“Exercer o poder, em Portugal, foi sempre a capacidade para satisfazer clientelas, com truques como as alterações às leis orgânicas, como forma de criar um álibi formal para poder concretizar mudanças nas chefias. Nenhum – repito, nenhum! – ciclo político português escapou até hoje a este lamentável tropismo.”
Sempre actual e retemperadora, a leitura de Seixas da Costa.

Leitura «actual», pode ser; «retemperadora», nem por isso, pois FSC é um dos mais (tristemente) notórios «acordistas».
O AO é outra história, nesse ponto estamos de acordo.
Pfft. Se fosse só isso.
O PS e este Governo estão a destruir a economia livre em Portugal.
Está a ficar tudo parado.
Não se admirem com os números que vierem no futuro.
Eu escreveria assim: “exercer o poder, em Portugal, foi QUASE sempre a capacidade para satisfazer clientelas” e acrescentaria que isso só aconteceu (e infelizmente acontece) porque há muita boa gente que colabora com esses governantes (por acção ou omissão) e que o dr. Seixas da Costa não está isento de pecado.
Acho excessivo voltar recorrentemente a um assunto que é óbvio.
E continua a ser óbvio seja referido por um intelectual ou por um anónimo no café.
Seria muito mais vantajoso preocuparmo-nos em encontrar caminhos alternativos.