(foto JN)
A decisão de PSD e CDS-PP de se apresentarem coligados às próximas eleições legislativas é uma decisão oportuna por várias razões.
Em primeiro lugar, porque é natural que quem governou em coligação se apresente ao eleitorado nos mesmos termos em que governou, ou seja, em coligação. Se governaram juntos, se foram parceiros nas boas e nas más decisões, se entendem que o caminho que percorreram deve continuar a ser trilhado no futuro, então a decisão é perfeitamente compreensível e, em meu entender, sensata. Essa será a melhor forma do eleitorado avaliar o desempenho do Governo de Passos Coelho e manifestar o que pensa sobre o futuro que deve ser reservado aos coligados.
Depois, é uma decisão oportuna porque introduz clareza numa área tradicionalmente confusa. A coligação é uma medida higiénica que traz transparência ao eleitorado, promove uma adequada separação de águas e mostra ao eleitorado que ao centro há, por agora, pelo menos dois caminhos. Um mais à direita, outro mais à esquerda.
Também é uma decisão oportuna porque permitirá ao PS saber com o que conta, podendo dessa forma ver facilitada a sua estratégia eleitoral e consolidar as suas propostas para o país. Os portugueses sabem que o PS não irá manobrar nos bastidores um qualquer governo de “consenso” para o país.
Por outro lado, é ainda uma decisão oportuna porque também responsabilizará daqui para a frente o Presidente da República naquilo que disser e no que pontualmente venha a fazer quanto ao pouco, pouquíssimo, que lhe for exigido. Se Cavaco Silva pensava que ia ter um final de mandato calmo, fica agora com a certeza de que depois de todas as “asneiras” que promoveu as suas hipóteses de chegar ao fim sem mais problemas ficam ainda mais reduzidas. Essa é para ele uma recompensa merecida pelo seu desempenho até aqui.
Finalmente, a coligação que acabou de se apresentar ao país para as próximas eleições é também uma decisão oportuna porque mostra aos portugueses o pânico que grassa entre as hostes do PSD e do CDS-PP. Depois de todos os amuos, traições, sacudir da água do capote, intrigas e golpes a que o país assistiu, a coligação é uma imagem do estado a que chegaram e é a prova acabada de que só existe e só é anunciada nesta altura porque o desastre foi tão grande que nenhum dos partidos se sente à-vontade para se apresentar sozinho a eleições.
Esta é, pois, uma boa notícia para o país e que deve por isso mesmo ser devidamente saudada.

![18315252_50jzB[1].jpg 18315252_50jzB[1].jpg](http://7.fotos.web.sapo.io/i/B3a116126/18320144_ZsGmr.jpeg)
O seu “finalmente” não casa bem com os pontos anteriores, sobretudo com o primeiro. Quanto ao resto, tudo bem.
estas palavras não são um texto
por falta de coerência
e excesso de maledicência
Bom dia,
“Se existe algum lugar onde a submissão reina, é entre os intelectuais politizados. A ideia de arriscar perder o poder e a influência pela independência intelectual enche estes realistas de terror”. (Rob Riemen, Nobreza de Espírito)
A forma oportuna a que o post se refere, mas nunca explicita é o oportunismo dos privilégios empacotados que devem ser guardados para a manutenção dos que vivem à sombra do poder, da excelência das PPP, dos concursos sem concurso, da ética feita de esquecimentos, das palavras com sentido de segundos. A pérola de que os senhores do irrevogável, na sua apresentação irão responsabilizar o Presidente da República é de rir até às lágrimas. Este Presidente considerou a comunidade que devia representar o alimento para sustentar um grupo de interesses, nunca o viu o seu cargo como o instrumento para representar uma comunidade. Se o PS é o que se sabe, estes senhores são em fatos italianos e belos penteados a confirmação de uma mediocridade para as pessoas. De instrumentos de poder que não vêem as pessoas, nunca sairá nada para saudar. As pessoas que trabalham, não as que vivem à sombra de privilégios estão abandonadas à corrupção política e moral de uma classe que confirma a fábula de Salazar – os portugueses não sabem viver em Democracia, não por questões antropológicas, mas por uma classe que vive das suas rendas, não da ideia de representação de comunidade. Os grandes comentadores, ponto de uma sociedade de informação são só mais um elemento desta forma de autoritarismo que da Europa às praias tristes se confirma em toda a sua grandeza. Obrigado.
Luís Campos. Porto.
Há quem
É chegada a hora de dar uma oportunidade a um novo tipo de governação…
Chegou a vez do PS mostrar o que vale!
O PS, trará sangue novo… como aquele brota na primeira fila do hemiciclo.!
Caro Sérgio,
A coligação acabou por ser uma decisão “por defeito”. O processo arrastou-se tanto que não havia outra hipótese.
Ao contrário de si, não acho algo de positivo: como disse, a coligação separa de forma quase irremediável as águas, o que complica de sobremaneira o processo eleitoral.
A única hipótese de governo estável em Outubro é uma maioria absoluta da coligação ou do PS. Que me parece francamente díficil para qualquer um dos lados.
À esquerda, a segunda hipótese, mas remota mas que ainda daria, seria o “partido” do Marinho e Pinto e/ou o Livre conseguirem eleger deputados suficientes para suportar o PS. Mais remotamente o BE ou o PCP (tenho sérias dúvidas).
À direita, sinceramente não vejo. A única alternativa seria governar sozinhos, com acordos pontuais com o PS (e que pode cair logo por terra no primeiro Orçamento e quase que exigiria uma saída de Costa). O que, convenhamos, não vai na linha do discurso da estabilidade governativa de Cavaco Silva – que em caso de queda do governo, nem sequer iria convocar eleições, isso seria para o sucessor. Que pode ter uma ideia diferente sobre o que deve ser um governo estável. Ou seja, uma verdadeira confusão…
O PS não irá subir nas sondagens porque o PS não merece ganhar as eleições. E o PS não merece ganhar as eleições porque é responsável por ter levado o país à bancarrota moral e financeira. É responsável por várias asneiras que nos têm custado muito caro, desde o colapso financeiro do Estado, aos negócios ruinosos em que a PT se meteu e que a levará a ser absorvida pelos franceses, aos investimentos ruinosos sem qualquer valor acrescentado, até ao acordo ortográfico (engendrado por dois cábulas – Sócrates e Lula – sendo que só o último tem desculpa, por ter nascido pobre). O PS é responsável por uma governação CORRUPTA e recusa distanciar-se do legado de Sócrates, por isso enquanto não o fizer e não renovar os seus quadros, o PS não merece voltar ao poder.
Não só o PS tem a responsabilidade no estado a que o país chegou, e por todas as medidas penalizadoras que o PSD e o CDS tiveram de tomar no governo, como é um partido ultrapassado e desfasado da realidade. O PS pensava que o "menino d'oiro" II chegava e o país caía logo aos seus pés. Seria uma "auto-estrada" até à maioria absoluta, só que afinal não há efeito Costa nenhum, nem vai haver. Alguma coisa os portugueses hão-de ter aprendido nestes anos.
O PS pensa que ganhando as eleições vai ter a sorte que o Sócrates teve em 2005, quando as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento foram "aliviadas" por causa do défice excessivo da Alemanha e da França naquela altura. Depois do "pântano" que o Guterres deixou, tendo Portugal sido o PRIMEIRO país a violar o PEC – de novo por responsabilidade dos socialistas – a primeira coligação PSD/CDS teve de levar com a ira da "Europa" e impor o "aperto de cinto". A saída de Durão Barroso e principalmente a (des)governação de Santana Lopes deram a Sócrates a maioria absoluta, mas agora situação é diferente.
E também é diferente porque as regras não vão relaxar, como os socialistas queriam, porque o passado não volta para trás. O mundo mudou mesmo desde 2008, e os credores já não emprestam dinheiro sem escrutinar no que é que ele vai ser gasto. Se por infelicidade para o país o PS viesse a ganhar as eleições, no dia em que apresentasse um plano de "investimento" que fosse mal avaliado no exterior, os juros da dívida portuguesa subiriam na hora. Além disso, a "Europa" não vai largar a nossa porta e qualquer veleidade "xuxalista" de voltar a prevaricar nas contas públicas terá consequências imediatas. Cortam o financiamento a Portugal e fazem como fizeram à Grécia, pondo-nos de "castigo". Resta saber se os portugueses querem experimentar e voltar atrás no tempo.
Um voto no PS é um voto num embuste, numa política errada e ultrapassada. Portugal não é Lisboa, em que o dinheiro do governo permitiu a Costa fazer "obra". É o voto num candidato a primeiro-ministro que tanto na Justiça como na Administração Interna foi um sempre um ministro megalómano e incompetente, apesar da boa imprensa (dá muito jeito ter um mano bem colocado no "Espesso"). Um voto no PS é uma perda de tempo, um "déjà vu".
A coligação PSD/CDS cumpriu o seu mandato e vai ser avaliada em conjunto pelos portugueses pelo que fez. Ninguém fugiu, ninguém foi para Bruxelas, ninguém foi para a ONU ou para o estabelecimento prisional de Évora. Cá estaremos para ver quem estará mesmo em pânico.
O seu comentário é extenso, mas depois desta pérola «acordo ortográfico (engendrado por dois cábulas – Sócrates e Lula» quase nem vale a pena comentar mais nada.
Informe-se quando começou a ser engendrado o AO.
O mesmo raciocínio se aplica a esta outra pérola «é responsável por ter levado o país à bancarrota moral e financeira.»
Afinal, antes do PS ter tomado conta do governo os portugueses viviam no Paraíso, mas eu devo ter andado emigrado, pois não dei por nada.
Quando o sectarismo e o fanatismo político-ideológicos tomam conta das pessoas só pode dar nisto.
Nota: Antes de vir vomitar os seus impropérios contra mim e este comentário digo-lhe que não sou, nem serei do PS, já aqui disse coisas sobre o PS e, especialmente, Sócrates que muitos não disseram.
Criticar a malefícios a governação do PS sim, deturpar, mentir, destilar ódio é outra coisa.
E quando assim se procede os resultados são o contrário do que se pretende: os argumentos descridibilizam-se a si próprios pelo ridículo.
Esclarecimento: Lula tem desculpa não apenas por ter nascido pobre, como é dito no comentário, mas, por ter nascido pobre e analfabeto! (consta que terá sido dito por ele …).
Eu também nasci pobre e analfabeto, que coincidência.
Embora pobres nem todos nasçam mas analfabetos parece que nascem todos, penso eu de que (como diria o Pinto da Costa).
Apoiado!
tudo falso, intencional, partidario, e carissimo, cada um goza de pleno direito para denegrir uns e enfeitar outros. Convem recordar que quer o psd quer os autarcas do psd nunca recusaram uma estrada ou uma piscina oferecida pelo governo. a maioria dos patroes são psd, mas isso nao interessa nada, interessa que os mesmos patroes nos governos ps continuam a ser os mesmos patroes nos governos psd. Interessa que continuam a receber subsidios a torto e a direito, por isto e por aquilo. Mas o cara fala num plano de investimentos, modus operandi dos governos, mas isso nao significa o estado oferecer dinheiro aos patroes, nao é vivermos acima das nossas possibidades ? Ok, nomeadamente na europa é assim, os infindáveis subsidios á agricultura ( tambem ao golfe !!!) , mas quando acabam ? Quando acaba o estado a distribuir dinheiro pelos patroes ? Que raio é que o governo, agora este, vai entregar milhoes a uma multinacional para aumentar a capacidade de produçao e exportar para a china ? Plano de investimentos ! Para quE ? Que mais falta ? tou a ver, plano de investimentos como o socrates fez com as energias, em que as maiores empresas alheias a produçao de energia, criaram empresas para receber as rendas …
Parabéns caro senhor até que enfim alguém que vive a realidade e não a fantasia de desgovernar e dar cabo do que de bom foi feito e encherem os bolsos dos comparsas do sr 44 (quarenta e quatro em Évora obrigado.
Esta de ser oportuna por responsabilizar a vida ao Presidente da República, é daqueles argumentos tão rebuscados que mata o conteúdo dos outros que até possam ser corretos.
É tudo isso que refere e mais qualquer coisita.
Começando pelo CDS.
O CDS apresenta-se como um partido focado no culto da personalidade. Como tal não possui programa, tem um líder com uma programação centrada em si mesmo. Portas é um líder inteligente, e em tudo supera Passos. Acontece que esta inteligência quando se move em circuitos medíocres tem tendência para ser diluída e completamente abafada.
Parece-me que Portas não estava muito inclinado para uma coligação pré-eleitoral. E isto vinha sendo revelado pelo quase desaparecimento público de seus companheiros, com excepção para a economia, o que indicava a protecção da imagem e o evitar eventuais erros ditos de comunicação por parte destes.
Acontece que o facto do PS manter constante a sua percentagem eleitoral, não obstante os acontecimentos em torno de Seguro/Costa, associado ao excelente documento com os princípios agora submetidas a escrutínio público para serem talhados, revela que a essa percentagem sólida de intenções de voto no PS serão adicionados os votos dos expectantes (os que andavam na dúvida) assim como o apoio pontual da esquerda que se posicionará no hemiciclo e que terá também um claro aumento, pelo menos de votos.
Perante a anterior equação não restava qualquer alternativa ao CDS que não a de vincar sua ligação à mediocridade. Pois não há como justificar a insegurança com que (não) geriu os princípios de que fala mas pelos quais não luta e não lutou.
Por último, o PSD, que sempre admirou as políticas de Sócrates mas que se sentia mal por não ser ele a aplicá-las, e que tanto se empenhou em tentar colar o novo PS a elas, constatou que afinal existe para Portugal um rumo diferente daquele que sempre perfilhou.
Aqui chegados, claramente verifica-se que estamos diante da coligação do desespero. PORTUGAL NÃO PODE SER GOVERNADO POR DESESPERADOS.
Serve bem os interesses da classe politica instalada nos corredores do poder ou na sua orbita e reduz o campo para os pouco carismaticos Ciudadanos/Podemos que se atrevam a querer emergir. Nada como bipolarizar para esmagar.
sim, ok, será isso tudo e pouco mais. Eu proprio, sem antes ter ouvido ou lido nada sobre o assunto, opinei, escrevi, que assim ficava claro que o PS, enfim potencial ganhador das eleiçoes, já nao contaria com o apoio, nomeada e conmcretamente do cds. Mas agora, lido este post, fica mais claro que o PS sai desde já eleitoralmente enfraquecido com esta coligaçao psd-cds, e eu nao sou eleitor PS.
Mas isto, o post e o que escrevo, sao analises de caserna, semelhantes as que fazem os adeptos o porto e do benfica. E ganhe um ou outro, o campeonato recomeçara , como sempre, igualzinho. Finalizo: ganhe o PS ou a coligaçao, nao mudarao os banqueiros, nunca mudaram.
quero acrescentar mais uma banalidade : outra vez, o cds nao será extinguido nas proximas eleiçoes.
Não será extinguido porque se coligou. Se fossem sós e eles sabem disso, desapareciam. É um partido sem ideologia que apenas ambiciona poder e lá chegado, sem mérito algum, são o que se viu e se vê. Medíocre, mau, péssimo, ou melhor, não vale nada.
Não entendo porque ainda não se fundiram num só partido. Pensam igual, fazem igual. Não prestam.
Pode o PS e seus correligionários dizerem que Sócrates é inocente ate transito, etc….( aquelas tretas do costume) Mas, só o facto dele estar preso por indicio de corrupção, já é de si um imperdoável crime pelo qual o PS devia ser severamente punido na urnas.
Um país deve ser governado por políticos acima de quaisquer suspeitas… E a maior parte dos que se perfilam, para novamente tomarem conta da Nação… foram parceiros incondicionais do 44!
( desculpem, não sei escrever melhor, escrevi com o coração)
Se formos por aí, nenhum deles se pode candidatar porque se o PS tem o Sócrates que até prova em contrário, só pode ser acusado de crime quando for julgado. Até lá, resta-nos a procura de provas, para depois acusar. Não estou com isto a querer desculpar o senhor longe de mim. Já agora, as provas da compra dos submarinos fugiram? Na Alemanha foram condenados, aqui não há provas, isto quer dizer que os corruptores, corromperam o ar porque só houveram corruptores e isto, na prática, todos sabemos ser impossível. Por tudo isto, é melhor deixarmos de condenar, este ou aquele porque sujeira, há em todos que estiveram no acto da governação.
O anuncio da coligação Pré-Eleitoral é um acto que se saúda porque permite uma clarificação que era necessário fazer para limitar engodos ao eleitorado.
No entanto ele surge como medida desesperada de sobrevivência politica da entourage que apoia Passos no PSD, que sabe (Passos) que será corrido caso não vença as eleições (com maioria para formar governo), para o CDS é o menor dos males pois garante á partida uma razoável representação a nível de deputados para a próxima legislatura que lhe permitirá sobreviver mais uns anos.
Obviamente esta medida desesperada foi antecipada em grande parte pela apresentação das linhas balizadoras do programa económico pelo PS, que foram “bem” recebidas pelas clientelas do Orçamento e pelo poder financeiro que de facto controla o País.
Caso o PS vença as eleições (será sem maioria absoluta), o PSD mudará de líder de imediato e formará com o PS um bloco central que continue a defender as clientelas do Orçamento de ambos os lados condenando os outros partidos representados á insignificância, sendo que o CDS continuará protegido e será o 3º membro dessa troika dos interesses instalados.
Se a coligação agora formada vencer as eleições facilmente trará o PS para si optando por incorporar várias medidas dos socialistas para que estes possam fazer o foguetório para não perderem a “face”.
Obviamente estes cenários não servem Portugal nem os Portugueses uma vez que a divida não será contida nem haverá qualquer hipótese de os Portugueses (descendentes dos actuais) aspirarem a uma vida melhor, no entanto os beneficiários do sistema actual manter-se-ão e nada mudará.
É obvio que não aparecerá ninguém até ás eleições capaz de capitalizar votos suficientes para desequilibrar esta situação e isso será sem dúvida trágico para Portugal.
O BE irá quase desaparecer, o PC manterá o seu eleitorado e certamente haverá uma meia dúzia de estreantes mas nada que possa fazer perigar o poder do bloco PS/PSD e respectivas clientelas que sugam os recursos de Portugal e dos Portugueses.