20 comentários em “Uma razão (e basta) para votar Cavaco”
E mais uma: ter sido um proeminente elo na cadeia de acontecimentos que nos conduziu até este dia: renegociação da então crescente pequena dívida pública em condições questionáveis; conquista da segunda maioria com generosidade para com a função pública; privatizações porque sim e só depois de encher de milhões de contos as empresas a alienar; desbaratar de fundos europeus; deixar de pagar atempadamente aos fornecedores; quase deixar parada a máquina fiscal; matar as pescas; matar a indústria pesada; matar a agricultura; impedir, na boa tradição dos reis e ditadores de Portugal, cidadãos cultos e críticos da realidade a que pertencem.
PS: se Guterres ou Sócrates, algum dia, se candidatarem à presidência da república, é favor recolocar este comentário.
Sem recorrer novamente à piada que envolve a mais conhecida obra de R. Zimler, e comprometendo-me a ulteriores explicações, subscrevo título e corpo deste telegráfico post.
Estou triste porque não posso votar Alegre. Também não sou Defensor do Chico. É a última vez que dou Cavaco às presidenciais, mas sinto que o meu voto não é Nobre.
Parece ser de facto o único para a função. Bem integrado no sistema, experiente e conhecedor, com apoios à altura. No deserto luso, quem mais? Um idoso reformado da AR? Um idealista sem amigos influentes, empresas ou clubes de relevo no sistema (partido)? De algum modo como o OE 2011: mau mas necessário. E que o sistema me vá protegendo a pensão da CGAp. Se passar a haver menos despesas com Abonos de Família, talvez a minha pensão de reforma não tenha de vir a ser mais reduzida. A bem do Regime.
Sim e não. Depende de que estivermos a pensar: Cavaco Silva (com todos os Dias Loureiros) X Fernando Nobre (talvez do agrado de Soares) Quanto ao Alegre idoso reformado da AR, diz bem do destino do regime:governado e dirigido por reformados. Na política, EP´s & Cia.
Poder-se-á dizer que em determinadas alturas CS poderia ter puxado dos galões e impor-se. E depois? quem governa, o Governo ou o PR? Esta história de semi-presidencialismo não me cheira muito bem. Um presidente eleito por maioria directa, “não poder” controlar um Governo minoritário. Quanto ao sr. Alegre, ele ainda terá alguns escuditos, para quem não sabe ou lembra é o diminuitivo da nossa antiga moeda, que eventualmente terão sobrado das revolucionárias patuscadas em Argel e Paris com o dinheiro roubado ao Banco de Portugal na Figueira da Foz pelo camarada Palma Inácio da LUAR? Esquemas destes, não podem de certeza acusar o CS.
Bom, realmente Cavaco nunca teve a coragem necessária para se opor à ditadura salazarista. Alegre teve-a, há que reconhecê-lo. Embora isso não apague as suas responsabilidades como político a tempo inteiro desta piolheira nos últimos 30 e tal anos.
E mais uma: ter sido um proeminente elo na cadeia de acontecimentos que nos conduziu até este dia: renegociação da então crescente pequena dívida pública em condições questionáveis; conquista da segunda maioria com generosidade para com a função pública; privatizações porque sim e só depois de encher de milhões de contos as empresas a alienar; desbaratar de fundos europeus; deixar de pagar atempadamente aos fornecedores; quase deixar parada a máquina fiscal; matar as pescas; matar a indústria pesada; matar a agricultura; impedir, na boa tradição dos reis e ditadores de Portugal, cidadãos cultos e críticos da realidade a que pertencem.
PS: se Guterres ou Sócrates, algum dia, se candidatarem à presidência da república, é favor recolocar este comentário.
p az
Boa!
Sem recorrer novamente à piada que envolve a mais conhecida obra de R. Zimler, e comprometendo-me a ulteriores explicações, subscrevo título e corpo deste telegráfico post.
Boa!
Yeap. Pena o post não dar para ser uma série… 🙂
Boa!
Parabéns!
Estou triste porque não posso votar Alegre. Também não sou Defensor do Chico. É a última vez que dou Cavaco às presidenciais, mas sinto que o meu voto não é Nobre.
Ou seja, onze razões para não votar nas presidenciais?
Parece ser de facto o único para a função.
Bem integrado no sistema, experiente e conhecedor, com apoios à altura.
No deserto luso, quem mais?
Um idoso reformado da AR?
Um idealista sem amigos influentes, empresas ou clubes de relevo no sistema (partido)?
De algum modo como o OE 2011: mau mas necessário.
E que o sistema me vá protegendo a pensão da CGAp.
Se passar a haver menos despesas com Abonos de Família, talvez a minha pensão de reforma não tenha de vir a ser mais reduzida.
A bem do Regime.
Isso dos amigos influentes é por causa do Dias Loureiro, não é?
Sim e não.
Depende de que estivermos a pensar:
Cavaco Silva (com todos os Dias Loureiros) X Fernando Nobre (talvez do agrado de Soares)
Quanto ao Alegre idoso reformado da AR, diz bem do destino do regime:governado e dirigido por reformados.
Na política, EP´s & Cia.
Um amigo meu brasileiro ao ler este comentário, rui-se, dizendo-me ” Cadê os outros? “
Cá volto.
José Gomes André: eu acho que você escreve pouco no Delito. Protesto!
Tenho dito.
Obrigado. Li este post e mudei a minha intenção de voto. Vou votar alegre, mas votarei.
Jamé !
Nem Cavaco nem Alegre.
Nem nenhum dos outros candidatos.
Abstenção.
Devolvendo o desprezo que eles têm pelo eleitor.
É verdade. Mas mesmo para mim que voto tradicionalmente à direita, merecia o susto de uma segunda volta.
E não sei se não votarei em branco.
ahahah.
LOL. Bem bolada, Zé.
Poder-se-á dizer que em determinadas alturas CS poderia ter puxado dos galões e impor-se. E depois? quem governa, o Governo ou o PR? Esta história de semi-presidencialismo não me cheira muito bem. Um presidente eleito por maioria directa, “não poder” controlar um Governo minoritário.
Quanto ao sr. Alegre, ele ainda terá alguns escuditos, para quem não sabe ou lembra é o diminuitivo da nossa antiga moeda, que eventualmente terão sobrado das revolucionárias patuscadas em Argel e Paris com o dinheiro roubado ao Banco de Portugal na Figueira da Foz pelo camarada Palma Inácio da LUAR?
Esquemas destes, não podem de certeza acusar o CS.
Bom, realmente Cavaco nunca teve a coragem necessária para se opor à ditadura salazarista.
Alegre teve-a, há que reconhecê-lo.
Embora isso não apague as suas responsabilidades como político a tempo inteiro desta piolheira nos últimos 30 e tal anos.