Uma pequena diferença


Pedro Correia,

Notícias do PSD: o candidato que se propôs viabilizar um Governo minoritário do PS liderado por António Costa acaba de derrotar o candidato que também admitiu viabilizar um Governo minoritário do PS mas sem António Costa.

O primeiro recebeu 22.700 votos (54,3%), o segundo reuniu 19.100 votos (45,7%). Costa, compreensivelmente, já felicitou o vencedor.

22 comentários em “Uma pequena diferença”

  1. Santana grande combatente, vai continuar a andar por aí.
    Felicitar o vencedor em publico é da praxe, aconchegar o vencido fica para os bastidores.
    Costa não é como o algodão.

    1. A geração dos 40 ficou no sofá. Alguns deles, por excesso de calculismo, perderam de vez o comboio.
      Quando quiserem, já entretanto a actual geração dos 30 se chegou à frente.

      1. Pedro, no caso de Pedro Duarte não foi por excesso de calculismo. Faltaram-lhe os “apoios”. No caso do Rangel foram as suas Dietas Calvinistas.

  2. As bases do PSD estavam com Rio e isso provou-se.
    O Pedro Correia não pode reduzir as diferenças entre os dois candidatos no post que fez ou está a chamar ignorantes a todos os militantes do PSD que votaram.
    Rui Rio venceu porque é melhor, conhece Portugal e não é um catavento, desejo-lhe a melhor sorte a bem da Nação.

    WW

    1. Rio andava a preparar a candidatura há dois anos. Tomou imenso balanço. Findo este tempo, com Passos a facilitar-lhe a vida ao sair de cena, ganha o partido com 54%.
      Parece-me curto, à partida, para ganhar o País.
      Mas ainda bem que há gente cheia de fé, como é o seu caso.

      1. Em primeiro lugar Rui Rio tera de limpar o PSD dos carreiristas , depois unir o partido na causa maior que é Portugal e em seguida convocar para o partido os quadros independentes que têm verdadeiro Amor pela Nação , ganhar as eleições e finalmente fazer as reformas que se impõem acabando de vez com os comunas de direita e de esquerda que vivem pendurados no Estado .

        WW

      2. Nem mais
        O PSD tem que sofrer um parto difícil.
        A parte de direita que há lá ( e também cá fora) tem que se desligar deste pudim Flan e assumir-se de uma vez para sempre.
        Foi isso que perdeu Passos Coelho, ficou a meio caminho.
        Podia ter sido o líder de um novo Portugal, assim regressou à sua casinha de Massamá.

      3. Parece-me curto, à partida, para ganhar o País.

        Em Portugal as eleições não se ganham, perdem-se.

        Rui Rio não tem quaisquer hipóteses de ganhar o País enquanto o PS não o perder. E o PS perdê-lo-á se e quando a economia deixar de “bombar”.

        E o que vale para Rui Rio, valeria igualmente para Santana Lopes.

        1. Nem só de Economia vive um país.
          Até agora o PS não tinha oposição. …a retórica era a do diabo…..e é pecado mortal invocar o nome de Belzebu em vão. Passos arde. Rezemos.

          O país nunca esquecerá Pedrógão e o resto que há de vir a seguir….e há -de vir ,de Costa e sus muchachos, sempre alguma coisa. …PGR? Financiamento partidário? Algum aumento salarial prometido, avariado? O PCP indignado? O BE queimado?

          E quanto à economia é só esperar que o BCE deixe de bombar….a dívida é gigantesca e impagável….e aí acaba-se o silêncio comprado a salário.

          Nem só do Estado vive o eleitor!

        2. Meu caro, Luís!
          Agora os marxistas e trotskistas ao criticarem a plutocracia/mercados e a castidade de Bruxelas criticam automaticamente o governo através do seu ministro das Finanças e simultaneamente presidente do ECOFIN. Foi bom para Centeno, mas péssimo para o governo

  3. Agora será o tempo de avaliar as resultantes de esta curiosa vitória do Norte, do regionalismo, e da correspondente derrota do centralismo lisboeta.
    Será o tempo de avaliar a, presumivelmente diferente, conduta dentro de muros do maior partido político português e sobretudo fora, a conduta de este “novo” PSD na Assembleia da República. Numa hierarquia o Comando é tudo.

    1. Rio na liderança do PSD é uma “vitória do Norte”? Curioso. Nunca ouvi algo semelhante relativamente a Sá Carneiro.
      Um líder nacional é um líder nacional. Um líder regional não passa disso.

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