Neste artigo Camilo Lourenço insurge-se contra a falta de optimismo dos portugueses, que já lhe teria sido criticada por jornalistas estrangeiros. Isto só me lembra aquela anedota sobre a diferença entre um optimista e um pessimista. O optimista é aquele que diz: “Se isto continua assim, acabamos todos na rua a pedir esmola”. E o pessimista é aquele que pergunta: “Mas a quem?”. Com os funcionários públicos a perderem 25% do seu salário, com o desemprego quase nos 16%, com previsões do défice do primeiro semestre a rondar os 7,5%, com milhares de empresas a falir continuamente e com 25 pessoas a devolver as casas ao banco por dia, ainda há um jornalista que acha que em Portugal não devemos ser pessimistas. Valha-nos Deus!
Dever ser o tipo de gente que quando o valor de uma empresa sobe em Bolsa porque aquela anunciou um “downsizing” acha que isso é só uma boa notícia.
Exactamente.
Ainda não percebeu que o optimismo é uma possibilidade, não é uma condição.
Não, não percebi. E acho que vou continuar a não perceber.
Luís: o sujeito da minha oração era “ele”, Camilo Lourenço…
Lamento a confusão. O mal é da nossa língua portuguesa que admite as frases sem sujeito.
“Um Polvo lusitano”
«Cadastro é currículo: Armando Vara ou Dias Loureiro concluem as suas carreiras políticas como empresários de sucesso. E ricos»
«AR é o centro da corrupção em Portugal» – Paulo Morais, Associação Transparência e Integridade.
…nos ministérios, parlamento & autarquias, um misto de Ali Babá-Al Capone-Al BPN- Al Belém S. Bento, invadiu e tomou conta do país.
Caro Leitão, o seu post faz-me lembrar a história do copo meio cheio ou meio vazio. Você podia ter referido:
a) que a Troika voltou a reafirmar que o défice a que nos comprometemos no final do ano (é isso que conta não é?) é exequível; b) que obviamente os salários médios da função pública estavam desajustados da realidade do país e por isso o ajuste necessário; c) que as 25 famílias que devolvem casa aos bancos nunca sequer deveriam ter tido acesso ao crédito e por isso trata-se de um ajustamento óbvio (por muito que custe a muita gente perceber isso); d) podia ter referido o aumento exponencial das exportações em Portugal, o que quer dizer que o tecido empresarial se tornou mais competitivo, mais eficiente e melhor estruturado, além de que todos os dias surgem novas empresas e com pessoas mais qualificadas a geri-las; e e) que os níveis de desemprego assustadores (é um facto!) só poderão ser reduzidos quando a economia fizer o necessário ajustamento e, empresas e pessoas, deixarem de depender do estado para tudo. O que começa a acontecer e cujos resultados aparecerão nos próximos anos.
Podia ter optado por esta visão, mas claro que escrever um post como o que escreveu é muito mais fácil…dá muito menos trabalho…
Do seu post retiro o seguinte: 1) que acredita que vamos cumprir o défice deste ano, quando estamos quase no dobro em metade do ano (falta saber à custa de que novas medidas de austeridade); 2) que está feliz com a retirada de 25% do salário aos funcionários públicos (ajuste necessário) e com a perda de casas de 25 famílias por dia (ajustamento óbvio); 3) que o aumento das exportações demonstra que o tecido mais empresarial se tornou mais competitivo, mais eficiente, e melhor estruturado (a troika diz o contrário); 4) que o facto desse tecido empresarial competitivo, eficiente e estruturado gerar a multiplicação de falências e um desemprego assustador é só porque a economia ainda não fez o necessário ajustamento.
Isto é o que chamo de verdadeiro optimismo. Como diria Pangloss: “tout va pour le mieux dans le meilleur des mondes possibles”.
O que retira do meu comentário é consigo, naturalmente influenciado pela enviesamento interpretativo, já demonstrado no post inicial.
O que eu quis dizer no meu comentário, é exactamente o que está escrito no meu comentário. E para o ler não é preciso retirar nada.
Um pessimista manda dizer que Deus não existe…
“Não só Deus não existe, como experimentem procurar um canalizador ao fim-de-semana” (Woody Allen).
Até eu, que “era” optimista pergunto “a quem” e “quando”… e não oiço resposta. Até o Camilo falar!
o que distingue um optimista de um pessimista é que
o optimista diz que nós vivemos no melhor dos mundos possíveis;
o pessimista acha que o optimista tem razão