O SIRP desmente que o SIS tenha coagido ou ameaçado Frederico Pinheiro: só lhe fez uma proposta irrecusável.
Uma proposta irrecusável
Dâmaso Salcede,
O SIRP desmente que o SIS tenha coagido ou ameaçado Frederico Pinheiro: só lhe fez uma proposta irrecusável.
Um país — a empobrecer — refém da política, das peripécias do mau funcionamento do Estado e de um governo que sistematicamente faz má opções, má escolhas, baseadas em falácias e interpretação capciosas da realidade. Muitas dessas opções não têm retorno.
Um país destruído por uma república miserabilista, recheada de capatazes, de funcionários e de mentiras. Sem visão e sem grandeza.
Pergunto com frequência se o país terá viabilidade: um eleitorado que não se sabe governar nem se quer deixar governar, com uma “elite” que não sabe/quer governar mas sabe muito bem governar-se. Temos sido eternamente subsidiados: antes pela pimenta da Índia, o ouro do Brasil, os diamantes e o marfim de África; agora pelo turismo e pelos subsídios que a Europa eternamente nos despeja para não lhes estragarmos o arranjinho.
O SIS também colocou uma cabeça de cavalo na cama do Frederico?
Isso teria sido se ele não entregasse o portátil: iam-lhe à gaiola dos periquitos e…
O ameaçado relatou um modo de proceder muito suave,amistoso—Ora entrega lá o portátil,olha que já me disseram que levas,podes vir comigo ao meu emprego,comigo estás protegido dos maus.
Quem se mete com o ps leva…
Há-de convir que não seria boa imprensa o adjunto aparecer logo todo esmurrado nas capas dos jornais.
É só fumaça, o povo é sereno . Dizia outro Pinheiro, o de Acevedo.
Talvez este Pinheiro também tenha dito, ao sair naquela noite do Ministério: “Não gosto de ser sequestrado, é uma coisa que me chateia, pá!”