Numa hora e três quartos é possível ver um filme de duração média. Numa hora e três quartos é possível ler O Sobrinho de Wittgenstein, de Thomas Bernhard (pode dizer-se que ele foi possuído pela sua loucura enquanto eu sempre explorei a minha), ou meia dúzia de contos de Alice Munro. Numa hora e três quartos é possível voltar a ouvir The Downward Spiral, dos Nine Inch Nails (I am denial guilt and fear and I control you, I am the prayers of the naive and I control you, I am the lie that you believe and I control you), e ainda dispor de quarenta minutos de silêncio para recuperar. Tendo com quem, numa hora e três quartos é possível que já se consiga fazer sexo tântrico (qual a duração mínima exigida?). Numa hora e três quartos talvez seja possível eu acabar este post. Mas numa hora e três quartos também se podem fazer coisas menos previsíveis. Há dias, numa hora e três quartos foi-me possível assistir a quase toda a primeira parte da audição da ministra das Finanças na comissão de inquérito parlamentar sobre os contratos swap. «Quase» porque falhei os primeiros minutos e «à primeira parte» porque no intervalo consegui libertar um dedo do torpor em que o meu corpo caíra e mudei de canal. Mas a primeira parte foi suficiente para ficar com várias ideias sobre o assunto que partilharei agora com todos aqueles que não tiveram o bom senso de evitar começar a ler este post nem têm – e isso deve reflectir uma qualquer patologia – o bom senso suficiente para, no final deste parágrafo, irem ler O Sobrinho de Wittgenstein, ouvir The Downward Spiral ou fazer sexo, ainda que não tântrico.
Agora que já devo estar a falar sozinho, vamos lá às conclusões, que – adoro frustrar expectativas – não incluirão uma posição clara sobre a magna questão de saber se a ministra mentiu na visita anterior à comissão de inquérito.
1. Os deputados da oposição marimbam-se para os contratos swap, querem é lixar a ministra. Isto até entendo; o que me custa a entender é o género de tácticas e poses que adoptaram durante a audiência. Vejamo-las caso a caso.
1a. O deputado do PS, Filipe Neto Brandão, optou por fazer perguntas que exigiam resposta «sim» ou «não» («objectivas», chamava-lhes ele) e pela pose do acusador duro, inflexível – e impassível. Esbarrou num ligeiríssimo e altamente subjectivo detalhe: a necessidade de, para aceitarmos a tese que defendia, ser necessário escolher acreditar no ex-secretário de Estado Costa Pina em vez de na actual ministra. Ora a ministra até pode estar a mentir com os dentes todos mas enquanto não existirem provas tão irrefutáveis que até a levem a admitir: «É verdade, menti» (sem acrescentar, com um sorriso maroto: «e continuo a mentir agora») eu preferiria acreditar no Dr. Vale e Azevedo dos bons velhos tempos ou nos latidos de um rafeiro de rua, tal como traduzidos pelo sem-abrigo que momentos antes anunciava o fim do mundo, do que no ex-secretário de Estado Costa Pina. Há sujeitos a quem só voltarei a dar o benefício da dúvida a título póstumo e apenas por estarmos num país em que não se pode dizer mal dos mortos.
1b. A deputada do Bloco de Esquerda, Ana Drago, que vai abandonar o Parlamento (é impressão minha ou a bancada do Bloco, que há anos não é adornada pelos olhos, pelo cabelo, pelas maçãs do rosto e pela pose altiva de Joana Amaral Dias, está a ficar mais cinzenta?), usou uma táctica engraçada: disparava uma pergunta e depois olhava e falava para o lado enquanto a ministra procurava decidir se devia continuar a olhar para ela durante a resposta. Desconheço que efeito Ana Drago tentava obter. Pode dar-se o caso de ter sido apenas má educação. Mas ficou-me na memória um instante em que repetiu uma pergunta (nada estranho, atendendo a que não parecera ter prestado atenção à resposta anterior) e a ministra suspirou: «Vamos lá então outra vez, mais devagar». Ana Drago não acusou o remoque porque estava a olhar e falar para o lado.
1c. O deputado do PCP, Paulo Sá, foi o ponto alto daquela hora e três quartos. Paulo Sá poderia fazer carreira no mundo dos dirigentes de clubes de futebol – e fazê-los a todos parecer meninos de coro na arte da parcialidade. As respostas da ministra irritavam-no à brava porque – quelle surprise – não continham o que ele queria que contivessem. Enquanto ela respondia, ele esbugalhava os olhos e gesticulava. O problema é que não tinha como provar que a ministra mentia – apenas achava tanto que ela mentia que o facto se transformara numa evidência no interior da sua cabeça. A certa altura a ministra atirou-lhe: «Eu sou responsável pelo que digo, não pelo que o senhor entende». Também podia ter-lhe dito «Olhe, para não perdermos tempo e reduzirmos o nível de stress, releia as minhas declarações e sinta-se à vontade para entender o contrário do que ler.» Eu fiquei a pensar que o estilo de interrogatório do deputado Paulo Sá teria sido considerado promissor pelos camaradas Yezhov ou Beria, tivesse o deputado Paulo Sá vivido no paraíso terrestre que foi a URSS.
2. Da intervenção dos deputados do PSD e do CDS não vale a pena falar. Estavam lá para agradecerem à ministra o esforço da deslocação, afirmarem que, evidentemente, como ficava agora ainda mais claro do que antes já estava, ela não mentira da última vez que lá estivera, e acusarem os governos Sócrates (e, mais especificamente, o ex-secretário de Estado Costa Pina) de incompetência. Cumpriram o papel de modo adequado, o que significa que foram apenas ligeiramente enjoativos.
3. Mas se não vale a pena abordar a acção dos deputados do PSD e do CDS na audiência da passada terça-feira, para memória futura convém abordar o papel dos governos Sócrates em toda a questão. Em Janeiro de 2009, pela mão do então secretário de Estado Costa Pina, o governo Sócrates emitiu um despacho que, face à crise financeira instalada, recomendava cuidado às empresas públicas – e também que substituíssem dívida de curto prazo por dívida de mais longo prazo. Para além de haver aqui um modus operandi típico dos governos liderados pelo supracitado indivíduo – ah, a renegociação das PPP, de que resultou o adiamento dos pagamentos para o período pós-2013, com (evidentemente) subida dos montantes a pagar – há também, segundo algumas opiniões, um incentivo à contratação de instrumentos derivados. Ainda que não se avance até tão maldosa leitura, existem montanhas de incompetência a registar, uma vez que a maioria dos swaps foi contratada durante os governos Sócrates e, nos anos em que já devia ser óbvio que eles constituiriam um problema, nada de substancial foi feito. Apenas em Junho de 2011, dias antes de Passos Coelho entrar em S. Bento cheio de ilusões, decidiu o governo socialista aprovar legislação (ainda em vigor, como a ministra repetiu ad nauseum) proibindo as empresas públicas de contratarem swaps sem autorização da tutela. Quanto aos que estavam feitos, o governo seguinte e a Troika que encontrassem uma solução. Os socialistas cá estariam para a criticar.
4. E estão. Oh, se estão. Ajudados por uma comunicação social tendencialmente de esquerda (nenhum governo teve alguma vez um período de graça tão longo quanto o primeiro de Sócrates), que vê tão longe quanto o típico participante de fórum radiofónico (a curto prazo – i.e., enquanto há dinheiro –, as medidas da esquerda tendem a parecer mais agradáveis) e que adora o fait divers, conseguiram fazer com que os pontos essenciais (na comunicação social mas também nos trabalhos da comissão parlamentar) não sejam hoje quem autorizou a contratação de swaps, quem fechou os olhos aos riscos e quem talvez até os tenha incentivado, não seja sequer determinar se a solução encontrada foi ou não a melhor, mas se a ministra mentiu ao dizer que nenhum membro do governo anterior lhe falou no assunto durante a transição de pastas. Sendo que aceitar que ela mentiu passa por acreditar no ex-secretário de Estado Costa Pina (cruzes canhoto) ou por Vítor Gaspar vir dizer preto no branco (ou branco no preto, solução com o mesmo grau de legibilidade favorecida por muita gente) que, tendo-lhe Teixeira dos Santos falado do assunto (o que Gaspar admitiu), ele informou Maria Luís Albuquerque (o que ele parece – eu não acompanhei a audição de Vítor Gaspar – não ter admitido).
5. Chegamos agora à pergunta que, durante aquela hora e três quartos, mais frequentemente me coloquei: como agir numa comissão de inquérito para minimizar os riscos de ser acusado de mentir? A melhor via parece-me ser responder uma vez a cada pergunta e depois, sempre que ela for repetida (uma e outra e ainda outra vez), pedir que a resposta original seja lida. Ou então escrevinhar a primeira resposta (convém que seja curta) e depois repeti-la uma e outra e ainda outra vez. Creio que apenas assim será possível eliminar o risco de, quanto mais não seja por motivos de cansaço, vir a afirmar algo que, numa interpretação cristalinamente óbvia ou estonteantemente rebuscada, possa parecer diferente do que se afirmou uma hora e três quartos mais cedo, e evitar, nessa ou em futuras presenças na comissão, discutir a relevância da falta ocasional de complementos em algumas frases («ah, mas quando cá esteve há um mês, senhora ministra, conforme página 123 da transcrição, não especificou que não existia informação ‘na pasta de transição’, referiu apenas que não lhe foi transmitida informação»; «Mas umas horas antes, senhor deputado, conforme página 57, eu disse que nada foi transmitido ‘na reunião entre secretários de Estado’.»). Porque, convenhamos, é provável que a ministra tenha mentido mas toda a gente que já esteve envolvido num debate aceso – numa discussão conjugal, por exemplo – sabe que nem sempre uma ideia que se quer repetir sai da mesma maneira, com duras consequências na forma como é percebida, em especial quando o cansaço de quem diz e a má vontade de quem ouve são significativos.
6. Claro está que o cansaço também pode fazer baixar as guardas e permitir que a verdade se escape. Mas, caramba (quase me saiu um termo começado por ‘f’ e acabado em ‘se’ mas contive-me para não incomodar os leitores mais sensíveis de entre os leitores mais insensatos – sendo estes últimos, como é óbvio, os que os que não levaram o meu aviso a sério e ainda estão a ler), depois de assistir àquela hora e três quartos (relembre-se, apenas a primeira parte da segunda audição) até eu tenderia a recusar um cargo de ministro, apesar do aumento salarial que representaria, das portas que abriria e do facto de as boas relações que os governantes mantêm com a banca me permitirem certamente acesso a um crédito habitação em condições bonificadas (sim, estou a precisar de mudar de casa). É que… aturar interrogatórios do deputado Filipe Brandão, ou do deputado João Galamba (que, sendo suplente, estava ao lado do deputado Filipe Brandão mas – aleluia – não falou durante a hora e três quartos), ou do deputado Paulo Sá? Antes assistir no meu acanhado apartamento a onze horas e três quartos de programas apresentados pela Júlia Pinheiro.
7. E pronto, termino com esta referência à verdadeira excelência televisiva, que o texto ameaça ficar comprido. Ou ainda uma última nota. Aquela hora e três quartos também me fez perceber que a ministra tem o tique de empurrar algumas madeixas revoltas de cabelo para a testa, deixando as restantes ainda mais revoltas, e – estranho não o ter notado antes – que é bastante sardenta. Como eu tenho um fraquinho por mulheres sardentas, a hora e três quartos acabou por não ser totalmente desperdiçada.
(Este texto demorou muito mais do que uma hora e três quartos a escrever, o que significa que já perdi várias horas com aquela sessão da comissão de inquérito. Por favor internem-me.)


Facto 1 – A ministra mentiu porque disse que não tinha conhecimento de nenhuns contratos e afinal a informação foi-lhe passada em tempo útil e suficientemente discriminada para a por de sobreaviso sobre tão CARO dossier.
Facto 2 – A ministra assinou contratos enquanto responsável financeira de uma empresa, diligentemente seguindo as orientações da tutela da altura.
Facto 3 – Os governos do PS e as entidades por eles tuteladas delinearam uma estratégia de passar para as gerações vindouras todo o custo dos seus anos de governação fazendo as vontades dos lobbys financeiro , construção e energia.
Facto 4 – O actual governo continua a pactuar com os lobbys financeiro , construção e energia ao não defender os interesses dos contribuintes Portugueses.
Facto 5 – O governo actual tentou utilizar (tenta utilizar) as noticias que segreda a Comunicação Social para se desviar ou aplacar o cada vez maior ódio dos Portugueses que nele votaram e que se sentem traídos e enganados pelas mentiras que propalou na campanha eleitoral.
Facto 6 – O espantalho do Sócrates já não serve para enganar os Portugueses.
Facto 7 – A comunicação social Portuguesa é 95% privada e rege-se por uma politica de lucro, que a obriga a dormir com todos e ás vezes ao mesmo tempo , a preocupação pela verdade ou coerência não existe , o que interessa é sangue para que possam vender mais e ganharem mais.
Facto 8 – É obvio para o cidadão Português que o estado a que chegámos enquanto País e sociedade é do pior possível , toda a gente se queixa de alguma coisa , mas também muitos contribuem para o estado lastimoso em que nos encontramos.
Facto 9 – Se os exemplos de roubar , enganar , dissimular , vêm de cima é natural que sejam seguidos pelos debaixo , e que nos tempos que correm sejam formas de sobrevivência.
Facto 10 – As facturas são sempre pagas pelos mesmos.
Facto 11 – Não existem responsabilidades criminais averiguadas e punidas neste e noutros casos.
Facto 12 – Enquanto houver muitos de nós a acharem que as coisas se irão compor com paninhos quentes eu garanto a esses que o caminho vai ser sempre a descer.
Escreve isto quem sabia o que o inginheiro ia ser quando ganhou da 1ª vez , quem sabia o que está a ser o actual.
Não sou pessimista mas realista.
P.S. 1 – O novo layout do blog está melhor e sobretudo muito mais rápido.
P.S. 2 – O caro Rui Rocha anda desaparecido e torna o blog um bocado “mole”
P.S. 3 – http :/ abrupto.blogspot.pt /2013/08/o-navio-fantasma-27-guerra-dos-s waps-e.html
P.S. 4 – A actuação dos deputados em audição e no parlamento é proporcional aos interesses que defendem e á educação que têm.
Facto 1 – Passada por quem? Ela afirma que pela Direcção-Geral de Finanças, a seu (dela, enquanto secretária de estado) pedido. Omitiu convenientemente este pormenor na primeira audição para fazer passar a ideia de que andou totalmente no escuro durante uns tempos? Provavelmente. Mentiu ao afirmar que ninguém do governo anterior lhe tinha passado informação? Ainda por provar.
Facto 2 – Como se sabe há muito. Provavelmente por acaso, são dos menos tóxicos. Mas este ponto gera uma discussão interessante: a de saber quem está hoje apto a ser governante. Não gostamos de quem apenas fez carreira partidária (não conhecem a ‘vida’), nem de quem passou por empresas públicas (só compadrios e ligações partidárias), nem de quem teve ligações a grupos privados (interesses obscuros que tornam o Estado refém). Talvez sociólogos como Ana Drago e Boaventura Sousa Santos?
Facto 3 – De acordo.
Facto 4 – Fá-lo-á menos mas ainda o fará. É um ponto que claramente merece ser debatido.
Facto 5 – Como é óbvio. Em comparação com o PS, o PSD é de uma incompetência atroz e a comunicação social (mas não só: até no partido há normalmente muito mais vozes dissidentes do que no PS) muito menos receptiva (ver também governo Durão Barroso).
Facto 6 – Apenas para os manter endividados durante décadas.
Facto 7 – Sim mas… (Ver também resposta ao facto 5.)
Facto 8 – Sim.
Facto 9 – Sim. É por isso que há saudosistas de Salazar. O que é um risco. Até porque nos tempos de Salazar os portugueses (e generalizo, o que é injusto para alguns portugueses) não eram muito diferentes. Apenas – porque eram pobres – tinham menos tiques de novo-riquismo.
Facto 10 – Cliché.
Facto 11 – Devia haver. Mas há quem ainda preste atenção a certo ex-secretários de Estado. E quem comece a dizer que não vale a pena falar de Sócrates.
Facto 12 – O que não seriam “paninhos quentes”?
P.S. 1 – Obrigado. Mas havia de estar a usar uma pen usb que só consegue ligação em GPRS, com fluxos frequentemente abaixo de 1 kps…
P.S. 2 – Ele há-de voltar (espero).
P.S. 3 – De acordo.
P.S. 4 – Pois. Mas é interessante vê-los em acção.
Também estou preocupado. Se calhar também vendi, ou comprei, uns Swapesitos, e já nem me lembro.
Quem é que afirmou não se lembrar de ter comprado uns swaps?
Muito bem, ainda chego à conclusão que o problema está na sarda. É que sem sarda não há sexo tântrico.
Mas as sardas e os sardões de tão desconjuntados andarem chegarão à conclusão que quem mente não é mentiroso, e os que querem que minta desejam que a mentira seja verdade.
Também gosto de pintinhas, elas fazem-me lembrar uma cadelinha dalmata que nunca tive. Tão gira que era, que pena não a ter.
Mas também cheguei a uma conclusão, os swaps só estão aí para ser feitos por quem percebe, a saber: a ministra. As perdas são sempre menores e nada circunstanciais.
Outra coisa também percebo, que a renegociação dos swaps foi bem feita. Para além do que ainda se vai pagar pagou-se mil milhões para renegociar. E isto, tá visto, é lucro para o contribuinte, porque paga o que não deve pagando sempre menos.
Eu gostaria que me dissessem a que taxa de juro ficará tudo isto depois de renegociado e pago.
Mas parce-me que ouvi dizer que este tipo de contratos foram aprovados noutros tempos por alguém ligado ao PSD; alguém poderá dizer-me se isto é verdade ou mentira?
A ser verdade, parece-me que todos qurem que a culpa morra solteira. É o Portugal dos pequeninos na sua maior dimensão.
Saber se a renegociação foi adequada seria um bom tema para a comissão de inquérito. Exigirem estudos e simulações feitas. Perguntarem se foi ponderada a denúncia unilateral dos contratos, se essa possibilidade foi colocada à Troika e qual a posição desta. Analisarem situações análogas noutros países (no sector público mas também no privado) e as eventuais decisões judiciais sobre o assunto. Etc. Etc. Em vez disso, o deputado Paulo Sá exige saber a que horas, do dia 30 de Junho de 2011, leu a ministra uma mensagem de correio electrónico.
Noutros tempos, antes dos governos Sócrates? Sim, alguns. Até 2011 as empresas públicas faziam o que queriam. Mesmo após o momento em que o potencial destrutivo destes contratos se tornou óbvio (2008), só deixaram de os fazer quando os bancos deixaram de os oferecer. Até 2011, a tutela assobiou para o lado – se é que não os incentivou. Quando, pelo menos desde 2008, não só não devia tê-los autorizado como devia ter começado a tentar resolver o problema.
jaa,
o potencial destrutivo destes contratos só se tornou óbvio quando não era possível mascarar mais as contas da Grécia. Volto a fazer a seguinte pergunta: alguém me dirá qual a situação dos bancos federais alemães?
A quesstão da renegociação dos swaps tornou-se um imperativo que se pretende tornar numa habilidade política.
E sobre quem aprovou esta legislação, não queremos falar desta situação?
As comissões de inquério são isso mesmo, chicana política. Resolveu-se alguma coisa com a comissão ao caso BPN? Salvou-se a nação?
jaa,
o potencial destrutivo destes contratos só se tornou óbvio quando não era possível mascarar mais as contas da Grécia. Volto a fazer a seguinte pergunta: alguém me dirá qual a situação dos bancos federais alemães?
A questão da renegociação dos swaps tornou-se um imperativo que se pretende tornar numa habilidade política.
E sobre quem aprovou esta legislação, não queremos falar desta situação?
As comissões de inquério são isso mesmo, chicana política. Resolveu-se alguma coisa com a comissão ao caso BPN? Salvou-se a nação?
Dizem que houve em tempo quem, querendo poupar um sofrimento (interpretação minha), disse: quem nunca pecou que atire a primeira pedra! nços; não adiantam as comissões de inquérito parlamentares pois os resultados apurados (ainda que confirmadas as suspeitas) são (têm sido sempre) para lamentar!
Transpondo o conceito: quem nunca mentiu que lance a primeira acusação.
Afinal aquela ideia o que fez foi (além de salvar a mulher em questão), promover o desculpanço para tudo o que permita uma diversidade de leituras/conceitos/espertices/desenrasca
E isso sem referir as faltas de memória que parecem constituir uma epidemia que acomete a (quase) todos os que lá vão prestar depoimentos. Uns porque se esquecem de tudo, outros porque se esquecem do que disseram antes de afirmarem o seu contrário. Mas isto é para outro departamento. Ou não!
Cumprimentos.
Boa tarde.
A cambalhota que você dá para branquear o papel deste Governo está tão bem feita que até se consegue conter nos elogios que deseja fazer.
Não o recrimino porque não consigo entender se é por puro preconceito em relação aos outros partidos politicos presentes na audição ou pura desonestidade e má-fé intelectual.
Ponho em dúvida porque sei da força das estruturas mentais pré-existentes á formulação do pensamento mas, sinceramente, escrevendo mediamente (não medianamente) como escreve se não é intelectualmente invertebrado, não se ponha a jeito.
A crítica é a forma mais elevada de generosidade, refiro-me á minha, que a sua desconfio que seja outra coisa diametralmente oposta.
Cumprimentos.
Também me parece visível neste post um carinho especial pela ministra, o que leva a que o texto resumido, não tenha conteúdo informativo interessante. O que me interessa se a ministra tinha ou não “informação suficiente?”. O que me interessa é que os e-mails de junho de 2011 confirmam que ela foi avisada que havia um problema para resolver na transição da pasta. Tanto assim é que ela própria (como ela admitiu) escreveu e-mails a pedir mais informação. Gostava de saber quantos de vós, se tivessem no cargo da senhora, ficariam à espera que surgisse informação, ou pelo contrário, não iriam procurar logo conhecer e investigar? Tal como ela o fez!! Então porque é que em Fevereiro deste ano (2013) veio dizer que não sabia de nada? Será porque demorou quase dois anos a resolver o problema? Que em junho de 2011 era de 1400mil milhões e em 2013 era de 3,3mil milhões? E sabem porquê? Por uma razão muito simples, a ministra não teve coragem de enfrentar os bancos, cujos cargos estão apinhados de boys. Vai daí esperou o máximo que pôde, para entretanto os bancos amealharem os milhões suficientes para depois chegarem a acordo para a rescisão( yuppie somos os maiores!Conseguimos rescindir e não pactuamos com abusos, bla bla bla). Assim a ministra faria um figurão a dizer que tinha resolvido um problemão herdado pelo governo anterior, pagando menos (teoricamente) pela rescisão do que o governo anterior tinha pago em juros. Só que afinal a ministra não pagou apenas mil milhões pela rescisão, pagou esses, mais os quase 2mil milhões em juros de 2011 até agora…
Mais outra coisa que convém não esquecer, a taxa euribor desde 2006 até final de 2009/2010 foi sempre a crescer. Por isso se fixaram taxas, porque a tendência era de crescimento. Em 2010 inverte-se caminhando aceleradamente para os 0,3% actuais. Por isso é que no final de 2010 estes contratos começaram a ser um problema. O PSD tomou posse em junho de 2011. Não esquecer.
Era o que eu ia dizer: imagine que tinha passado (ou tentado passar) uma hora e três quartos a olhar para o Ferro Rodrigues? Ou para a Manuela Ferreira Leite? Não conseguia, aposto que não conseguia.
Vai-se a ver, e as sardas da ministra ainda a vão perder porque não desmotivam a comissão de inquérito parlamentar como deviam.
A ministra mentiu ao tentar convencer a opinião pública que tinha sido surpreendida pela existência de contratos swaps sobre os quais o anterior governo não lhe teria passado nenhuma informação quando existem evidências esmagadoras do contrário.
As audições parlamentares correm muitas vezes mal e, pelo pouco que vi, esta não foi excepção.
No meio desta cagada em 3 actos… Só um “actor” , que nunca mentiu se safa:
José Sócrates!
Esse por mim não se safa !
Por mim era o 1º a quem tirava os paninhos quentes , era o 1º da lista.
E depois ainda há pessoas que se queixam das crescentes opiniões anti-partidos , se são estes os primeiros responsáveis pela penhora de Portugal , pela degradação da democracia.
Uma DEMOCRACIA não sobrevive sem uma sociedade livre e desde há muito a esta parte a sociedade não é livre , encontra-se refém dos partidos e das politicas sujas que levam a cabo defendendo interesses que não o dos Portugueses , enganando-os sucessivamente e obviamente isso torna esta pseudo democracia uma m*****.
Se a democracia fosse realizada por pessoas responsáveis e honestas jamais Portugal teria caído ao charco mas é melhor prometer 3% de aumento aos FP e alguma direita alinhar no golpe para depois lhe tirarem 30% e a seguir os mandarem para outro lado.
E fico por aqui para não dizer o que deveria ser feito sem demora , sem demora……..