Não menosprezem José Sócrates: estamos perante um político profissional. Gostemos ou não gostemos dele, consideremos ou não que é um péssimo governante, admitamos ou não a contínua quebra das suas promessas mais emblemáticas, pensemos ou não que ninguém como ele tem sido o maior coveiro do estado social em Portugal, nunca devemos subestimar o seu talento como manobrador político nem a sua inegável capacidade de sobrevivência contra ventos e marés.
Em suma: um político profissional como Sócrates não pode ser combatido eficazmente com métodos amadorísticos. Cada palavra deve ser bem medida, cada acção tem de ser consequente, cada medida alternativa anunciada requer estudo profundo nas suas causas e consequências. À esquerda, Francisco Louçã há muito percebeu isto. À direita, Paulo Portas não ignora esta evidência. No PSD, ontem como hoje, muitos entendem que basta algum alarido mediático e uma persistente marcação da agenda jornalística para que o ciclo político se altere.
É um erro profundo pensar assim.


Além de político profissional, trata-se da maior desgraça que aconteceu a este país desde há, pelo menos, 36 anos. É obra!
Apoiadíssimo.
Sócrates se o deixassem, seria o coveiro da democracia.
Estás carregado de razão, compadre. Se nunca se deve subestimar um adversário, no caso concreto o risco é de uma evidência gritante. O PSD tem de cuidar-se, mas de cuidar-se seriamente.
Tem de evitar sobretudo os tiros no próprio pé. Neste Verão houve alguns. Perfeitamente escusados.
é bem verdade Pedro.abraço
Abraço, João. Temos de trocar impressões sobre o assunto um dia destes.
A pura das verdades!
Vou partilhar no FB, porque a nível local, na minha terrinha, o PSD comete o mesmo erro.
abraço
Creio mesmo que o PSD comete este erro em todos os cantos do País.