O barómetro de Maio da Marktest para a TSF e o Diário Económico dá hoje as melhores intenções de voto ao PSD das últimas duas décadas e a pior de sempre ao PS sob a batuta do actual primeiro-ministro, números que só podem espantar os mais fanáticos ou os mais distraídos. É cada vez mais evidente que o País está cansado de Sócrates: “Conscientes de que vivem pior do que há cinco anos, quando o actual primeiro-ministro chegou ao poder, os portugueses cansaram-se de Sócrates. Dos trejeitos de Sócrates, das entoações de Sócrates, das promessas de Sócrates – sempre desmentidas pelos factos. Cansaram-se dos tios e dos primos de Sócrates. Cansaram-se dos amigos de Sócrates, como Armando Vara e Rui Pedro Soares. E dos amigos dos amigos de Sócrates, como Paulo Penedos e Manuel Godinho.”
Palavras escritas no DELITO a 24 de Março, ainda antes do brutal pacote de “contenção” que acabou de rasgar o contrato de legislatura firmado há sete meses entre o partido do Governo e os portugueses que nele votaram a 27 de Setembro. Em ano eleitoral, com a crise já a fazer soar as campainhas de alarme em todas as capitais europeias, por cá baixou-se o IVA e aumentaram-se os funcionários públicos. Foi em 2009, no tempo das sondagens estratosféricas que parece ter sido há uma eternidade. Meses volvidos, procede-se exactamente ao contrário, traindo a boa fé dos eleitores: impostos a subir, regalias sociais a desaparecer. Em nome da mesma crise que dantes se procurava negar, com a prestimosa ajuda dos propagandistas de turno, alguns dos quais não tardaram a virar a casaca.
Sócrates, confiante na sua boa estrela e na prosa servil dos bajuladores de serviço, apercebeu-se demasiado tarde que não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo. Faria bem o Partido Socialista – todo o Partido Socialista – em acautelar-se desde já com a dimensão dos estragos, atribuindo crédito ao barómetro da Marktest, que funciona como urgente sinal de alarme. Relembro o que aqui escrevi a 27 de Abril: “Este Governo chega ao fim do primeiro semestre já cansado – evidência que os dotes mediáticos do primeiro-ministro não consegue ocultar. É demasiado fácil augurar-lhe vida curta. E quanto mais tarde este PS que Sócrates transformou numa massa amorfa perceber isto mais longa será a sua futura travessia na oposição.”


Ao enterrarem Sócrates vocês andam a empurrar o Passos para o precipício. Não vêem que ele não quer avançar já? Façam-lhe um favor, acalmem-se.
Lamento, mas quem empurra Sócrates para o precipício é o barómetro da Marktest.
À margem disso: apropriar-se do nome de outros para entrar nas caixas de comentários dos blogues define todo um estilo. O seu.
O Alvo está certo mas as armas escolhidas, no entanto, revelam (repetidamente e não apenas neste post) o mesmo pensamento económico acrítico que permeia o “estabelecimento” desde decisores a jornalistas.
As excepções lá fora ainda vão tendo visibilidade.
Martin Wolf (Financial Times): “I have now lost faith in the view that giving the markets what we think they may want in future – even though they show little sign of insisting on it now – should be the ruling idea in policy.”
Mas as internas, népia. Estão mantidas cuidadosamente fora das TVs, rotuladas de maluquinhos radicais, ou apresentadas como marginais em prós e contras de 5 contra 1.
Lá fora é que é bom. Outside is that is good, como se diz no fajuto ‘inglês técnico’ de São Bento.
Estes comentadores discutem o sobe e desce partidário com a excitação de putos de creche. Como se dessa alternância por que tanto anseiam resultasse um modelo de governação diferente para o país. Não vai resultar. Já se viu. Nada disto é novo, o país é pequeno e as elites há décadas que dançam juntas o tango.
(Falar de apropriação de nomes na blogosfera não faz sentido, meu caro, a não ser que estejamos a falar de nomes de figuras públicas. Pedros Magalhães há muitos.)
Cumprimentos
Pois há. Eu próprio sou Pedro Magalhães.
Esta sondagem vale o que vale. 80% dos inquiridos (800) disseram que não sabiam. Parabéns a Pedro Passos Coelho, mantenha-se calado pois vale a pena… Quanto aos amigos de Sócrates, lembro que Pedro Soares até recebeu uma choruda indemnização. Destacados militantes do PSD ex. governantes, permitiram-se roubar milhões ao Povo Português no “assalto” ao BPN . Não é meu timbre entrar neste estilo, estou a faze-lo para por um pouco de ordem na “mesa dos laranjinhas” Manuel Azevedo
eu peço desculpa, mas, eu, EU, eu é que, eu é que sou o Pedro Magalhães…
Tem a certeza que não é Pinto de Sousa?