Uma campanha feita com os pés.


Luís Menezes Leitão,

 

 

Acho que constitui um autêntico recorde a quantidade de disparates que foram ditos por Fernando Seara nos cerca de três minutos que durou esta entrevista. A culminar na frase “tu pour moi viens de charrette“. Pode ter a certeza que os lisboetas lhe vão dizer isso em português vernáculo já no próximo dia 29 de Setembro.

18 comentários em “Uma campanha feita com os pés.”

  1. E depois têm uma vereação que pôs Lisboa tão linda e arranjadinha que o melhor mesmo é voltarem a votar na firma Costa, Salgado & Zé.

    PS- Não voto em comentadores televisivos do pontapé na bola, sejam eles de que clube forem. Nem me dei ao trabalho de ver o video.

      1. É relativamente fácil fazer um vídeo “esclarecedor” juntando os pedacinhos mais infelizes e mais pobres de ideias de um qualquer candidato.
        Não votarei em Seara, mas não é por causa do vídeo.

  2. O “ajustamento” financeiro com consequências na economia a crédito que ainda vivemos é suficiente para denotar os disparates que estes soldados raso da política nacional fazem; o pessoal, como os antigos judeus desta Pátria invejosamente egrégia, olha ao “guito” … porque sabe que 20% do que ganha é produzido por outros que não os de cá, porque sabe que 40% da despesa local é inútil, porque sabe que não se mexeu uma palha no conjunto de cerca de três centenas de coretos locais, e assim…conclui-se que a fanfarra local não mudou…mudou o nosso olhar sobre o nosso país, porque nos toca no bolso.

  3. Gostei particularmente da história do menino de 17 anos, a despir-se à frente de dois gorilas. Pois eu vivi coisa semelhante, já com 18 anos, tive que me despir à frente não de dois, mas de mais de uma dúzia deles, e pode o Sr. Seara crer, que muitos eram bem mais feios e mal-cheirosos que os ditos gorilas. Foi na inspecção para o serviço militar obrigatório. Tudo o resto é inenarrável, culminando naquela frase “Octaviana” do outro saber o que ele quer dizer. Coitada de Lisboa, que corre o risco de vir a ser tratada com os pés e pior que isso, sem cabeça.

  4. Este video do canal mais imbecil da tv indigena (o Pedro Correia é inenarrável) ao lado do programa educativó/cultural a que chamam pomposamente “a quadratura do circulo” na SICn, dá quase vontade de votar no Seara. Vejam e ouçam bem as inanidades que o Costa e o seu adjunto nº2 Pacheco Pereira, costumam debitar, e a isenção jornalistica do moderador do debate, Carlos Andrade, adjunto nº 1 do Costa. Aquilo é qué um pograma de televisão!

    1. Como há sempre uma primeira vez para tudo, queria registar aqui com o devido agradecimento ao leitor a primeira vez em que me chamam “inenarrável”. Embora eu nada tenha a ver com vídeo algum da “tv indígena”, imbecil ou não.

  5. Rimo-nos dos chamados “tesourinhos das autárquicas” (que de facto são hilariantes), quase sempre pescados nas campanhas em cidades de província, algumas quase perdidas no mapa. Mas também nas grandes cidades – neste caso, até na capital – reina o disparate, o absurdo e o mau gosto. Os slogans de Seara são deploráveis, alguns em rima de pé quebrado (“No Areeiro, primeiro”) e outros incompreensíveis (“Por Santo António, pelas Pessoas”). Todos feitos com os pés, de facto. Pior do que isso, o cavalho de batalha “Em Lisboa com os dois pés” é de uma deselegância incrível: dá a entender que em Sintra esteve com um pé fora e outro dentro, o que aliás aconteceu mesmo a avaliar pela obra quase inexistente.

    1. Em Sintra vivia em Paço de Arcos, tanto quanto se sabe, isto quando não estava nos estúdios da televisão. E na CMS decerto preparava com afinco o que ia peixeirar para lá.

      Entendo absolutamente deplorável que um presidente de câmara, ainda por cima de uma das mais populosas do país, se tenha prestado a isso (e ainda se preste, ao que suponho – por vezes tenho tido o azar de, em zapping, deparar com a cara dele).

      1. Muito pior do que isso é o evidente desinteresse pelos assuntos de Sintra, pelo menos nos que exigem tomadas de posição firmes e alguma polémica. Tenho a sensação de que Fernando Seara esteve cá a passar férias, nada mais.

        1. Se esteve a passar férias isso é boa notícia, muito pior foi a gestão activa de aumento brutal da população da senhora das letras do PS. É a “cultura”.

          Que estejam quietos, façam coisa nenhuma.

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