Ultimamente tenho tido trabalho em excesso e pouco tempo para escrever. Confesso: costumo escrever em pausas do trabalho, quando preciso de me desligar das minhas tarefas por uns minutos mas manter o cérebro a funcionar. Chegando a noite tento desligar-me completamente do trabalho. Leio, vejo um filme ou outro, faço desporto, leio umas notícias, ouço música, brinco no computador, passo tempo com amigos… Tenho também os meus momentos em que prefiro desligar o cérebro. Escolho livros muito simples, vejo (ou leio sobre) desporto, escolho filmes ou séries intelectualmente pouco estimulantes. E, peça essencial, evito ler jornais – especialmente a opinião – e blogues portugueses sobre política.
A razão é simples: Portugal vive neste momento um debate excessivamente carregado e ideologicamente marcado, mas pouco inteligente. Os debates são marcados por exercícios retóricos mas pouca reflexão. Há lugar para os mortais à rectaguarda e piruetas argumentativas. O spin de tudo o que se diz está na ordem do dia. Nesse aspecto Sócrates seria refrescante se não fosse o facto de eu ter pouca paciência para ele.
Os debates vivem um momento em que tudo o que for arma de arremesso é imediatamente utilizado. No passado a pessoa defendeu outra coisa, não importa se noutras circunstâncias ou se mudou de ideia?, usemos de imediato estas contradições ou flip-flop. A pessoa poderá ter um interesse pessoal, mesmo que apenas de passagem, na posição que defende? Sai um ataque ad hominem para a mesa dois. A pessoa defende uma posição de centro-(escrever aqui direita ou esquerda)? Ai Jesus que é um extremista.
Basicamente, a retórica portuguesa vive da lógica do espantalho: usa-se uma posição da pessoa a atacar para extremar o ponto de vista e agitar os medos de quem leia. Pessoalmente vejo isto como mais marcante na direita – liderada por um governo que aponta qualquer opção por abrandar a austeridade como convite ao despesismo – mas não faltam arautos na esquerda. Num lado ou noutro falta quem pense a política num contexto moderno e dê opções ideológicas aos (e)leitores.
Isto não é fenómeno português. Nos EUA terá começado com iniciativas concertadas por parte da direita conservadora, que apontou baterias à esquerda americana (que eu vejo como ideologicamente semelhante ao centro-direita europeu) numa acção concertada para extremar debates e atiçar paixões. A esquerda americana tentou seguir-lhe o caminho mas, coo sempre, de forma desastrada, extremando o discurso mas sem lhe emprestar valores ideológicos que o sustentem. Este caminho terá ajudado fortemente ao crescimento do fenómeno do Tea Party, o qual acabou a prejudicar mais a direita do que a ajudar. Na Europa a Economist comparou recentemente o PVV holandês, a FN francesa e o UKIP britânico ao Tea Party, mostrando como um discurso simples, populista (embora extremista) e com bases ideológicas simples (mesmo que pouco convictas) pode ir destruindo a base de apoio dos partidos tradicionais.
Em Portugal, à falta de partidos semelhantes (o mais próximo seria o BE, mas que tem tentado ser sério, mesmo que pouco interessado no governo), o PSD e o PS têm acabado por assumir esses papéis. No PSD a facção coelhista (à falta de melhor termo) tomou o partido contra os poderes tradicionais. Baseou-se num apoio online que foi produzindo campanhas difamatórias constantes contra opositores internos e externos. Os seus apoiantes (ou funcionários, nos casos em que são pagos – a dinheiro ou em favores) foram abrindo fogo contra tudo o que se foi mexendo, argumentando que as posições atacadas são de extremistas ou de partes interessadas, ao mesmo tempo que defendiam posições elas próprias extremas.
O PS, por seu lado, reservou para si o papel do copiador desastrado, de quem não percebe toda a organização por trás dos ataques e copia-lhes apenas a forma, sem perceber os objectivos. Escolheu uma cabeça oca para líder, colocou uns quantos personagens a escrever em blogues e assim avança, sem qualquer estratégia. Com um CDS/PP cuja única estratégia é a da lapa sem ideologia agarrada ao poder, e uma esquerda que por um lado quer ser poder mas não mobiliza e por outro só quer o poder por via revolucionária, o resultado é um país de eleitores sem escolha e sem força. Apolitizado e anti-política que vai votando pouco e por inércia naqueles que soam mais barulhentos e sólidos.
Quando leio posts como o do Rui, tenho que discordar. Penso que ele não entendeu realmente as críticas a Hollande. A subida da FN deve-se de facto ao PSF ter deixado de ser de esquerda. Mais, deve-se ao total esvaziamento ideológico do PSF. Quando um partido de centro-esquerda abandona as suas bandeiras, o vácuo que se gera será ocupado por outros. No passado era-o por outros partidos socialistas ou comunistas. Hoje, com o trabalho de fundo que tem feito, a insistência numa mensagem simples e sólida mesmo que falsa, o FN é o partido que preenche o espaço deixado vazio.
Compreendo no entanto a argumentação do Rui. A confusão que este novo mundo do combate político sem ideologia tem provocado ao PS (e ao centro-esquerda pela Europa em geral) faz-nos pensar que é por causa do extremismo do discurso que a esquerda tem perdido o rumo. Não o é. O extremismo é apenas forma, não é conteúdo e, os eleitores quando informados devidamente, optam sempre pelo conteúdo. Num mundo que tem sido sistematicamente esvaziado de ideologia por uma direita tecnocrática (foi pelo lado da direita, mas pdoeria perfeitamente ter sido pelo lado da esquerda), a falta de conteúdo da esquerda perde perante o baixo conteúdo da direita.
Tal esvaziamento tira entusiasmo ao discurso e combate políticos. Deixa de ser um frente a frente entre opositores ideológicos mas simplesmente um combate de histrionismos onde o mínimo de bases sólidas vence. A população em geral, exausta pelas dificuldades financeiras – vindas de trás ou causadas por este governo – e pelo barulho de fundo desliga. Vai depois à urna – se não chover ou não estiver sol – e vota na mensagem que soar mais lógica. Depois volta ao sofá e liga a sua telenovela ou jogo de futebol, espera pelo beijo de Mauro a Márcia ou pelo golo de Ronaldo aos boches e reza para que o dinheiro chegue ao fim do mês.
E agora, após esta longa reflexão (que vale o que vale) tento fechar o círculo. Este cansaço extravaza fronteiras e atinge até aqueles que, não expostos ao ruído de fundo nem à (mesma) austeridade, tentam seguir o que se passa no país. É o meu caso. O cansaço começa a sobrecarregar-me e a impedir-me de seguir os desenvolvimentos. Com umas eleições aproximar-se, o barulho só terá tendência a aumentar. Por isso aviso que escreverei, sempre que o puder evitar, sobre outros assuntos que não política nacional. É uma demissão consciente das responsabilidades que sobre mim pesam enquanto cidadão (ou bloguer, se quisermos assim argumentar). Escreverei talvez sobre vida, viagens, desporto, televisão, cinema ou outros. Sobre política não. Os ataques que sofro nas caixas de comentários são também a mais. Não tenho a válvula de escape da discussão entre amigos com uma cerveja à frente. Não mata, mas mói.
Fica então a minha declaração de intenções: tentarei sempre que possível não escrever sobre política nacional. Se ceder à tentação, peço que me desculpem. Se a argumentação falhar será sempre porque a frustração se me terá sobreposto à lógica e à reflexão cuidada. Pelo meio tentarei compensar isso com mais posts sobre futebol. Afinal de contas aproxima-se um mundial e o ópio, se não resolve os problemas do povo, pelo menos ajuda a esquecê-los por um pouco.

Ou estou a ler mal, ou teve pelo menos dois lapsos freudianos em que tentou dizer que não escrevia sobre política e não conseguiu.
Talvez tenha sido problema meu, que quis dizer que não irei (no futuro, após este post) escrever sobre política nacional (pelo menos tanto como no passado). Obviamente que este post o foi, caso contrário não teria colocado esse tag.
Peço desculpa, tem razão: agora que reli o post vi que tinha escrito precisamente o oposto do que queria. Lapsos verdadeiramente freudianos, dou-lhe toda a razão 🙂
João, não desista perante as criticas. Vá em frente, escreva e fale sobre tudo o que a alma ditar.
Caro Vento, obrigado pelas palavras. Gosto imenso de ter os seus comentários nos meus posts. Valem sempre a pena.
Não desisto perante críticas, com elas vivo bem. Não escrevo essencialmente porque para isso teria de mergulhar no barulho de fundo do “debate” político português (sic) e tenho cada vez menos paciência e energia para tal.
o mais certo é eu quebrar também esta promessa (faço-o muitas vezes no que diz respeito a prometer escrever sobre certos assuntos) e não resistir a falar sobre algum assunto do dia. Mas provavelmente fá-lo-ei muito menos, porque a minha saúde mental, com a intensidade de trabalho que tenho actualmente (e no futuro próximo), não mo permite.
Abraço e continue a comentar, nos meus ou noutros posts. Gosto sempre de o ler.
Também o sigo, assim como muitos outros, e leio-o com prazer.
Isso, se é por uma questão de “sanidade mental” e pelos fazeres, fassa uma pausa; mas regresse.
Olhe, lembrei-me do seu colega, que é também engenheiro químico, o Papa Francisco, e da sua extraordinária encíclica “Lumen Fidei”, Luz da Fé. Se ler com calma ajuda a compreender muitas coisas e não sobrecarrega o espírito. Nada como um engenheiro químico para entender estas “químicas”.
Aqui vai: sco/encyclicals/documents/papa-francesco _20130629_enciclica-lumen-fidei_po.html
http://www.vatican.va/holy_father/france
Abraço
Como já disse, sou pouco dado a cumprir promessas. Seria um excelente político, creio. Quando o vento amainar e eu tiver menos pressão no trabalho, pode ser que sinta necessidade destas discussões. Neste momento são um fardo.
E claro, obrigado pela referência. Dar-lhe-ei certamente uma vista de olhos, mas confesso que não sendo crente tenho dificuldade em ler essas obras. É problema meu, sei-o, porque são escritas habitualmente por verdadeiros intelectuais, pessoas excepcionalmente inteligentes e que argumentam de forma brilhante.
João,
o que lhe sugeri não tem nada que ver com crença e/ou religião. O documento (carta) é uma obra filosófica, teológica, sociológica e antropológica que atravessa vários períodos da história e que dá conta das interrogações que o homem se coloca ao longo do tempo.
Esta Carta não faria sentido nenhum se fosse dirigida só a crentes, ela é-o para o Homem, para todos os homens e mulheres de boa vontade, que é também o caso do João.
Sem dúvida que tem também aspectos que explicam a razão da Fé, ou melhor, que indicam ao crente o sentido de sua Fé; uma Fé muitas vezes por estes (eu incluido) adulterada e que nos ajuda a sair do “eu” para melhor compreender o “eu”, todos os “eu”.
Compreendi-o perfeitamente, apenas quis sublinhar que presto pouca atenção por não ser crente e por isso perco algumas oportunidades de ler excelentes reflexões. Mais: mesmo quando o tema de uma obra (seja de que tipo for) de um papa é a religião (ou a fé), raramente é tempo mal empregue aquele que se gasta a lê-la. Posso não ser crente, mas como escrevo, são sempre obras de cariz filosófico de enorme qualidade.
Só para corrigir os meus erros: onde se lê “fazeres” leia-se afazeres; e onde se lê “fassa” leia-se faça.
De quando em vez isto acontece.
Lá pela Gália aquilo agora vai, com a Ségolène a nº 3.
Caro João André,
Compreendo e concordo em grande parte com o que escreveu. Mas como diz, o fenómeno não é de agora. Começou (pelo menos de forma algo mitificada) no famoso debate Nixon-Kennedy, em que (e isto é em grande parte mito, mas colou) a forma ganhou à substância.
Vc. o que vê agora são líderes partidários fotogénicos, mas vazios de ideias, mais interessados na trica partidária (porque a dominam e têm larga experiência) do que em factos e em conteúdos (que nem dominam nem têm experiência para dominar).
A questão não é de quem está certo ou errado: a política (e mesmo a política altamente economizada, como a actual) tem muita incerteza, muita zona cinzenta e as afirmações de causalidade serão tantas (ou mais) falácias do tipo post hoc ergo propter hoc do que verdadeiros resultados das opções tomadas. Assim, e à falta do domínio total de algo tão volátil e imprevisível como massas de seres humanos, o importante é discutir as ideias e o PORQUÊ das ideias. E discuta-se com bases nos factos (se existirem), mas mais que tudo com base na ética e na filosofia política.
Há pouco tempo tive a experiência de ler os manifestos fundadores dos partidos que sou ideologicamente mais próximo (CDS e PSD) e tinha, ainda há pouco, me esforçado por ler as moções apresentadas aos respectivos recentes congressos. A diferença é abissal. Nos primeiros – concorde-se ou não – vê-se coerência, rumo, fundamentação lógica impecável e clareza no que se diz. Nos últimos, muita vacuidade (“palha para encher”) com palavres retiradas de qualquer curso de vão-de-escada em Marketing, Relações Internacionais ou Economia e nada, zero, de conteúdo, de rumo. De fundamentação iria até mais longe e dizer que se conseguiu o impossível – “desfundamentar” o que se escreve tal é o disparate da tentativa.
Portanto, e mais uma vez, compreendo-o e aceito. Tenho pena que escreva menos e um dos motivos porque frequento (mais) o Delito em detrimento de outros blogues é porque aqui ainda se consegue manter um ambiente de discussão elevada e civilizada, com opiniões discordantes, mas com o objectivo de discutir não porque que se quer ter razão, mas porque no fundo todos procuramos o mesmo: a verdade.
Sim, Nixon vs Kennedy foi talvez o primeiro momento em que nasceu o debate forma vs substância. É provavelmente injusto, já que Kennedy não era um desastrado mental. Tinha excelente formação e era bastante inteligente. Só que nesse debate brilhou tirando partido essencialmente da imagem.
Comparar os nossos líderes políticos actuais com os dos anos 70/80 é injusto. Os actuais perderiam em termos intelectuais, ideológicos e argumentativos mesmo se Sá Carneiro, Cunhal, Soares ou Freitas do Amaral (os dos anos 80) telegrafassem os seus argumentos enquanto faziam a barba. Poderíamos dar mais exemplos (Zenha, Pintassilgo, Mota Pinto, etc) mas fiquemos por aqui.
Ainda ontem li um artigo que referia que nos EUA há cerca de 4,5 especialistas de relações públicas para cada jornalista. Isto em si explica de imediato muita coisa.
João, não tomes a floresta pela árvore. Só uma minoria comenta. Não tenho dúvidas de que tal como eu, há muitos que querem continuar a ler aqui, com regularidade, os teus posts sobre política.
Teresa, os comentadores são apenas uma parte. É toda uma atmosfera que, neste momento, me cansa em excesso. Não é só por si, também é devido à minha presente actividade profissional, que me sobrecarrega e me permite relativamente poucas válvulas de escape. Quando tiver mais calma provavelmente regresso.
Os comentadores são um exemplo que sobressai mais por vir no fim do post. O debate em si vem já algo inquinado. As reacções ao famoso manifesto dos 70 foram para mim sintomáticos de uma forma de estar na política e de fazer opinião que me desagradou profundamente. Sei que deveria usar a minha voz para fazer frente à situação, mas neste momento não me sinto capaz.
A meu ver, o que importa é que escreva, seja sobre política ou não. E, se me permite o conselho, não dê tanta importância às críticas que, às vezes, até nem são muito justas.
Como tento explicar noutros comentários (creio que não ficou claro no post), não são as críticas. É toda a atmosfera de debate que me esgota. Com os comentários posso bem. Ou ignoro ou respondo. Vão moendo, mas não mais.
Caro João André
De engenheiro químico para engenheiro químico : escreva sobre o que quer evitar escrever pois escreve bem mesmo quando não concordo consigo .
Estou certo que o nosso colega que está em Roma (como bem diz “Vento” ) lhe diría o mesmo …
As caixas de comentários têm uma característica que sempre me atraíu : embirram uma com a outra pessoas que se adorariam se estivessem cara-a-cara e aplaudem-se uma à outra pessoas que desatariam à chapada se estivessem cara-a-cara .
Portanto têm o valor que têm se as virmos sob este prisma .
Portanto há que continuar a escrever no DO pois , como diz “Carlos Duarte” , é dos pouquíssimos sítios onde a procura de consensos e da verdade é o objectivo Sem prejuízo de umas excitações passageiras como em tudo na vida , acrescento eu .
Um abraço
Concordo com o rmg.
Não se acanhe João, permita-se ao luxo da Liberdade, já que outros não podem.
Continue LIVREMENTE a expressar as suas opiniões sempre fundamentadas e com coerência pois é da sã discussão de ideias que se atingem patamares para a evolução.
Felizmente, caros William e rmg, que sempre dei e darei as minhas opiniões livremente. Os poucos casos em que poderei não expressar certas opiniões aqui terá a ver com o expressar de opiniões sobre pessoas que conheço (melhor ou pior) e a quem apresentarei o meu ponto de vista directamente antes de quaisquer posts.
Como tenho escrito noutros comentários, os meus posts continuarão (talvez menos frequentes por causa do tempo) mas menos na direcção de política nacional.
Tem razão caro rmg, pessoas que aqui andam à chapada iriam provavelmente adorar-se se se conhecessem pessoalmente. Infelizmente não se conhecem, por isso a chapada electrónica mói mais que uma chapada argumentativa frente a frente numa mesa.
Mas, como escrevi, não são os ataques (que, confesso, são até poucos). É mesmo o cansaço em si.
Tem uma curiosa falta de memória , uma vez que o regime que temos é populista e extremista – 3 bancarrotas em 40 anos atestam o seu extremismo e populismo.
Também já se esqueceu:
Quem não era de Esquerda era Fascista.Ainda é válido em muitos circulos por cá.
Hoje mudou para quem não concorda com mais de 50% do estado na economia é Neoliberal.
É o que você diz e depois são os outros que fazem spin, deturpam.
Os outros são acusados de serem ideológicos, tecnocratas, populistas, neoliberais conforme as conveniências, é a palavra que convenha mais.
Para as manipulações esquerdistas nos EUA, basta aCNN, NYT, (MS)NBC, ABC & Co…”Name that party” sabe o que é? imagino que não.
E como esperado tivemos a ligação entre a FN e Tea Party como se fossem aparentados em alguma coisa. A FN ferozmente estatista e o Tea Party o contrário. O partido Conservador Britânico ou o Labour estão mais próximo do da FN.
P.S:O ultimo parágrafo necessita de correcção de sentido.
Obrigado pelo PS, fez-me compreender que tinha acabado por escrever o oposto daquilo que pretendia.
Quanto à comparação FN/Tea Party, foi da Economist. Dentro da lógica apresentada (movimentos), fez perfeito sentido.
Manipulações esquerdistas: não discuto, não tenho paciência para si, para quem tudo o que não seja liberalismo extremo é esquerdista. Pode acrescentar todas as outras televisões, rádios, jornais, sites, etc, mundiais que isso pouco me interessa.
usando uma simples premissa(data da colocação dos post) verificamos que são maioritariamente colocados nas horas/dias de serviço em escritorios,para desnuviar mantendo a lucidez.
Tambem para quem já é idoso suficiente(eu) para ter vivido as grandes lutas revolucionarias e esquerda/direita não deixo de achar alem de inutil uma ineficaz forma de encarar a vida politica quase só praticada por uma faixa de cidadãos -educados, urbanos,disponiveis para puerilidade intelectual – que pululam as nossas vilas e cidades com uma vida geralmente confortavel e protegida.
quem luta no dia a dia em assuntos/tarefas menos cerebrais/intelectuais não sente queda para efabulações a volta do umbigo.(esperoque não pareça a reflexãomenos apreço).
o que merceria eficientemente a nossa atenção de eleitores era separar a eleição e benessses politicas da gestão profissional dos assuntos de governo. Isso serialivrar-nos de garndes disparates que bons demagogos têm executado porque entendem que a eleição- e cada vez mais obtida com maiorias da minoria que vota, lhes deu o certificado (tipo relvas) de bom gestor. Isso mais que a estafada(paramim) pinpineira esquerda/direita levaria mais eleitores a votarem
«quem luta no dia a dia em assuntos/tarefas menos cerebrais/intelectuais não sente queda para efabulações a volta do umbigo»
Tem razão. Por isso mesmo indico que uma discussão tão vazia de ideias (ou seja, à volta do umbigo) não ressoa entre a população em geral. Faz-me lembrar as minhas discussões nas listas para a associação académica na universidade em que se discutia o sistema de ensino desejado comparando ao longo de horas os sistemas suecos, coreanos e neo-zelandeses. Isto em 1994, quando a internet não permitia o acesso à informação que hoje existe.