Além dos aspectos práticos que derivam da existência da superpotência americana, membro da OTAN, e de numerosas organizações europeias de que o Reino (ainda) Unido é membro, o inglês é uma das línguas oficiais da Irlanda e também de Malta.
Depende do grau de autismo do que resta da União Europeia. O inglês ainda é o primeiro idioma de dois Estados-membros (Irlanda e Malta), e será a segunda língua da esmagadora maioria da população. Trocar o inglês pelo francês ou pelo alemão, para além de ser um gesto mesquinho, só serviria para irritar muita gente de Norte a Sul (os escandinavos ficariam contentíssimos, sem dúvida).
Tanto quanto recordo, todas as línguas dos estados membros são línguas oficiais da UE. O que a UE tem é línguas de trabalho. Como é referido acima, o inglês continua a ser uma das línguas oficiais de estados membros e como tal pode ser mantido mesmo com boas justificações burocráticas.
Depois há a questão que levanta o João: desde que não haja parvoíces, o inglês pode ser mantido por questões práticas. E se um país como a França começar a ficar com ideias talvez fique com mau sabor na boca: o alemão provavelmente ganhar-lhe-ia.
Com a saída do Reino Unido, segundo a notícia, o inglês deixa de ser língua oficial pois a Irlanda apenas inscreveu o gaélico e Malta apenas inscreveu o maltês.
Não consigo encontrar referências ao facto de a Irlanda apenas ter inscrito o irlandês (não exactamente o gaélico, aparentemente: http://publications.europa.eu/code/en/en-370204.htm) como língua oficial na UE. Mesmo que assim seja não é um problema. Podem sempre fazê-lo agora uma vez que o inglês é uma língua oficial da Irlanda (http://www.oireachtas.ie/documents/bills28/acts/2003/a3203.pdf).
Claro que será língua oficial, porque é a única língua em que quase todos os europeus se entendem. Incluindo os burocratas europeus, muitos dos quais só aprendem o francês quando vão para Bruxelas. E o resto é conversa.
Isso assume uso de lógica. A lógica também já teria acabado com Estrasburgo (as sessões do PE, claro) mas as sessões do PE continuam a motivar operações de logística equivalentes às de um exército uma vez por mês ou assim.
Essas monumentais operações de logística – que já tive oportunidade de acompanhar ‘in loco’ como repórter – são um anacronismo chocante, de uma inutilidade total. Resquício, tanto quanto sei, de uma velha reivindicação do general De Gaulle, que exigiu uma reunião mensal do Parlamento Europeu em solo francês.
Uma grande amiga minha, que trabalha no PE, diz-me que os próprios franceses odeiam essas transferências. Como escreves: perda de tempo, recursos, energia, etc. É possível que o TGV seja lucrativo à custa disto.
Os Ingleses têm razão. Estamos enfiados numa prisão e nem nos apercebemos — tudo em troca dos subsídiozinhos para a fp, onde o vosso chefe é um imbecil que nem sabe escrever mas tinha uma cunha no PS e vocês não.
Os ingleses arranjaram lenha para se queimar. Basta ler as notícias e os comentários de hoje para se perceber como aquele país está em convulsão:
«Britain’s departure from the EU risks two decades of progresso» The Economist http://www.economist.com/news/europe/21701449-britains-departure-eu-risks-two-decades-progress-both-parts-ireland-have-been-hurt
«Thousands of Remain supporters gather in Edinburgh? The Scotsman http://www.scotsman.com/news/in-pictures-thousands-of-remain-supporters-gather-in-edinburgh-1-4165121
«Corbyn crisis escalates» The Times http://www.thetimes.co.uk/edition/news/corbyn-crisis-escalates-as-shadow-minister-quits-after-two-days-2j9tkfz90
« Labour MPs go to police over death threats after refusal to back Jeremy Corbyn» Daily Telegrah http://www.telegraph.co.uk/news/2016/06/29/revealed-labour-mps-go-to-police-over-death-threats-after-refusa/
«Crabb and Fox begin Tory leadership race» The Times http://www.thetimes.co.uk/edition/news/crabb-begins-tory-leadership-race-with-fox-also-running-ccwm5qw7g
«EU leaders stand firm against concessions» Financial Times http://www.ft.com/cms/s/e1e327ec-3dd8-11e6-8716-a4a71e8140b0,Authorised=false.html?siteedition=intl&_i_location=http%3A%2F%2Fwww.ft.com%2Fcms%2Fs%2F0%2Fe1e327ec-3dd8-11e6-8716-a4a71e8140b0.html%3Fsiteedition%3Dintl&_i_referer=http%3A%2F%2Fwww.ft.com%2Fhome%2Feurope&classification=conditional_standard&iab=barrier-app#axzz4D0WOMYBO
E ainda a procissão mal saiu do adro… Mas há males que vêm por bem. O referendo inglês vai funcionar como vacina para refrear os populismos e os nacionalismos na Europa.
Para quem seja um “devoto globalista”, nem sequer percebo a pergunta. Um Governo, Um Banco, Um Exército, Uma Religião, uma moeda, um Idioma, portanto, olhando para o 1% que controla esse caminho, todos eles falam inglês, seja na Europa ou nos EUA, no Grupo Bilderberg ou George Soros, um dos que subsidia, sempre, aqueles que lhe convém e, de ambos os lados, os pró e os contra, em qualquer coisa que ajude o objectivo final. Isto de ser Globalista e estar a ver, acabarem com o poder dos Estados Membros e, ainda não saber os que vão ficar no topo e que língua falam, realmente, não entendo. Até Obama já faz referência ao caminho para o “New World Order”, está a pensar que eles estão a falar do quê? Os Tratados que estão a ser ultimados, entre UE/EUA, EUA/Canadá, onde as Corporações conseguem ter mais força que os Tribunais Nacionais… Se ainda continuam a pensar que é uma teoria da conspiração, para que quereriam eles caminhar para o Globalismo e um “totalitarian world government” onde o povo não tenha voto na matéria? O FMI, em Outubro, no seu “cabaz de moedas” vai concluir o trabalho com a moeda chinesa e a moeda indiana que também vai entrar, o World Bank quer que toda a população mundial tenha um ID, uma identificação (até lembra como identificar o gado)… cada vez mais, vai ficando tudo mais “concentrado”, basta imaginar a quem interessará esse processo, para saber o idioma escolhido. Este, por exemplo, nunca vai falar senão inglês: YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=feGXIK–OdM George SOROS: The One-Man Illuminati Machine
A questão nao faz sentido, muito menos a retirada de uma língua internacional…. Se assim fosse já teria, quase, data para ser despedido…… Foi um requisito imperativo falar e escrever Inglês. Falo por mim, e os outros tanto quantos e demais?
Os espanhóis também só falam a língua deles. Outra dia um disse-me calmamente que não precisavam de aprender mais nenhuma pois o espanhol era falado em todo o lado, incluindo nos Estados Unidos.
Esse era o único traço comum aos ex-chefes de governo Adolfo Suárez, Felipe Gonzalez, José María Aznar e Rodríguez Zapatero, e também entre eles e Mariano Rajoy: o desconhecimento da língua inglesa, que aliás assumiam sem complexos. Inglês? Ni hablar.
Mas, digo eu, a internacionalização da língua Inglesa, vem, presumo que dos Americanos Eles só falam uma língua? Generically speaking “problema deles!” neste sentido meu #delitodeopiniao. (meu comentário, confesso é mais por estar a sentir exagerado todo o medo alimentado por noticias. Igualmente sinto fiquei um pouco ressentido com todo este processo e resultado, mas sinto que há temas mais importantes). O tema da língua internacional acho que está culturalmente tão enraizado, que não vai deixar de o ser. Cmps
Sim, se a Irlanda co-oficializar o Inglês como Primeira Língua.
Sim, mas terá que o fazer. E é lógico que o faça, até porque o gaélico só é utilizado como língua-mãe por cerca de 3% dos irlandeses.
Além dos aspectos práticos que derivam da existência da superpotência americana, membro da OTAN, e de numerosas organizações europeias de que o Reino (ainda) Unido é membro, o inglês é uma das línguas oficiais da Irlanda e também de Malta.
Sim, mas não o inscreveram como tal na União Europeia para abrirem espaço às línguas minoritárias dos dois países.
Depende do grau de autismo do que resta da União Europeia. O inglês ainda é o primeiro idioma de dois Estados-membros (Irlanda e Malta), e será a segunda língua da esmagadora maioria da população. Trocar o inglês pelo francês ou pelo alemão, para além de ser um gesto mesquinho, só serviria para irritar muita gente de Norte a Sul (os escandinavos ficariam contentíssimos, sem dúvida).
Os escandinavos ficariam pouco contentes com o alemão mas menos furiosos que os latinos. Com o francês seria provavelmente ao contrário.
O francês, nos anos 90, ainda era a principal língua de trabalho na UE. Hoje parece-nos algo impensável.
Tanto quanto recordo, todas as línguas dos estados membros são línguas oficiais da UE. O que a UE tem é línguas de trabalho. Como é referido acima, o inglês continua a ser uma das línguas oficiais de estados membros e como tal pode ser mantido mesmo com boas justificações burocráticas.
Depois há a questão que levanta o João: desde que não haja parvoíces, o inglês pode ser mantido por questões práticas. E se um país como a França começar a ficar com ideias talvez fique com mau sabor na boca: o alemão provavelmente ganhar-lhe-ia.
Com a saída do Reino Unido, segundo a notícia, o inglês deixa de ser língua oficial pois a Irlanda apenas inscreveu o gaélico e Malta apenas inscreveu o maltês.
Não consigo encontrar referências ao facto de a Irlanda apenas ter inscrito o irlandês (não exactamente o gaélico, aparentemente: http://publications.europa.eu/code/en/e n-370204.htm) como língua oficial na UE. Mesmo que assim seja não é um problema. Podem sempre fazê-lo agora uma vez que o inglês é uma língua oficial da Irlanda (http://www.oireachtas.ie/documents/bil ls28/acts/2003/a3203.pdf).
Claro que será língua oficial, porque é a única língua em que quase todos os europeus se entendem. Incluindo os burocratas europeus, muitos dos quais só aprendem o francês quando vão para Bruxelas.
E o resto é conversa.
Isso assume uso de lógica. A lógica também já teria acabado com Estrasburgo (as sessões do PE, claro) mas as sessões do PE continuam a motivar operações de logística equivalentes às de um exército uma vez por mês ou assim.
Essas monumentais operações de logística – que já tive oportunidade de acompanhar ‘in loco’ como repórter – são um anacronismo chocante, de uma inutilidade total. Resquício, tanto quanto sei, de uma velha reivindicação do general De Gaulle, que exigiu uma reunião mensal do Parlamento Europeu em solo francês.
Uma grande amiga minha, que trabalha no PE, diz-me que os próprios franceses odeiam essas transferências. Como escreves: perda de tempo, recursos, energia, etc. É possível que o TGV seja lucrativo à custa disto.
Tirar o inglês de língua oficial é fácil. Evitar que seja a única língua em que toda a gente se entende é impossível.
Não direi toda, mas quase.
Os Ingleses têm razão. Estamos enfiados numa prisão e nem nos apercebemos — tudo em troca dos subsídiozinhos para a fp, onde o vosso chefe é um imbecil que nem sabe escrever mas tinha uma cunha no PS e vocês não.
Os ingleses arranjaram lenha para se queimar.
Basta ler as notícias e os comentários de hoje para se perceber como aquele país está em convulsão:
«Britain’s departure from the EU risks two decades of progresso» 701449-britains-departure-eu-risks-two-d ecades-progress-both-parts-ireland-have-b een-hurt
The Economist
http://www.economist.com/news/europe/21
«Thousands of Remain supporters gather in Edinburgh? s-thousands-of-remain-supporters-gather-i n-edinburgh-1-4165121
The Scotsman
http://www.scotsman.com/news/in-picture
«Corbyn crisis escalates» ews/corbyn-crisis-escalates-as-shadow-mi nister-quits-after-two-days-2j9tkfz90
The Times
http://www.thetimes.co.uk/edition/n
« Labour MPs go to police over death threats after refusal to back Jeremy Corbyn» 6/06/29/revealed-labour-mps-go-to-police-o ver-death-threats-after-refusa/
Daily Telegrah
http://www.telegraph.co.uk/news/201
«Crabb and Fox begin Tory leadership race» ews/crabb-begins-tory-leadership-race-wi th-fox-also-running-ccwm5qw7g
The Times
http://www.thetimes.co.uk/edition/n
«European Council President Donald Tusk said the UK could not pick and choose.» 659900
BBC
http://www.bbc.com/news/world-europe-36
«EU leaders stand firm against concessions» 1e6-8716-a4a71e8140b0,Authorised=false.h tml?siteedition=intl&_i_location=http%3A%2F%2Fwww.ft.com%2Fcm s%2Fs%2F0%2Fe1e327ec-3dd8-11e6-8716-a4a7 1e8140b0.html%3Fsiteedition%3Dintl&_i_referer=http%3A%2F%2Fwww.ft.com%2Fhom e%2Feurope&classification=conditional_standard&iab=barrier-app#axzz4D0WOMYBO
Financial Times
http://www.ft.com/cms/s/e1e327ec-3dd8-1
E ainda a procissão mal saiu do adro…
Mas há males que vêm por bem. O referendo inglês vai funcionar como vacina para refrear os populismos e os nacionalismos na Europa.
Para quem seja um “devoto globalista”, nem sequer percebo a pergunta. Um Governo, Um Banco, Um Exército, Uma Religião, uma moeda, um Idioma, portanto, olhando para o 1% que controla esse caminho, todos eles falam inglês, seja na Europa ou nos EUA, no Grupo Bilderberg ou George Soros, um dos que subsidia, sempre, aqueles que lhe convém e, de ambos os lados, os pró e os contra, em qualquer coisa que ajude o objectivo final. dM
Isto de ser Globalista e estar a ver, acabarem com o poder dos Estados Membros e, ainda não saber os que vão ficar no topo e que língua falam, realmente, não entendo.
Até Obama já faz referência ao caminho para o “New World Order”, está a pensar que eles estão a falar do quê? Os Tratados que estão a ser ultimados, entre UE/EUA, EUA/Canadá, onde as Corporações conseguem ter mais força que os Tribunais Nacionais…
Se ainda continuam a pensar que é uma teoria da conspiração, para que quereriam eles caminhar para o Globalismo e um “totalitarian world government” onde o povo não tenha voto na matéria?
O FMI, em Outubro, no seu “cabaz de moedas” vai concluir o trabalho com a moeda chinesa e a moeda indiana que também vai entrar, o World Bank quer que toda a população mundial tenha um ID, uma identificação (até lembra como identificar o gado)… cada vez mais, vai ficando tudo mais “concentrado”, basta imaginar a quem interessará esse processo, para saber o idioma escolhido.
Este, por exemplo, nunca vai falar senão inglês:
YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=feGXIK–O
George SOROS: The One-Man Illuminati Machine
A verdade é que nenhum dos 27 Estados membros da UE registou o inglês como idioma oficial.
A questão nao faz sentido, muito menos a retirada de uma língua internacional…. Se assim fosse já teria, quase, data para ser despedido…… Foi um requisito imperativo falar e escrever Inglês. Falo por mim, e os outros tanto quantos e demais?
Os ingleses, ao contrário da esmagadora maioria dos povos europeus, só falam uma língua.
Não sabem mais. Sabem menos.
Os espanhóis também só falam a língua deles. Outra dia um disse-me calmamente que não precisavam de aprender mais nenhuma pois o espanhol era falado em todo o lado, incluindo nos Estados Unidos.
Esse era o único traço comum aos ex-chefes de governo Adolfo Suárez, Felipe Gonzalez, José María Aznar e Rodríguez Zapatero, e também entre eles e Mariano Rajoy: o desconhecimento da língua inglesa, que aliás assumiam sem complexos.
Inglês? Ni hablar.
Mas, digo eu, a internacionalização da língua Inglesa, vem, presumo que dos Americanos
Eles só falam uma língua? Generically speaking “problema deles!” neste sentido meu #delitodeopiniao. (meu comentário, confesso é mais por estar a sentir exagerado todo o medo alimentado por noticias. Igualmente sinto fiquei um pouco ressentido com todo este processo e resultado, mas sinto que há temas mais importantes). O tema da língua internacional acho que está culturalmente tão enraizado, que não vai deixar de o ser. Cmps