Um PS de série B


Pedro Correia,

 

No plenário da Assembleia da República, o PSD fez hoje tábua rasa do seu programa eleitoral, que previa a suspensão do processo de avaliação dos professores, e deu a mão ao Governo, demarcando-se da restante oposição. Lamento ter razão numa matéria para a qual, durante meses, fui alertando os meus colegas da blogosfera que andaram profundamente iludidos com a retórica da actual direcção social-democrata, mais vocacionada para ser uma espécie de PS de série B do que uma verdadeira alternativa aos socialistas.

4 comentários em “Um PS de série B”

  1. Pedro
    Infelizmente o Pedro tinha razão. Muitos amigos tentaram mostrar-me isso mesmo, a minha ingenuidade. Mas esta “política de verdade” soou-me tão bem… levou-me até aos tempos da AD, de Sá Carneiro… Bem, já fechei definitivamente esse capítulo. A política de valores e princípios, de compromisso e lealdade, está fora de moda.

    Voltando ao tema, o debate na AR:
    É que esta estranha estratégia de “oposição responsável” lembra-me imenso a estranha “cooperação estratégica” do Presidente que lhe pode ter custado a sua reeleição.
    E a fronteira entre “responsável” e “negligente”, quando se trata de uma oposição na AR, é muito ténue. Tão ténue que é percebida pelos cidadãos como “cúmplice”.

    De qualquer modo, não creio que seja uma especificidade da actual liderança do PSD. Considero que teria sido bem pior com uma alternativa Passos Coelho por exemplo; essa sim, é que seria mesmo o lado B do PS. Mas claro, é apenas a minha opinião.

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