Uma diferença


escafandro,

Há muitas, nem todas confinadas ao plano político. Várias são importantes. Uma é fundamental. José Sócrates conduziu o país exactamente para onde os seus críticos afirmavam que ia conduzir: o limiar da bancarrota. Por muitos erros que lhe possam – e devam – ser imputados, Passos Coelho desmentiu os críticos: não houve espiral recessiva, nem segundo resgate, nem saída do euro. Evidentemente, isto também diz algo sobre a qualidade dos críticos – e as lições que, por incapacidade, conveniência ou má vontade, não se aprendem.

0 comentários em “Uma diferença”

    1. Tantos desses comentadores continuaram a fazer prognósticos catastróficos já depois dos ‘sinais’ de Mario Draghi…
      Mas é verdade que o BCE ajudou Portugal no acesso aos mercados. Como também ajudou a Grécia.

  1. É verdade e está bem visto. A conclusão óbvia é que, tal como no futebol, há “críticos” para todos os gostos, i.e. de todos os clubes.

    Complicado é que também há eleitores com indestrutíveis fés clubísticas (e/ou interesses investidos), incapazes de reconhecer um razoável, ou mesmo um menos mau, jogador na equipa adversária.

  2. A dívida pública aumentou muito mais do que o previsto, razão principal do resgate (ou assim nos fizeram crer).
    Os salários baixaram mais do que o preconizado, houve autênticos atos de esbulho dos trabalhadores como a eliminação de feriados e aumento das horas trabalhadas sem aumento de salários, mas o investimento não aparece.
    Apesar da diminuição do número de funcionários públicos muito superior à prevista, da diminuição das dotações para a saúde, para a educação, para a defesa e para a justiça, continua-se a dizer que só despedindo pessoal é possível equilibrar o orçamento.
    O desemprego e a emigração dispararam para níveis nunca vistos.
    O FMI acha que o salário de 500€ ilíquido é demasiado principesco para a nossa economia reformatada pelo resgate aguentar e que se devem diminuir mias os salários.
    Custa-me a perceber como é que as luminárias da troika e do governo dizem que não estamos numa espiral recessiva e ao mesmo tempo dizem que a situação só é sustentável continuando a fazer mais cortes em cima dos cortes já feitos.
    A menos que pensem que o destino lógico da economia portuguesa é a recessão eterna.
    Quando só pondo medidas de austeridade em cima de medidas de austeridade se consegue uma situação sustentável estamos numa espiral recessiva.

    1. E se em vez de perder o seu tempo a escrever sobre o que não sabe – e porventura não será capaz de perceber – pelo menos fizesse um esforço para compreender como é que as dívidas sucessivas foram contraídas na governação do inginhêro, e os respectivos juros são determinados?

      1. É uma boa linha de defesa de um governo e serve para todos:
        Tudo o que corre mal vinha de trás, tudo o que é bom foi conseguido exclusivamente por este governo.
        Como esse tipo de conversa não conduz a muito proponho-lhe outro modo de analisar as políticas em curso: Quais foram os objetivos definidos, o que se propunha fazer para os alcançar e em que medida foram os objetivos conseguidos e a que custo.
        Claro que o governo assim já não fica bem na fotografia, mas pode sempre dizer que não sabendo o governo o que anda a fazer, e tendo tomado como seus objetivos de outros esta análise é inviável.
        Realmente a responsabilidade deste governo é pequena, pois ele é somente um moço de recados.

  3. Qual política, qual carapuça !
    Na paróquia não há mais que “clubes” e respectivas claques…e com o mesmíssimo grau de informação…e “formatação”…

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