Nestes dias em que a campanha eleitoral absorve as nossas atenções e o espaço mediático, a entrevista da rádio Observador a George Stilwell terá passado sem o destaque merecido.
Esta entrevista seguiu-se a uma outra a José Rodrigues dos Santos, em que o seu livro “O jardim dos animais com alma” foi assunto. Às páginas tantas o autor terá comparado os métodos de extermínio de Auschwitz com o que se passa nos matadouros. A partir deste tópico e olhando para o título do livro é fácil concluir a temática em causa. E que tal ouvir o que um veterinário tem a dizer sobre isto?
Fazer aqui um postal que resumisse a entrevista a George Stilwell seria redutor de tudo o que ali disse. Por isso, o melhor mesmo é ouvir a entrevista toda. Está também disponível em podcast.
Termino dizendo que a opinião positiva que tinha de George Stilwell, resultante de um curto contacto, saiu deveras reforçada.
Um visão sóbria sobre a nossa relação com os animais
Paulo Sousa,

Alguém que diga ao João Paulo Sacadura para falar menos e deixar falar mais….
o autor terá comparado os métodos de extermínio de Auschwitz com o que se passa nos matadouros
Os métodos são comparáveis: trata-se, em ambos os casos, de métodos industriais.
Note-se, entretanto, que o método usado em Auschwitz não foi o mais eficiente possível. Mais eficiente teria sido o tiro na nuca, como foi utilizado em Babi Yar. Os alemães converteram-se ao uso do gás porque o tiro na nuca, embora mais eficiente, era, a prazo, traumatizante e desmoralizador para quem o aplicava.
a adoração dos animais de 4 patas começa pelos bípedes nas pinturas das cavernas
as vacas que peidam metano como qualquer vegetariano vão em manada votar no pan
Muito boa partilha.
Pena se limitar à Radio Observador. Quando há debates mediáticos sobre a bicharada, era chamá-lo ao invés dos “peritos” do PAN.
Gostei do trecho na Amazónia. Ainda sou do tempo em que o biodiesel era a Salvação.
Para os que equiparam os animais a seres humanos , que nunca lhes falte comida no prato. A mim incomoda- me muito mais os 49.000 abortos ( dados de 2018)realizados nos matadouros nacionais , também conhecidos por hospitais , isto num país com graves problemasde sustentabilidade da segurançasocial devido a uma população envelhecida e a uma baixíssima taxa de natalidade. Mas rende mais falar nos peidinhos das vacas e nas alterações climáticas.
Muito bom para o post e para a intervenção do G.S.