos nem parangonas nos jornais ou blogs que exigissem a sua reabilitação. A reabilitação ou passa pelo Estado/autarquia e aí lá vem choradinho que o Estado não está vocacionado para este tipo de investimentos (a não ser que tenha muito dinheiro que no caso de Sintra só pode vir do turismo massificado) ou é um privado, com ou sem ajuda do Estado/autarquia que recupera. mas que, obviamente, quer retorno o que é perfeitamente legítimo.
Criticar o porjecto é legítimo e pretender adqueá-lo à paisagem também. O que não é legítimo é andar-se constantemente a criticar tudo apenas e só ,porque ou não se gosta do presidente, ou não se gosta do privado que gere a obra, ou gosta-se de fazer barulho para dar nas vistas ou pretende-se que Sintra possa ser usada por uma casta que aterrrou aqui porque agora é moda.
O Palácio da Gandarinha, ao contrário do que se afirma no texto, o arvoredo não tenta esconder a vergonha, a vergonha é o arvoredo esconder tudo, porque não se pode podar uma árvore emn Sintra. É preferível viver com o risco de um tronco de grandes dimensões se partir e matar pessoas (( o que já aconteceu) do que podar decentemente um árvore de modo a que mesma fique segura e ao mesmo tempo não cause excessivo sombreamento a casas e pessoas.
Agora com a crise do turismo, com o embargo da obra e com eterno apuramento das responsabilidades, voltará ao abandono e ficamos todos contentes.
Não conheço o projecto aprovado incialmente, não sei se o que já foi feito respeita ou não o projecto, mas sei que neste país, nada se faz que não seja altamente contestado, cirticado, amaldiçoado nas redes sociais.
Estamos numa no início de uma grave crise económica e social, em que vamos ter que tomar decisões importantes para o nosso futuro. Não queremos indústria, não queremos exploração de litío, não queremos pesquisar petróleo, não quermos turismo, não queremos agricultura intensiva nem de regadio, não queremos pesca, não queremos barragens, não podemos comer carne.
Estamos à espera, como o Bocage, da última moda ecológica que nos salvará a todos.
O que vale é que arvoredo vai continuar a crescer e, lá tapará de vez, a vergonha do Palácio voltar ao abandono, o que é perfeitamente aceitável nos dias de hoje.
É para poder haver mais espaço para os tuk tuk. Sempre que tenho que ir ao centro de saude em sintra, não consigo estacionar o meu carro, nem a pagar, pois por norma, os tuk tuk, estão a ocupar o pequeno parque na estação de sintra, e acreditem que não pagam estacionamento. Quando, nós, que moramos na freguesia, temos que nos deslocar com urgência para ir ao médico de familia, ou vou de taxi e largo no minimo 10€, ou espero 1 hora e meia pelo autocarro.
Se calhar mais vale ir de tuk tuk…