
Uma das frases mais marcantes do cinema aparece no filme The Godfather (O Padrinho), de Francis Ford Coppola, dita por Marlon Brando, que interpreta o papel de um Capo da Mafia, Don Vito Corleone. A frase é “I’ll make him an offer he can’t refuse” (vou fazer-lhe uma proposta que ele não pode recusar). A explicação para a impossibilidade de recusar a proposta é-nos dada pelo facto de que os contratos eram celebrados com uma pistola apontada à cabeça, pelo que a recusa implicaria ter o cérebro perfurado por uma bala.
Foi deste filme que me lembrei quando vi as extraordinárias declarações do Ministro do Interior alemão a defender a saída da Grécia do euro. Ele explica que que não diz “excluir a Grécia” mas sim “criar incentivos para uma saída que não possam ser recusados“. O problema neste momento entre a Grécia e a União Europeia é precisamente que a Grécia só tem vindo a receber propostas que não pode recusar, sendo que, quando aceita uma, passa-se logo para a seguinte, deixando o país completamente exangue. Isto será forma de relacionamento entre estados soberanos?
Depois da cada vez mais próxima bancarrota da Grécia, será seguramente Portugal o próximo país a ser alvo deste tipo de propostas irrecusáveis, quando em 2013 não conseguir regressar aos mercados, como se torna por demais evidente. O que me pergunto é por que razão o país tem que continuar a seguir este caminho que o exemplo grego já nos demonstrou aonde conduz.

Mais uma mentira…ainda por cima esfarrapada.
Então caso não possa viver do dinheiro dos outros a Grécia morre?
A Grécia pode recusar.
Terá é que viver com o que produz, que nem é mau em termos mundiais mas certamente não é suficiente para vida de ricos que levam desde há uma década.
É espantoso ver tanta gente a dizer que o subprime foi uma coisa muito boa em 2012…