Um Presidente das Arábias


Sérgio de Almeida Correia,

Cavaco_na__torre_Burj_Khalifa_no_Dubai6803982c_664(Foto: Estela Silva/Lusa)

Vender o País a retalho não é bonito de se ver. Mas se daí vier algum proveito, menos mal. Agora que queiram misturar os cavalos com as nossas mulheres é que não me parece grande ideia. Deviam ter-lhe dado uma fatia de bolo-rei.

4 comentários em “Um Presidente das Arábias”

  1. Que grandes captadores de investimento vemos nós no governo e na Presidência.
    Vamos lá ver se ajudo o pessoal a compreender o que ocorre com os investidores empenhados:
    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=170311

    Se metade das PME não sobrevive mais de dois anos, já se interrogaram sobre o que acontece com a outra metade?
    Há pouco mais de 1 mês abordei aqui esta temática, e parece-me que ninguém quer compreender que para se ser empreendedor em Portugal é necessário acabar com o tecido parasita e que paralisa a economia e o empreendedorismo.

    Na entrevista ontem dada por Passos Coelho, referia ele, para justificar a taxa de desemprego, que Portugal, nos momentos em que havia investimento e o dinheiro corria de Bruxelas, continuava a aumentar a sua taxa de desemprego, e lá foi situando a mesma nos 5.5% e 8%.
    De um governante, de um primeiro-ministro e de um Presidente da República eu espero sempre mais que a mera leitura de números e de constatações de factos. Eu sei isto, porra! E a maior parte dos portugueses também sabe!

    Mas o que estes senhores não sabem e muitos portugueses desconhecem é que se isto ocorre mesmo nos momentos do dito grande investimento deve-se ao facto da economia não só estar concentrada nas mãos de quem eles permitiram e permitem favorecimentos através de regulação que desregula, como também que a grande maioria das empresas que existem e que se criam remetem-se ao simples papel de satélites que gravitam em torno dessas outras.
    Significa isto que realmente aqueles que deviam ser os grandes contratadores da nação não acrescentam nada quando o dinheiro jorra. E os ditos “investimentos”, que são meras compras, e actualmente compras em saldo de empresas criadas e sustentadas pelos contribuintes, também não se traduzem em riqueza gerada.
    Que fazer, Passos Coelho, Portas e Senhor Presidente? Evitar que a economia se volta a concentrar nas mãos de fundos e de “empresários” que não arriscam, porque são os contribuintes que o fazem, e se liberalize, eu disse LIBERALIZE, definitivamente esta economia através de leis restritivas de concentração e dimensão empresarial, de dura regulamentação que salvaguarde o emprego e os trabalhadores quer no activo quer no desemprego, e se comece a criar benefícios sólidos com períodos de carência, isentando de impostos nos primeiros quatro anos de actividade as novas empresas.
    Este sim, será um estímulo PILOTO ao empreendedorismo e uma aposta estratégica no futuro da economia.

    Uma vez que a carga fiscal é absurdamente elevada para os consumidores, E SÃO ESTES OS VERDADEIROS AGENTES ECONÓMICOS, é necessário oferecer às novas empresas os meios que lhes permita competir com os demais peixes que o estado tem vindo a alimentar à boca.
    Claro que é necessário acabar com os ditos empresários que só o são quando o estado ou a UE garantem verbas para formar um não sei quê e fazer um não sei mais quê. Assim é fácil ser empresário e mandar bitaites a coçar , sim sim sim, isso mesmo.
    Todavia, para aumentarem seus skills e fazerem um upgrade do que nunca tiveram em matéria económica, recomendo uns cursos de formação de Vida Activa (uns a seguir aos outros, refiro-me a cursos) ao primeiro-ministro, à ministra das finanças, ao secretário dos impostos (sem direito a microfone e a falar) e a todos os demais com excepção para o ministro Paulo Macedo e a ministra da Justiça de quem muito gosto pela inteligência e conhecimento que possuem.
    Nota: Ao Mota Soares recomendo uma sequência de 7 (o sete é um número pleno) anos nestes cursos de grande valor para aprofundar os skills na economia social.

    A Sua Excelência o Presidente da República deixo os votos sinceros de uma reforma feliz junto à lareira e à família e também os votos de um Feliz Natal.

  2. Isso de vender lá fora o que os portugueses produzem só aceitável se for à Venezuela do Chavez…

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