Uma campanha barata


modosdever,

Se eu tivesse alguma coisa a ver com o PS ou o engenheiro Sócrates, nos dias que correm não gastava nem um cêntimo na campanha eleitoral: os dois estão tão presentes no nosso universo bloguista que não é preciso deitar dinheiro à rua – no sentido mais literal do termo. É assustador! E não estou a dizer nada que todos não saibamos desde que o general Humberto Delgado afirmou, com uma argúcia hoje desaparecida, que pouco lhe importava que dissessem mal dele, desde que falassem dele. Perdeu, como se sabe, e pelos motivos que se conhecem também. Mas se estes dois principais arguidos não perderem em toda a linha no próximo dia 5, por tudo o que também sabemos, e isto a admitir que não aconteça pior, o nosso mundo de posts e comentários bem pode pôr as barbas de molho.

9 comentários em “Uma campanha barata”

  1. Ainda hoje nós os dois falámos disso por telefone, Fernando. Sócrates, por exemplo, tem no DO um lugar onde se fala muito dele (mal, sobretudo).

    Não sei se ele é, neste particular, uma reedição do Humberto Delgado, mas sei outra coisa: não será bom que ele conte muito comigo, porque eu tenho andado muito mais apostado em promover um sujeito que tem sido muito ignorado. Refiro-me ao ainda ministro Mendonça, ‘tadinho dele.

    1. O meu post é dirigido ao nosso universo bloguista, onde naturalmente se inclui o DO, que nem sequer é o mais grave dos casos. Sobre o inominável, evidentemente que ele é tudo menos uma reedição do nosso general, que era um homem de espinha direita, como escrevi claramente escrito, pelo que qualquer confusão, mais do que uma coincidência, seria um insulto ao resistente de 1958. Quanto ao teu filet mignon, meu amigo, tens as mãos livres para usar a faca e o garfo.

  2. Agora arrepiei-me: invocar o General Humberto Delgado a propósito de José Sócrates só seria comparável a invocar a Madre Teresa de Calcutá a propósito da Ciciolina: ambas eram da Europa de Leste.

    1. Meu caro: não invoquei o general mas o que ele disse, e a propósito, não do inominável mas da campanha que o universo bloguista lhe faz de graça. Acabaram-se-lhe os arrepios?

  3. No universo bloguista e não só.
    No sábado de manhã almoçava com a minha mulher num restaurante, de um compatriota nosso em Luanda, maioritariamente frequentado por portugueses e adivinhem o tema das conversas. Pois é: Sócrates. Conversas nada abonatórias, diga-se, mas falava-se. A personagem é omnipresente…

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