Se as pessoas que escrevem programas políticos que já deram mau resultado no passado e as que executam programas políticos com maus resultados são as mesmas, não será uma loucura confiarmos nelas e nas suas políticas? Não cabem na definição atribuída a Einstein, segundo a qual, “Loucura é fazer a mesma coisa vezes sem conta, mas esperando resultados diferentes”?
Uma questão em duas perguntas
filosofiaonline,

Não sei — mas não me parece sequer que eles sigam os seus programas.
Ahah essa teve piada. Ainda é mais céptico que eu.
O Senhor dos Anéis tem menos ficção que esses textos a que tanto aludem.
E a parte das perguntas da Miss Universo tem mais substracto.
ahah quando prometem ao mesmo tempo baixar os impostos e subir o nível de vida, nem o Senhor dos Anéis.
Nos programas eleitorais do PS nunca se mencionou que pretendiam levar o País à banca-rota. No entanto foi isso que fizeram, várias vezes. De onde se prova a irrealiadade, a inutilidade de decidir votar a partir de inspirações em programas eleitorais.
Entretanto neste exacto momento as condições para que o PS tenha que, mais uma vez, pedinchar uma qualquer troika estão establecidas.
Rui Rio irá cair na mesma armadilha que Passos Coelho?.
Uma coisa é ter maus governantes que não cumprem os programas, são pessoas de mau carácter e levam o país ao desastre, outra muito pior é ter desastres declarados como objectivos logo no programa. No primeiro caso ainda é possível dar o benefício da dúvida, dado que não se sabe quem serão os governantes e o que farão, mas no segundo, é indiferente quem sejam os governantes porque sabemos de antemão, pelo programa, o que querem fazer.
« na 1ª cai qualquer um, na 2ª cai quem quer »
Isso é verdade, mas não há muita escolha e acaba-se a cair nos mesmos, a não ser que não se vote. Logo a seguir ao 25 de Abril é que havia 30 partidos no boletim de voto, ou algo do género e dava para ir variando.
Então e onde estão as pessoas que escrevem programas políticos que deram bom resultado no passado e executam programas políticos com bons resultados?
É que as coisas são sempre mais fáceis de dizer que de fazer a não ser que uma pessoa seja gaga.
Quais são essas pessoas? Venham de lá os nomes.
Você pergunta bem. Há dois anos que os direitos humanos são uma mera fantasia, alguém se insurgiu? Há dois anos que as pessoas estão amordaçadas, alguém se insurgiu?
Como é que se pode esperar que um programa de um partido seja cumprido se a lei máxima do país é sistemáticamente violada?
Estão muito preocupados por os ostracizados não poderem votar, então e não estão preocupados por terem sido os responsáveis por essa ostracização?
Que é que eu posso esperar destes partidos que tratam os votantes como atrasados mentais?
Espera-se pouco porque a maneira como os políticos tratam os cidadãos diz mais deles que dos cidadãos.
Bom dia.
Uma questão pertinente. Problema adicional, as alternativas.
Tenha um bom fim se semana. Saúde.
António Cabral
Dantes esse era um critério de escolha, mas cada vez é mais difícil distinguir «les un et les autres», senão nos princípios, pelo menos nas práticas, porque como disse como muita piada o comentador, V., acontece não seguirem os seus próprios programas.
Incomodar a imbecilidade instalada é, nas circunstâncias, um suficientemente elevado desígnio político.
Isso é mais difícil do que parece.
Eu tenho um programa eleitoral bastante fértil. Proponho sentar-me na posição da foto da notícia que abaixo anexarei, em frente à assembleia da república, e aceitarei visitas, toques e selfies. Mas só de mulheres empenhadas e que queiram contribuir para a viragem da taxa da natalidade. Rejeitam-se visitas de feministas e outras variantes. É uma discriminação positiva que faço em meu programa eleitoral. rande-problema-estatua-com-penis-de-larg as-dimensoes-tem-atraido-tantos-turistas-q uanto-vandalos-no-peru
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/um-g
publico sem comentar
“Les promesses des hommes politiques n’engagent que ceux qui les reçoivent”.
Charles Pasqua (*)
(*) Ministro do Interior de França sob Chirac e Balladur
Isso é sarcástico q.b.
Alternativas, há. Nos meus boletins aparecem lá umas 15 siglas.
Pctp mrpp, partido da terra, pous, ppm, o que não falta é quadrados. Também há o branco (desculpe dra Joacine), e o nulo.
Nao muda? Até se tentar…
Ah, sao partidos irresponsáveis e impreparados. Talvez “entregando as chaves do hospício aos pacientes” o pessoal médico atine.
Há siglas que só lá aparecem por uma questão de estética histórica como o MRPP, não é para levar a sério
Levo o pctp tão a sério quanto o Chega, e os (actuais) Berloque e Partido do Chicão.
Carmelinda a PM
O MRPP e o PCTP estão noutro patamar. São uma espécie de… deixa ver… excrescência, como a cauda com que alguns bebés nascem. Pertencem a uma outra época de PREC mas por qualquer razão ainda aparecem de vez em quando.
Permita uma só resposta. A maioria absoluta principalmente para quem tem a distinta lata de a pedir seria uma absolutamente ausência das urnas a que chamam abstenção.
Sim, também acho uma grande lata. Li um artigo de jornal há pouco tempo acerca da abstenção ser muito inferior ao que dizem dado os cadernos eleitorais não estarem actualizados e haver muito mais eleitores inscritos nos cadernos que cidadãos com idade de votar.
E já reparou que quem avança essa explicação, está na área política dos dois partidos que poderiam ter actualizado os cadernos?
Isso não tinha reparado.
Se a Beatriz pensa assim, então tem uma solução – votar desta vez noutro partido.
Tenho votado em partidos diferentes. Pelo menos nas últimas 3 eleições não repeti partidos, mas agora é diferente porque onde voto, votar em certos partidos não serve de nada -os votos vão dar a um dos dois grandes partidos, por causa deste método de contagem de votos. E infelizmente não podemos eleger nenhum deputado directamente. Portanto, achando que é preciso tirar o PS do governo porque as coisas atingiram um ponto de não retorno, tinha decidido votar no outro partido, o PSD. Só que ontem fui ler o programa do partido para a educação e aquilo é mais do mesmo, um bocadinho pior, de modo que agora não sei…
Se quer tirar o PS do governo, tem 4 hipóteses: PSD, CDS, IL, e Chega. Se acha que o programa do PSD para a educação está mal, tente ver os dos outros três partidos. Talvez algum lhe agrade.
O programa da IL está a ser anunciado publicamente neste preciso momento.
O da IL e do CDS ainda são piores. Basicamente é: ‘não sei o que hei-de fazer por isso vou entregar cheques aos pais para porem os filhos no privado. E no ensino superior vou pôr os estudantes a fazerem empréstimos para pagar o curso.’ Como nos EUA. Isso tem sido um desastre para a vida dos jovens.
Não voto no Chega…
Os programas da IL e do CDS saíram ontem e a Beatriz foi logo lê-los? Ou leu os de há dois anos?
Não, não li, mas ouvi-os falar sobre o assunto nestes debates. Algumas ideias/políticas que enunciaram como muita convicção, para mim, são como o icebergue do Titanic – mesmo que haja lá pequenas ideias interessantes, navegar para aquele icebergue, é andar para o desastre.
Fui procurar na internet o programa eleitoral da IL. Só está ainda, aparentemente, disponível um sumário. Li a parte relativa à educação. Está lá de facto o financiamento por aluno (“cheque-ensino”). Mas NÃO está qualquer referência ao financiamento do ensino superior mediante empréstimos. (E felizmente não está, porque tal medida seria assassina não somente para muitos estudantes, mas também para muitos cursos de ensino superior.)
Quanto ao financiamento por aluno, acho isso muito bem. As escolas devem concorrer entre si pelos alunos.
Pode não estar escrito no programa mas ele foi questionado pela CM num dos debates acerca dessa medida e assentiu. Não negou.
ele foi questionado pela CM num dos debates acerca dessa medida e […n]ão negou
Ouvi esse debate entre JCF e CM.
CM disse explicitamente que tinha ido ver o programa da IL de há dois anos, porque o deste ano ainda não estava disponível.
JCF não negou porque, suponho eu, essa medida estaria de facto no programa de há dois anos.
Mas não está no programa atual. (Ou, pelo menos, não está no seu sumário; poderá estar na versão completa, não sei.)
Se a IL retirou a medida do programa, terá sido porque se terá apercebido de que ela é má.
Não sei se retirou do programa… acho que o programa ainda não saiu…
O programa eleitoral completo da Iniciativa Liberal está em
https://iniciativaliberal.pt/wp-content/u ploads/2022/01/Iniciativa-Liberal-Progra ma-Eleitoral-2022.pdf
Tem um capítulo dedicado à educação, com todas as medidas propostas bem explicadinhas.
Obrigada pelo link. Vou ver.
Acho que está ser injusta com o CDS (nunca votei nem vou votar CDS).
Na actual situação do ensino público, ressaltam três problemas políticos. A questão ideológica em violação do artº 43º da Consitituição; o viés sindical que faz os professores os sujeitos da escola (e não os alunos) e o custo económico por aluno (superior na escola pública ao custo das propinas nos mais caros colégios particulares).
Lutando contra a primeira questão por via judicial e não tendo ilusões de conseguir afrontar directamente a Fenprof, o cheque-escola responde bem aos problemas.
Claro que há questões mais técnicas como o envelhecimento dos professores, e a diminuição de alunos, a eventual adopção de tele-ensino parcial, todas determinantes para as questões de instalações, logística de transportes, distribuição de equipamento informático e a (crucial) do números de alunos por turma, mas que são demasiado especializadas para incluir num programa eleitoral. E também questões de filosofia política, como a manutenção do actual modelo ou o aumento da autonomia das escolas ou ainda a tutela parcial das autarquias mas isso são questões que transcendem a esfera do ensino.
Primeiro acho piada que tenha sentido a necessidade de justificar-se quanto a nunca ter votado no CDS 🙂 Eu, não tendo militância política ou lealdade a partidos, voto em cada eleição de acordo com o que penso ser o interesse do país. Já uma vez votei CDS para impedir que o PSD tivesse maioria absoluta. Já votei BE para impedir que o PS tivesse maioria absoluta. Estes foram votos úteis, pela negativa. Também já votei pela positiva, mas foi há muito tempo.
Quanto ao resto, os alunos no ensino público serem mais caros é falso e se quiser ver as provas com documentos e contas disso vá ao blog arlindovsky.com que ele tem tudo muito bem documentado.
Dizer que há um viés em que os sujeitos da educação são os professores é como dizer que há viés em falar-se do SNS, falando da falta de médicos, das más condições de trabalho ou da ausência de carreiras. Como se o mal-estar e degradação da carreira dos profissionais fosse um pormenor sem importância na qualidade do serviço que prestam… como se vê, faltam médicos e faltam professores e ninguém quer esse trabalho.
Se é para dar um cheque-ensino a toda a gente para sair da escola pública, mais vale acabar com o serviço público da educação, que está na Constituição e privatizar tudo. Porque não pôr o ensino na mãos dos católicos e reverter a sociedade para uma sociedade não-laica?
Como é que a questão da tutela do ensino nas autarquias transcende o ensino se afecta, justamente, o ensino?
Já vi que toquei numa corda sensível. Acontece que também a é para mim.
Não falei no CDS para me justificar. Apenas para deixar claro que não estava a defender o partido pelo partido.
Quando tentei ir a arlindovsky.com fui parar a um site onde me pediram 1.595USD para registar o domínio.
De qualquer forma, foi o ministro da Educação que divulgou o custo por aluno e depois alguma comunicação social fez a comparação com os colégios privados. Não quero desdizê-la mas devo salientar que acho estranhíssimo que tendo arlindovzky.com tudo muito bem documentado, isso não seja utilizado nem pelo governo nem pela comunicação social a ele afecta ou com ele comprometida.
Não reconheço validade à comparação que faz com o SNS.
Fui aluno de colégios particulares e de escolas e liceu público. Foi com essa experiência variada que desesperei com a escolaridade pública dos meus filhos, pois não tive dinheiro para os pôr em colégios privados. Rarissimamente na minha experiência escolar tive furos – intervalos sem aulas – a não se for falta fortuita de algum professor e nunca em colégios privados onde sempre tive professores de substituição quando isso acontecia. Quando os meus filhos mais velhos tiveram de ir para Lisboa para continuar os estudos, a minha mulher acompanhou-os e eu fiquei um ano escolar sozinho – excepto aos fins-de-semana – com a mais nova. Cheguei a ir 4 vezes num dia a escola (8 kms) porque ela tinha furos e a escola não tinha sequer salas de estudo vigiadas. Isso acontecia porque os horários eram feitos para comodidade dos professores que queriam concentrar as aulas para ficar com dias livres (a maioria não era da região, seria mesmo de Lisboa).
Poderia contar-lhe dezenas de histórias de conhecimento pessoal, uma ou duas de quase horror com intervenção de GNR armada num ambiente de miúdos de 13/14 anos e, no fundo do problema, estavam interesses de professores e rivalidades entre os mesmos.
Não tenho especial animosidade contra professores, nem generalizo, mas o facto é que o sistema – a influência política da Fenprof aliada ao centralismo burocrático do MEN – faz os professores sujeitos da escola e não os alunos.
“Quando tentei ir a arlindovsky.com fui parar a um site onde me pediram 1.595USD para registar o domínio. ” – deve ter o computador com algum vírus porque esse site tem milhões de visitantes e sim, o governo e outros organismos vão lá buscar dados (e muitos nem escondem) – mas o ME não admite, claro, porque seria uma admissão da sua notória incompetência.
O facto de dizer que não reconhece validade à comparação com o SNS não retira validade à essa comparação. Fazer afirmações cada um faz as que quer… porque a comparação é válida e até a levo mais longe. Um médico, a partir de certa idade (55 anos?) já não faz turnos de urgência. O que está bem, porque uma pessoa a partir de certa idade não tem a mesma resistência física. Fará outras coisas. Os professores, também a partir de uma certa idade têm menos horas de aulas. Fazem outras coisas. Se o senhor acha que os professores nas escolas, que têm 24 horas lectivas dão poucas aulas, o que achará das universidades onde dão 6 horas? Ninguém antes de uma certa idade tem um número de horas de aulas que torne possível ter um dia livre de aulas (a não ser que seja um professor substituto com horário incompleto – esses podem ter só duas turmas, por exemplo e têm dias sem aulas, onde geralmente dão aulas simultaneamente noutra escola, para completar o horário e não ganhar só 300 euros por mês). Andam a correr duma cidade para outra numa loucura, mas quando se vai ver o horário deles numa só das escolas, parece que fazem pouco… Mas um dia livre de aulas, o que é possível a partir de uma certa idade, não é um dia sem trabalho – nós fazemos a maior parte do trabalho fora das aulas, senão como chegávamos preparados às aulas? Isso é o mesmo que pensar que o nadador que entra em competição só trabalha naqueles 5 minutos de competição. E uma escola tem muitas actividades que não são aulas e têm que ser organizadas e preparadas: exposições, palestras, visitas de estudo, sala de apoios, tutoria, orgão de procedimentos disciplinares, conselho geral, conselho pedagógico, projecto de leitura, projectos ambientais, clube de fotografia, de multimédia, de debates, desporto escolar, olimpíadas de matemática, celebração do dia da escola, do ambiente, dos direitos humanos, etc., etc. etc. Tudo isso requer tempo em horas para ser organizado e realizado e não se faz no período das aulas. Nem falo do trabalho de fazer formações, preparar aulas, pesquisar materiais, fazer e corrigir testes…Por exemplo, uma escola tem 50 diretores de turma e só tem 4 computadores para trabalhar na direcção de turma. Como hoje em dia parte desse trabalho (o burocrático – responder a emails, justificar faltas, etc.) pode ser feito online, nós fazemo-lo em casa em vez de estar na fila , a perder tempo, à espera de poder usar, na escola, um dos 4 computadores. Eu estou a fazer 2 formações, neste momento: uma é aos sábados, a outra é à noite. Um professor faz a maioria do trabalho fora das aulas e é muito raro não trabalhar aos fins de semana. Eu vejo pelo modo como fala que não conhece a realidade das escolas e do trabalho dos professores.
O senhor pega no caso duma má experiência da sua filha e generaliza a mais de 600 mil alunos e 120 mil professores… a maioria das pessoas é o que faz: ou porque tiveram um mau professor que ficaram a odiar ou porque têm um filho que diz mal de um professor qualquer, generalizam e acham que todos os professores são isto ou aquilo.
Eu escrevi:
Poderia contar-lhe dezenas de histórias de conhecimento pessoal, uma ou duas de quase horror com intervenção de GNR armada num ambiente de miúdos de 13/14 anos e, no fundo do problema, estavam interesses de professores e rivalidades entre os mesmos.
A sra. professora respondeu.
O senhor pega no caso duma má experiência da sua filha e generaliza a mais de 600 mil alunos e 120 mil professores.
Lamento mas não foi bonito. Sobretudo por eu também ter escrito:
Não tenho especial animosidade contra professores, nem generalizo, mas o facto é que o sistema – a influência política da Fenprof aliada ao centralismo burocrático do MEN – faz os professores sujeitos da escola e não os alunos.
Não quero polemizar mas apenas esclarecer. Nada me move contra os professores e acredito que a maioria, sobretudo os mais velhos, se sentem e de facto são vítimas ou, pelo menos, injustiçados. Mal ou bem, certo ou errado, eu culpei o sistema e identifiquei dois males, o centralismo (napoleónico) do MEN e a influência político-sindical da Fenprof e não vi que fosse corrigido quer na existência desses males que nas suas consequências.
Dada a sua insistência, também insisti no arlindovsky e, sem dificuldade, encontrei o blog DeAr Lindo alojado em arlindovsky.net. Não era vírus mas confusão da sra, professora entre com e net.
Da exploração rápida que fiz, creio ser um blog bem feito de professores, com carácter corporativo e não generalista. Não pude deixar de notar que DeAr Lindo, caíu o De inical e juntou-se a terminação “(o)vsky” para o nome de domínio arlindovsky. Não me tranquilizou.
Depois identifiquei sem custo uma orientação claramente de esquerda, criticando o PS que (cito de memória) depois de reverter algumas medidas de direita (a que acima chama neoliberal) não teve coragem de fazer as reformas necessárias (que incluíriam a “democratização” da gestão das escolas)”. Também vi Nuno Crato e Maria de Lourdes Rodrigues explicitamente criticados.
Não procurei mais nada nem vou procurar os números que contradizem o ministro.
“Como é que a questão da tutela do ensino nas autarquias transcende o ensino se afecta, justamente, o ensino?“
Pode um presidente de câmara ou mesmo um presidente de junta de freguesia decidir (sem alteração dos meios disponíveis) se pretende mais disciplina no trânsito e estacionamento no centro, se mais patrulhamento em bairro onde tenham ocorrido vandalizações, se mais patrulhamento nas periferias escolares?
Não pode. Se tiver boas relações com o chefe do posto terrirorial da GNR poderá pedir.
Algum representante municipal assiste às decisões sobre a actividade policial planeada, para o concelho? Pura e simplesmente não.
O exemplo acima, serve para explicar que esta questão, tal como a questão da tutela da autarquia nas escolas, transcende a polícia e transcende as escolas. Tem a ver com o modelo político de descentralização que queremos ou não queremos. E, acrescento eu, é evidentemente oposta ao modelo de regionalização que nos espera.
Não me cabe a mim defender o blog do colega nem ele precisa da minha defesa para nada porque é um sito com uma reputação firmada há anos. Não me interessa que ele seja de esquerda ou direita, não divido o mundo nesses polos nem julgo uns como bons e outros maus.
Os males do ensino não têm que ver com o centralismo do ME, mas com a excessiva politização da educação e com o autoritarismo cada vez mais em voga que é estendido à gestão das escolas. Não é coisa que eu possa explicar aqui em meia dúzia de linhas à maneira demagógica dos debates da TV.
Quanto à FENPROF (que não estou a defender – critico, publicamente, desde há muitos anos, esse sindicato) não é o sindicato que faz as políticas da educação.
Só um bocadinho pior?
Basta ver a gestão do führer da Madeira ou a do troca tintas dos Açores para ver a seriedade do PSD.
Portanto se quer tirar o PS do governo não caia na asneira de dar força ao PSD. Digo eu.
Neste momento todo o voto me parece uma asneira. Nenhum partido me parece minimamente preparado para os desafios.
Gostava de ter alternativas de escolha positivas mas os nosso políticos são em regra medíocres e os partidos perderam pujança e tornaram-se centrais de empregos…
Democracia, nada contra, mas o pior são os partidos.
(frase citada de memória sem garantia de exactidão apenas de sentido, atribuída a Salazar)
Essa frase diz nada… quem faz os partidos são os políticos que o constituem. Os partidos não têm vida própria, independente e separada dos seres humanos, de maneira que a qualidade da democracia depende da qualidade das pessoas que os formam. Um partido pode ter bons ideais e de repente ser tomado por uma facção interna de abutres que pervertem os seus ideais com práticas rapaces.
O Salazar não queria democracia e nunca o escondeu, sequer.