Em 1935, o jornalista, escritor e pacifista alemão Carl von Ossietzky foi impedido pelo regime nazi de receber em Oslo o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído nesse ano. Estava detido num campo de concentração e morreu escassos três anos depois, vitimado por uma tuberculose. Foi preciso esperar 75 anos para novamente um galardoado com o Nobel da Paz se ver impedido de receber o prémio na capital norueguesa e não poder sequer delegar essa função num membro da família, como sucedeu em 1975, quando Andrei Sakharov se fez representar pela mulher, Elena, e em 1983, quando também Lech Walesa esteve representado em Oslo pela mulher, Danuta. Desta vez – e à semelhança do que aconteceu com Von Ossietzky – nem a mulher do galardoado foi autorizada a viajar. Liu Xia, mulher de Liu Xiaobo, está há dois meses sob detenção domiciliária. Presa só pelo facto de ser casada com o novo Nobel da Paz, galardoado em reconhecimento pela sua “luta, longa e pacífica, pelos direitos fundamentais na China”, segundo sublinhou o Comité Nobel.
A cadeira que ficou vazia na cerimónia de hoje adquiriu de imediato uma poderosa carga iconográfica. Como complemento directo daquela fabulosa fotografia de Stuart Franklin que capta um homem de braços nus a enfrentar uma fileira de tanques em Pequim, a 4 de Junho de 1989, poucas horas após a sangrenta repressão do movimento pró-democracia na Praça Tiananmen. Uma simples imagem desmente torrentes de propaganda e é capaz de sobreviver ao regime mais tirânico, que tem como argumento exclusivo a força bruta.


E, como o ridículo não tem limites, a China inventou aqule m#@^$ de “prémio” que o vencedor nem sabia que ia receber.
Já que estamos a falar na falta de tacto chinesa, que tal uma nova porta-voz?
Esta é bruta, feia, mal educada.
Pensando bem, se calhar é essa a intenção….
Se calhar é mesmo, Pedro. Tem tudo a ver.