Noam Chomsky é um eminente linguista. Para além disso, tem sido um crítico feroz do “imperialismo” americano e um defensor incansável de regimes indefensáveis. O regime de Chávez, na Venezuela, tem sido, naturalmente, objecto das maiores loas e encómios por parte de Chomsky. A cobertura ao chavismo acaba, todavia, de sofrer um rombo. Noam Chomsky, em carta aberta publicada num jornal venezuelano, denunciou o tratamento degradante sofrido pela juíza Maria Lourdes Afiuni no cárcere e exigiu a sua libertação. A prisão de Afiuni foi ordenada na sequência de uma decisão que tomou de libertar um banqueiro acusado de corrupção pelos chavistas. E, na Venezuela de Chávez, libertar banqueiros ou empresários é uma decisão de alto risco que se paga com a liberdade. A situação humanitária de Afiuni atingiu tal gravidade que nem o entusiasmo de Chomsky pelo chavismo o impediu de ver o óbvio. A posição de Chomsky constitui um tiro na barcaça do narcisismo-leninismo protagonizado por Chávez. É claro que restará sempre uma esquerda festiva pronta para celebrar os carnavais de Caracas. Mas o distanciamento de intelectuais como Chomsky retira ao regime qualquer chancela de validade ideológica.
Um tiro no narcisismo-leninismo
Rui Rocha,

Chomsky é um ser estranho. O que se pode chamar a alguém, um judeu, que renega o seu povo e o direito à existência de Israel? Adivinham-se dias difíceis para o “guru dos direitos humanos”, espécie de lança árabe no Ocidente!…
Os tempos não estão fáceis para carnavais, Sampy.
Quem raio é o Sampy?!
Troquei os posts, Dylan. As minhas desculpas.