Uma história trivial…


fiodeprumo,



“Courage à Olivier Falorni qui n’a pas démérité, qui se bat aux côtés des Rochelais depuis tant d’années dans un engagement désintéressé.” 


Eis a frase fatal que está a animar “la vie en rose” dos franceses. O que se passa? Um trivialíssimo triângulo de poder.

François Hollande vive hoje com Valérie Trierweiler, depois de ter vivido vários anos com Ségolène Royal, a mãe dos seus quatro filhos e também ela uma mulher da política socialista francesa.

Aquelas palavras, escritas no Twitter por Valérie, são a manifestação do seu apoio público ao adversário eleitoral de Ségolène, a qual, por sua vez, terá o apoio do PS, do Primeiro Ministro e do Chefe de Estado. E são também uma desnecessária gafe. Até porque Hollande, seu companheiro, criticou bastante o seu antecessor, a quem acusava de misturar vida privada e vida política.

Apesar da França ter tido no Eliseu bastantes “histórias de cama”, a verdade é que depois de Strauss Kahn esta pedrinha na engrenagem era perfeitamente dispensável.

Trata-se de um erro político de que a primeira vítima é a imagem de um  Presidente coerente e sereno e de que a segunda vítima é a própria Valerie que, a meu ver, se tem evidenciado mais do que o desejável para quem quer compaginar a vida de Primeira Dama com a carreira de jornalista política.

12 comentários em “Uma história trivial…”

    1. Aquilo que mais me intriga é este homem – deve ter poderes ocultos – consegue “arrematar” duas mulheres giras e inteligentes.
      A mim deixar-me-ia completamente indiferente, mas eu já não estou no circuito nacional, quanto mais no internacional!
      Enfim, há sempre capitais muito bem escondidos…

  1. Engraçado… Portugal tem sido imune às ‘histórias de cama’ do Poder (que não às do Poder na cama, que é coisa diferente: veja-se o sucesso de vendas dos livros sobre a vida íntima de Salazar). Aqui estou a descontar, claro, certas excepções do último mandato, menos edificantes ainda do que a própria matéria em si…
    Pergunto-me se estamos retardados ou se somos constitucionalmente respeitadores da vida privada. Seria tão bom que assim fosse…

      1. Ai temos, temos, Ivone… Tanto quanto os outros povos. Isso é coisa tão velha quanto Demóstenes… Talvez não as encaremos tão descontraidamente quanto Júlo Machado Vaz, mas estão lá. Eainda bem! Apenas porque são naturais.
        E viva o pudor pela vida dos outros que não nos diz respeito.

  2. C’est ça, Madame. Exactement ça.
    Mais, les favorites au Elysée, ça a commencé avec Josephine. Les lieux sont importants…

  3. O verdadeiramente desconcertante, é ver até que ponto, algo tão trivial, ganhou um impacto tão imensurável.

    Valérie Trierweiler ganhava uma oportunidade para estar sossegada, mas a imprensa e a classe politica francesas.. quer-me parecer que têm coisas mais preocupantes e pertinentes onde focar a atenção.

    1. Caro CeC
      Às vezes são estas pequenas coisas que encravam os processos. O mal está em falar da vida dos outros, sobretudo quando esses outros nos estão próximos. Hollande criticou a vida de Sarkozy e agora, também ele, se vê envolvido numa “estória” semelhante…

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