O BE e o PCP opõem-se ao acordo, e anunciam que era muito melhor uma renegociação da dívida, sem nada destas “má soluções”. A minha proposta é a seguinte: e porque não deixá-los tentar? Força, amigos. Nós suspendemos isto tudo, até porque é uma chatice equilibrar contas ao mesmo tempo que se está em eleições, e damo-vos duas semanas para renegociar. Ao mesmo tempo, até podem subir salários, pensões e subsídios, como tanto exigem. E logo vemos no que dá. Embora tentar?
Uma proposta
cadernoelastico,

Se calhar… não sou brasileiro, mas… não sei, talvez isto agora é que seja… ou não… eles costumam ser mais do mesmo de um lado ao outro… ou se calhar não são… talvez a senhora saiba.
Seria lindo Renegociação e 0% de défice já amanhã.
Onde a Esquerda iria buscar dinheiro ou cortar?
Um despedimento coletivo a la Raul Castro?
Já escrevi aqui também sobre a irresponsabilidade destes dois partidos que se colocam sistematicamente à margem de todas as soluções para todas as crise. Desde logo uma gravíssima crise de tesouraria: segundo o ainda ministro das Finanças, os salários de Junho da adminstração pública estariam em perigo sem este auxílio de emergência a Portugal.
No fundo, o PCP e o BE colocam-se na posição rigorosamente simétrica ao dos Verdadeiros Finlandeses em Helsínquia. Solução? «Não pagamos». A esquerda ‘radical’ de cá não quer pagar aos nossos credores externos, a direita ‘radical’ de lá não quer enviar-nos nem mais um tostão.
Orgulhosamente sós, uns e outros. Mas com uma diferença assinalável: os de cá estão na penúria. E parecem querer fazer tudo para continuar assim.
mas era mesmo divertido. podia ser que perdessem a mania (olha o meu wishful thinking). pelo menos perdiam a superioridade moral.