Uma flor na lapela


Teresa Ribeiro,

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Apesar de se terem levantado vozes do islão moderado a condenar formalmente o massacre do Charlie Hebdo, a percepção que fica é que estas comunidades se comportam como se não fossem também directamente visadas.

No mar de indignação que se gerou um pouco por todo o mundo livre, os seus protestos diluem-se, fininhos. É um erro que vão pagar caro. Os atentados a mesquitas não vão ficar por aqui e a intolerância religiosa vai desabrochar na Europa como uma flor que bem podem começar já a pôr na lapela.

E tudo isto se começa a parecer demasiado com os anos malditos do advento do nazismo. Crise económica, instabilidade social, desemprego, inépcia política e uma comunidade perfeitamente identificada para odiar e perseguir.

0 comentários em “Uma flor na lapela”

  1. “Os atentados a mesquitas não vão ficar por aqui e a intolerância religiosa vai desabrochar na Europa como uma flor que bem podem começar já a pôr na lapela.”

    E diz muito bem…veja-se o exemplo da 1ª e 2ª Guerra Mundial.
    O que aconteceu foi lamentável, até o próprio Jornal numa das publicações do Inicio do ano parecia prever algo do Género (Tive a oportunidade de o ler). Este foi um gatilho despoletado pelo próprio jornal, em nome da dita liberdade de expressão, que nestes últimos dias se apregoa.
    A Liberdade de expressão tem limites, quando esses limites são ultrapassados o confronto é inivitável. Por exemplo se eu mesmo a brincar disser – A sua mãe é uma grande prostituta, e inssistir na piada, de certo que a pessoa aquem eu dirijo estas palavras se vai chatear, e pode responder fisica ou verbalmente, porque se ele realmente gosta da Mãe, mesmo a brincar não vai admitir a minha falta de gosto, simplesmente ultrapassei o limite do aceitável.
    Ora Sabendo da hipótese de represálias o Jornal CH não parou e o fundo incitou os extremistas e com essa atitude pagou caro, demasiado caro. Estes extremistas, são como os Agnósticos, não acreditam em Deus, embora façam as suas Vendettas sempre em seu nome.
    E nós, será que nós não pagare-mos caro também?
    A Extrema direita na Europa estava “louca” para que algo do Género acontecesse, de certo vão usar este acto como desculpa para tudo.
    Acredito que se as coisas não esfriarem a Europa não será a mesma e haverá de certo retaliações de ambas as partes, e com elas os danos colaterais ( a exemplo da ETA e do IRA).
    Um jornal tem a função de informar, de dar vós a quem não a pode ter, de se expressar livremente, mas dentro dos limites, mas este (CH)foi de uma inrresponsabilidade íncrivel. Espero é que esta situação não despolete uma guerra dentro de fronteiras Europeias, mas como diz o povo “não vejo Moita de onde saía Coelho”.
    Esperemos pelos “próximos Capitulos”.

      1. nao será questao de enervar extremistas , até porque a teresa só pode saber que se trata de povos que ainda vivem muito a religiao. Mas, dizia eu, para qu~e ? vejamos, a bandeira do meu pais, é só uma bandeira, no entanto uns tantos de nós considerarao super grave que alguem a calque. Mas estou a desviar-me, involuntariamente : para que ridicularizar o que está longe ? Ou entao, estao a ridicularizar os que estao proximos ? se calhar nao fui suficientemente claro : nao tenho nada a ver com a nossa religiao, no entanto nao sinto nem vontade de a ridicularizar. —–uma cançao de agora diz, mais ou menos, todos querem mudar o mundo sem nunca sair deste mundo cao.—– se calhar os desenhos, o ridiculo, é mais uma bala num animal ferido, animal aqui sao aqueles povos, que mesmo nestes tempos continuam a ser por nós bombardeados, com avioes e bombas reais.
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    1. A Liberdade de expressão tem limites, quando esses limites são ultrapassados o confronto é inevitável. Por exemplo se eu mesmo a brincar disser – A sua mãe é uma grande prostituta, e inssistir na piada, de certo que a pessoa aquem eu dirijo estas palavras se vai chatear, e pode responder física ou verbalmente, porque se ele realmente gosta da Mãe, mesmo a brincar não vai admitir a minha falta de gosto, simplesmente ultrapassei o limite do aceitável.

      Muito bem. Concordo.

    2. os limites da liberdade de imprensa é uma discussao sem fim. Sendo que alguns dos que reclamam liberdade de imprensa, o fazem unicamente para atingir o inimigo, portanto nada democraticos ou de amores pela liberdade de imprensa, este post presta-se ao seguinte : a quem serviu o atentado ? Claramente e antecipadamente nao servia nem servira nomeadamente as comunidades instaladas no , diz a cronista, mundo livre. Prefiro pensar que os agentes (terroristas ) sao comprados com o dinheiro de quem na sombra lucra com a instabilidade. Estou a dizer que o verdadeiro patrao (encomendador ) est+a do lado de cá, entre nós, e nada tem a ver com o islao e que tal.
      Se os serviços secretos nao fossem secretos podiam explicar isto mesmo…

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  2. Talvez queira explicar quais foram os ataques que a comunidade Judaica fez na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Bulgária, Alemanha, Bélgica, Holanda nos anos 30.

    Para fazer paralelismo absurdos.

    A flor na lapela coloca você, foi a sua Esquerda que ajudou a criar o monstro.

      1. Você é que afirmou era parecido. Não é.

        Nem vamos falar como o adorado Socialista “mon ami” Mitterrand, grande empreendedor do Estado Social ajudou a Front Nationale.

        Vamos só ao facto de os Partidos como Front Nationale nunca teriam crescido e multiplicado com o Islamistas a comportarem-se como os Judeus dos anos 30.

        E como é óbvio ninguém clamou por regresso aos anos 30 quando 500000 Portugueses foram expulsos de África. Aí já foi uma perseguição Politicamente Correcta não é?

        1. O que eu disse e repito é que já está na hora de os islamitas moderados saírem da sua zona de conforto e começarem a demarcar-se dos extremistas massivamente e com estrondo sob pena de se tornarem o bode expiatório das comunidades europeias onde vivem.

  3. Sabe, Teresa, eu quero ver onde estarão todos os corajosos quando isto começar a pegar fogo. Tenho visto muito corajosos que no momento crucial virão tolerantes e bonzinhos, e apagados e verdadeiros tolerantes que nas mesmas circunstâncias se transformam em heróis. Nunca foi em “matilha” que se fez história e mudanças na história.

    A vingança sanguinária que culminou com a morte de Charlie Hebdo, e daqueles a quem Charlie Hebdo expôs ao mesmo fim, ou nos faz reflectir que a postura farisaica das sociedades ditas democráticas, e consequentemente dos indivíduos que para se mostrarem muito evoluídos entram, sem convicção, neste carrossel, apesar de papaguearem altos valores sobre um não sei quê, não se resume ao direito às diferenças em ser gay, ou ateu, ou neoliberal, ou escravo dos mercados, ou poder ser insultuoso e expressar opiniões insultuosas, ou aderir a cruzadas de exportação de altos valores civilizacionais que têm revelado a ruína de quem os implementa e aceita nos seus próprios países (ou ou ou), ou então continuará acesa a fogueira que queimará uma multidão.

    Não pense que qualquer represália contra mesquitas intimidará essa comunidade. A França ou qualquer outro país europeu onde isso vier a ocorrer transformar-se-á num inferno. E garanto-lhe que não existirão vencedores.

    1. Só faltava aparecer um ditator a recomendar o “bico calado”.
      Pois, os Charlie Hebdo é que estavam a pedir, só faltava mesmo um anormal a defender isso.

      1. Ó catano, você fez lembrar-me um ditado saxónico: “Só desconfia quem não é de confiança”. Você procura espelhar nos outros sua própria condição, a de anormal.
        Não há dúvida que as suas aparições são úteis.

        1. Ventinho, poderia ter uma certa piada vê-lo disparar em todas as direcções, mas eu não sou nenhum diabrete da sua laia.
          Além disso, para benefício doutros comentadores que o criticam, mas não percebem da besta com que lidam, contenha-se nas suas frustrações.
          Aconselhe-se com a sua matrona visionária de Mediumgorge, talvez útil para farsas de crenças infantis, mas pouco útil para assuntos sérios e pessoas sérias.

          Como a cada chapada, você acha sempre que tem que responder com outra (na sua interpretação cristã do “espetar na outra face”), informo-o que não respondo às suas provocações ignóbeis.

          1. Os solucinhos aumentaram. Mude novamente para umas fraldinhas secas.
            Quando estiver mais crescidinho falamos sobre coisitas de adultos. Carne é só para quem tem dentes. É necessário fazer um desenhito?

    2. Nem eu, em momento algum, defendi represálias contra mesquitas, Vento. Quanto às leviandades de que fala são elas próprias expressões de liberdade. Reflectir sobre elas é sempre bom, mas suprimi-las por decreto seria trágico.

      1. Teresa,
        não há decretos. Mas bom senso. A Europa necessita ser educada novamente. As escolas e as faculdades já provaram que são incapazes de ir mais além que os aspectos ditos funcionais, e as famílias também. Alguém vai ter de usar o lema: “água mole em pedra dura…”.
        Sei que não fez incitamentos ao ataque a mesquitas. Só pretendi mostrar que tocar nisso é deitar fogo a um barril de pólvora.
        Os fundamentalismos europeus situam-se no farisaísmo dito democrático.

      2. estou a ver que a teresa é deveras formal e ligeira. Acima fala em recorrer aos tribunais. Pronto, simples, mais simples não há. Aqui, que devemos reflectir. Mas reflectir com quem ? como distinguir um tontinho crente da liberdade de expressao de um fascinora que nao podendo eliminar a liberdade , defende a parte que lhe dá jeito ? tanto haveria para dizer, reflectir. Muitos nao sentiram a falta de liberdade quando nao a havia. Outros, mesmo que extremistas da anti liberdade, toleravam a “liberdade” escondida e a pedido nas tabacarias do pais. O problema foi quando chegou o 25A e essa liberdade passou a ser exposta nas montras á vista de todos. Muitos que falam em liberdade, nao puderam impedir a mini saia, nao conseguiram impedir a mini saia…
        o

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  4. Boa tarde,

    Apenas quero perguntar se este post é um incentivo à violência?
    Do tipo amor com amor se paga?!
    Se não é, peço desculpa, mas é o que me parece. Será o melhor caminho?
    Não devemos ter medo das religiões, mas sim dos fanatismos. Não haverá nisto tudo um pouco disso?
    No expressar de opiniões pode haver fanatismos e talvez até no humor, não concordam?

    1. Mas qual incentivo à violência? Porventura considerou violentas as manifestações espontâneas que ocorreram na sequência do massacre do Charlie Hebdo?!
      E não lhe parece que já era tempo de a comunidade islamita moderada se manifestar com igual exuberância demarcando-se dos extremistas?

  5. Após o atentado, o site do Charlie Hebdo continua vedado, apenas com uma imagem, e sem acesso aos conteúdos anteriores.

  6. vamos ver. As populaçoes daquela latitude, globalmente arabes ( a Teresa fala em islamitas e mais nao sei que, terá a sua razao, quererá apoiar uns contra outros, ok ) vive mais a religiao. Relembro o caso do veu nas mulheres e de nao puderem conduzir. por outro lado, eles consideram-nos infieis coisa e tal. Mas onde está o problema ? Nós temos o nosso modo de vida, e pronto, se nao gostam problema deles. mas a questao é outra : o que lhe fizemos enquanto paises e povos, e continuamos a fazer. Do que é publico, bombardeamos e assassinamos aos milhares nos territorios e casas legitimas dos mesmos. E continuamos a faze-lo.

      1. Carissima. Nao estou certo que tenha percebido, desejo que sim… mas aprendi com a Teresa e, aqui vai : desejo a erradicaçao de toda a violencia, a paz , a harmonia e mais bla bla bla. Cpt

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