Quero aqui manifestar, como benfiquista, a minha solidariedade ao Ricardo Araújo Pereira pela constrangedora situação em que o primeiro-ministro o deixou ao recusar o convite para ir ao novo programa do Gato Fedorento com o argumento de que Paulo Portas irá lá estar e que “não vale a pena duplicar”. Duplicar? Mas duplicar o quê? Depois daquela discussão por causa dos debates televisivos, com Passos Coelho e Paulo Portas a baterem-se para poderem estar os dois num debate com António Costa, é incompreensível que tendo-lhes sido dada a oportunidade de poderem conversar, os dois e à vez, com o Ricardo e sem a oposição a espernear, Passos Coelho lhe tenha dado uma nega. É inacreditável. Em 2009 a coisa tinha corrido muitíssimo bem, e agora népias. Como se o Ricardo Araújo Pereira fosse menos do que o António Costa. Como se não devesse haver alguma coerência nestas coisas e o Ricardo não fosse também do Benfica. E logo agora, desperdiçar um precioso tempo de antena, à borla, quando a máquina das privatizações está tão oleada, quando há tantos candidatos ao Metro do Porto, depois de mais um chumbo no Tribunal Constitucional, e logo quando haveria mais uma oportunidade para o primeiro-ministro esclarecer os portugueses sobre quem vai pagar os buracos do Novo Banco. Se seremos nós, os chineses ou os tesos dos angolanos. Eu sabia que ia sobrar para o CDS/PP. Sobra sempre. Há coisas que não se fazem a ninguém, muito menos aos nossos amigos e “parceiros” de coligação.
Uma desfeita
Sérgio de Almeida Correia,


não faltam ratos fedorentos
ratos, coelhos, pintos, galinhas, até bois, a criação toda, eheh
Tem razão! Não faltam ratos fedorentos na política! Não é necessário entrevistar todos eles!
Cá está: o autor do post exige coerência aos outros, sendo incapaz de manter a sua.
E o homem não muda!