21 comentários em “Um pequeno negócio de família”

  1. È surpreendente como nos últimos dias encontrei esta “noticia” em vários blogs diferentes.

    O que levaria este bolgs a irem pescar a mesma noticia com mais de 1 ano?

    O que levará este blogues, o CM e o DN (no ano passado…) a omitirem que se trata de ESCUDOS?

    Neste caso concreto, pergunto-lhe a si Ana Vidal…Recebe dinheiro para escrever isto? Quem lhe paga? o Relvas?

    miguel

    1. Ora bem, Miguel, vamos por partes:

      1. Não, ninguém me paga para escrever seja o que for. Mas, sendo dos livros que tendemos a avaliar os outros pela nossa própria bitola, devo deduzir que José Sócrates lhe paga a si para o defender? Talvez se explique assim o seu erro grosseiro de julgamento, já que não me conhece de parte nenhuma.

      2. A data da notícia é irrelevante para o caso, e nem sequer se pode dizer que seja muito antiga. Só agora tive conhecimento dela, mas há alguma coisa que indique que ela perdeu actualidade? Por acaso já viu apurados os factos de que a notícia fala, confirmados ou negados? Eu, não.

      3. A verba é ainda mais irrelevante, embora impressione em euros ou escudos. Seja como for, ninguém põe tostões em offshores e não se vive em Paris com pouco dinheiro. Ora, não se conhece a Sócrates fortuna pessoal anterior à sua passagem pela política nem fontes de rendimento posteriores que justifiquem a vida de luxo que leva. Mesmo assim, pergunto-lhe: como sabe que são escudos? E porque se indigna tanto com este assunto? E qual é o seu nome, já agora?

      1. Acrescento que apaguei o seu último comentário porque não lhe admito insultos. Não se canse a responder, não vou aprovar mais nenhum comentário seu.

    2. Aqui simplesmente Miguel, noutros sitios bem menos recomendáveis, Miguel Abrantes!
      E que lá no cano de esgoto onde se alimenta e gosta de chafurdar, passou anos a fazer a mais abjecta propaganda do seu querido ex 1º ministro e do bando que ele liderava, sempre pago pelo erário publico.
      Vejam lá como ele saltou logo em defesa da sua “dama”, no estilo fino e educado a que nos habituou!.

  2. Lamento, cara Ana, essa conversa acabou. Se ainda não percebeu, com o que se está a passar já ninguém se lembra do Sócrates. Percebo a sua saudade, a crise com Sócrates era um mundo a preto e branco, simples e entendível, com bons de um lado e maus do outro. A sua derrota final devia ter trazido o triunfo do bem e a felicidade de todos, como nos contos para crianças. Como não trouxe, as pessoas estão desorientadas, à procura de novos vilões para culparem. Se quiser ser como elas, vá à manifestação no Sábado. Se ainda está apegada ao Sócrates, continue a odiá-lo puerilmente à vontade. Mas lembre-se: com o que aí vem, ninguém lhe vai prestar muita atenção.

    1. André sem acento,

      Está enganado. Todos lembram-se e lembrar-se-ão de Sócrates por muitos e bons anos. Enquanto a dívida pública for pelo menos a dupla da do que ele herdou. Um mitómano que duplica dívida, que até ao último dia da sua governação quis avançar com o tgv e o novo aeroporto e, ainda, fez da Parque Escolar “uma festa para a arquitectura”, nunca passará do maior biltre não cadastrado de toda a história pós 25 de Abril. Com todas as tonalidades entre o preto e o negro.

      1. Não seja chato com o acento, Paulo. ‘’Todos lembram-se e lembrar-se-ão’’? Ai as regras da próclise… É ‘’todos se lembram e lembrarão’’. Em português…

        Abraço

    2. Eu é que lamento a memória curta dos portugueses, André. Fora isso, pueril é substituir ódios e vilões ou mesmo ficar desorientado sem eles. O facto de eu estar descontente com este governo – e estou – não me faz esquecer que houve outros culpados pela situação em que estamos. Ou incensar quem desapareceu da vista, só porque as coisas não melhoraram e continua a haver erros.
      E se ainda não percebeu ou não foi ainda atingido, não se iluda: não é “o que aí vem”, mas “o que aí está”.

  3. Não vou negar que já me passou pela cabeça o mesmo que passou pela do Miguel. As vezes parece-me que o Delito de Opinião tem escala de serviço, e as vezes aparecem textos que requerem trabalho de investigação. Claro, também nos dias que correm já suspeitamos de tudo, seja como for , é o meu blog preferido.
    Quanto à família do Sócrates e seus negócios. Tenho uma pergunta: A senhora Ana nasceu hoje? Não, claro que não.

    1. Não sei exactamente o que quer dizer com isso, portuguesaçoriano. Se é o que penso, esse conformismo com a corrupção instalada não é para mim. E não nasci hoje.
      Quanto às suas suspeitas, nem comento. Mas ninguém o obriga a ler um blogue que lhe parece ter escala de serviço, seja lá isso o que for.

      1. Pois não, nem ninguém a obrigou a me responder, mas que fique claro, que me sinto honrado pelo seu tempo e atenção dispensada.
        Com relação à corrupção, não acredito que isto tenha remição, é a forma de ser de um povo, de um país… Sim desisto, e, refugio-me dessa forma de estar na vida, coberta de malandrice sem moral, atrevimento, descaramento e despeito. Talvez seja eu o único que esta mal, talvez também seja você, já não me interessa.
        Não acredito em políticos e em Portugal ainda menos. Não acredito nessa espécie de máfia que funciona através do amigo do amigo, através da mão que lava a outra mão, ou pelo “padrinho” que é viciado em adoração. Sinto-me triste por ser parte de um país em que muitos mandam e nenhum governa. Sinto-me triste porque os homens já não sabem o que é justiça. Fico parvo quando oiço as pessoas rejeitarem a anarquia, mas ao mesmo tempo vivem nela, pior, tentam criar a ilusão que não, que vivem num lugar organizado. Sustentam essa ideia com protocolos, meras farsas, nada mais. Convenções que as aprisionam numa miopia inconsciente que nada tem a haver com liberdade.
        A maior crise é da moral, a do bom senso, a da justiça, nessas ninguém fala, ninguém dá conta delas, é só finanças, impostos, dinheiro. Triste, muito triste daquele que não se vê tal como é, daquele que tenta se parecer com outros, apenas porque esses outros são o padrão, seja da beleza, seja do bem gerir, seja do bem viver, seja do que for.
        Triste daquele que não consegue pensar por si mesmo.
        Sim, estou farto, porque sei que este país e até mesmo a Humanidade, é tão somente isto.

  4. Sim, na realidade esta notícia é mais velha que a Sé de Braga. Mas duas coisas me admira:
    a) – Que ainda seja só notícia;
    b) – Que surja sem qualquer nota sobre a evolução da investigação.

    Parece-me que a este nível tudo se parece com o caso dos submarinos: emergem e submergem ao sabor dos tempos. Coitado de Paulo Portas, só porque tutelava o ministério anda sempre na berlinda!
    Nunca mais ninguém noticiou sobre as aparentes variáveis deste assunto. Parece-me que li que havia um romance neste assunto e, aparentemente, uma impossibilidade ou incompatibilidade qualquer. Será verdade? A minha memória não dá para tanto.
    Será que é possível, para saber se não é imaginação ou falha de memória da minha parte, publicar tal notícia novamente? Não, não me refiro a Paulo Portas, deste não tenho dúvidas nenhumas, mas ao assunto. A minha dúvida ou falha de memória está no assunto e não na inocência de Portas. Eu, como contribuinte, também paguei os submarinos. Quero saber se a minha memória anda mal.

    A única coisa que sei, e que me ficou na memória, é que na Alemanha houve condenação.

  5. Ora gaita, que decepção. Fui ver o link, a pensar que havia notícias frescas, mas nicles.
    A resolução deste caso, ou melhor, destes casos que envolvem o Sócrates, ficou, como o BPN, o Duarte Lima, os sobreiros, os submarinos, enfim… tantos, TODOS os casos que envolvem peixe graúdo (leia-se políticos), para as calendas gregas.
    Por três razões:
    1. Uma genérica (vá um chavão): a justiça é fraca com os fortes e… pois;
    2. A velha questão da “inversão do ónus da prova”, que impede que se faça alguma coisa quanto ao enriquecimento ilícito. Ou, como um princípio básico do Direito pode servir, não para fazer justiça, mas para a impedir… num país de mafiosos.
    3. A PJ e o Ministério Público não conseguem, por incompetência e/ou “por falta de meios”, investigar nada. NADA!
    Por mim, não me importo que investiguem todo o meu património. Consigo explicar tintim por tintim onde arranjei cada tostão que tenho. E também podem escutar as minhas chamadas telefónicas.
    Quem não deve, não teme…
    Infelizmente, o nosso povo é roubado tanto por políticos de direita como de esquerda.
    O primeiro político que conseguir fazer alguma coisa contra isto tem o meu voto garantido.
    Até hoje, nem um o conseguiu. Porquê? Porque nenhum o tentou sequer.
    Veja-se os subsídios que os políticos recebem por oficialmente não terem casa em Lisboa, quando na grande maioria dos casos se trata de profissionais da política, a viver (e com casa própria) na capital há uma data de anos.
    Estes desavergonhados até já conseguiram arranjar pareceres de juristas conceituados (inclusive da PGR!) a dizer que o facto de terem casa em Lisboa não é impeditivo de receberem o subsídio…
    E o outrora célebre caso das viagens fantasma, do Batman e quejandos?
    Perante isto, o que é que se pode fazer?

    1. Infelizmente tenho de dar-lhe razão. Assistimos quase sempre (ou mesmo sempre, nos casos de “peixe graúdo”, como diz) à prescrição ou inconclusão dos processos mais escandalosos. A nossa justiça está doente e não lhe vejo melhoras do descrédito em que caíu, por estas e outras razões. Isto num país onde a corrupção é um hábito antigo e persistente.
      Mas nunca será “um” político a mudar as coisas. Não estamos em ditadura. Temos de exigir mudanças até que elas ocorram, mesmo que nos pareça estar a lutar contra moinhos de vento.

      1. «Mas nunca será “um” político a mudar as coisas. Não estamos em ditadura. Temos de exigir mudanças até que elas ocorram, mesmo que nos pareça estar a lutar contra moinhos de vento.»
        Bem verdade. Um povo deve lutar pelos seus direitos e não esperar que um salvador resolva tudo sozinho. Temos é que fazer mais manifestações, como a de ontem. Espero sinceramente (e ansiosamente) que tenha sido apenas a primeira de muitas. Os políticos têm que deixar de se comportar como se o país fosse um feudo deles. Se calhar, temos que introduzir uma alteração na Constituição a dizer que, quando os governantes fazem o contrário do que prometeram, isso é “justa causa” para os despedir. E, já agora, outra a responsabilizá-los pelas dívidas que contraem no exercício dos seus cargos.

        1. Exactamente, Mário. Mudar a constituição permitiria corrigir muitos erros. A que temos transforma muitas hipóteses de alteração em becos sem saída.

    1. Sou uma acérrima opositora da pena de morte e já o afirmei muitas vezes neste blogue, Bluesmile. Não a defendo em nenhum caso, nem para os mais aberrantes assassinos. Percebeu, tenho a certeza, que a cicuta era uma figura de estilo.
      Falando de património, ele tem de ser justificado em quem exerce cargos públicos. E aí é que bate o ponto: nem Sócrates nem a família, ao que se sabe, tinha património relevante antes da sua ascensão política.

      1. Não tinha património, disse muito bem … é que agora já tem, e que património! Ainda bem que me possibilitou esta informação cujo conteúdo não me surpreendeu. O que me deixou parva foi o montante …

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