Uma resposta eloquente (2).


Luís Menezes Leitão,

1495634401.jpg

Parece que a Ministra da Justiça alemã, Katarina Barley, afirmou que se o Supremo Tribunal espanhol não demonstrasse que Carles Puidgemont cometeu outros delitos diferentes do de rebelião de que vinha acusado, este passaria a ser “um homem livre num país livre, quer dizer, na Alemanha“. Embrulha, Espanha!

23 comentários em “Uma resposta eloquente (2).”

    1. O artigo está aqui https://www.libertaddigital.com/opinion/federico-jimenez-losantos/el-racismo-aleman-humilla-a-espana-y-destroza-la-ue-84806/

      É completamente disparatado. Fala da propensão alemã a invadir e maltratar os países vizinhos, acha que se está a criar um IV Reich com o desmembramento de Espanha e chama a Katarina Barley a Leni Rieffenstahl socialista. Em Espanha já há muito que se perdeu o bom senso e o sentido das proporções.

  1. Lendo o link do Público :

    “Nesse cenário, pode acontecer que aquele que a Justiça espanhola descreve como “cabecilha” de um “grupo de crime organizado” vá a tribunal por delitos com penas inferiores às dos outros acusados.”

    Sim, a Acusação emprega palavras exageradas.

  2. Olhe, resposta eloquente deu o povo húngaro, que sabe bem quem são os amigos e os inimigos, os perigos e os portos seguros. Parabéns, húngaros.

  3. demonstrasse !!!??? o Artigo 155 da Constituição do Reino Católico de Espanha não chega…para a Justiça Alemã !!!

  4. Juan Carlos disse a Chavez o que Felipe não conseguiu nem quis dizer a Rajoy. Disse-o agora a Alemanha, apesar da Baviera.

    1. Um chefe de estado NÃO eleito a mandar um chefe de estado eleito calar-se. Depois admiram-se quando dizem que o Estado Espanhol não é democrático.

      1. Em rigor, não mandou – sugeriu.

        Mas olhe que o Juan até foi bastante educado dessa vez – o Chávez estava um bocadito irrequieto e, eleitos ou não, o que eles queriam era ir beber uns copos. Como foram.

        E, apesar da sua análise não deixar de ser interessante, acredito que na altura não estariam em causa chefes-de-estado mas pessoas cansadas 🙂

  5. Se o “parece que” se confirmasse, na Alemanha a ministra da justiça é que mandaria nas decisões dos tribunais. Seria talvez assim na Alemanha Nazi ou até na extinta DDR, mas duvido muito que seja assim na Alemanha actual.
    Parece que quem anda num grande embrulho é a Catalunha por causa do Puigdemont e dos comparsas. Como diz o outro, “nem o pai morre, nem a gente almoça”.
    De qualquer modo, se os tribunais alemães recusarem a extradição do fulano do cabelo esquisito, o que é que lhe adianta? nada, zero, como já aqui escrevi, apenas pode lá ficar a comer salsichas com chucrute sem ninguém o chatear.

    1. Adianta, no sentido que se Puidgmonte for condenado , um dia , em Espanha, se recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem dificilmente verá a sua condenação confirmada.

    2. Lei de Godwin: check.
      Não compreendo porque é que os espanholistas passam a vida a falar de nazismo quando o Estado Espanhol é herdeiro do franquismo que ganhou a guerra civil nos anos 30 com o apoio dos nazis.

      1. A tão falada blitzkrieg, ou guerra-relâmpago, é uma técnica de guerra que envolve vários meios; foi desenvolvida e testada por Mussolini na guerra de Espanha. Este conceito de guerra é italiano e não alemão.
        Os alemães, que mais tarde a adoptaram na II GG, apoiaram Franco com os bombardeamentos da Luftwaffe, enviando a sua Legião Condor. Para os alemães este conflito tornou-se também um campo de testes da recém formada aviação de guerra alemã, refiro-me à rebaptizada luftwaffe.
        Isto para dizer que nos apoios a Franco a Alemanha não esteve isolada.

  6. Temos que concordar que as palavras da ministra alemã, que sugerem liminarmente que a Espanha não é um país livre, não são nada diplomáticas (consideremo-las ou não como verdadeiras). Não é forma de se falar de um país amigo…

    1. “Adianta, evidentemente – é preferível estar em liberdade do que preso.”

      Não se contradiga, Luís Lavoura. Se em Espanha existisse essa liberdade, Puigdemont não estaria a ser julgado na Alemanha.
      Em que ficamos? Espanha é um país livre para quem?

  7. Os “fihos da madrugada”, realizaram um almoçinho saudosista no sábado passado para recordarem as proezas radicalistas em Portugal.

    “Embrulhos” dos quais ainda estamos a pagar as dívidas e os familiares esquecidos.

  8. Aplicando à Alemanha a mesma lógica que aplicas a Espanha, a única conclusão possível destas declarações da ministra da Justiça é que não há separação de poderes na Alemanha. Como diria o saudoso Pessa, e esta, hein?!

    1. Pelo contrário, a Alemanha tem a questão do separatismo Bávaro sempre em cima da mesa política, e no entanto os tribunais decidem sobre a matéria que têm na mesa judicial.

    2. Não vejo porquê. A Ministra limitou-se a dizer quais as consequências legais da decisão do tribunal alemão. Os tribunais espanhóis é que andam furiosos por os restantes tribunais da Europa não lhes entregarem o fugitivo sem qualquer apreciação judicial, entrando agora no delírio de inventar recursos para o Tribunal de Justiça Europeu que não existem. Se falta separação de poderes é em Espanha, onde o parlamento catalão vê os seus deputados presos preventivamente para impedir que elejam um governo. Isto com base em teorias jurídicas absurdas de que a violência que eles nunca praticaram ocorreria no futuro. Um enredo digno do “Minority Report”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *