
Eu julgava que neste país existiam leis que puniam os bloqueios de estrada e a ocupação da via pública, impedindo a normal circulação do trânsito. Afinal parece que em Portugal é possível fazer uma manifestação a utilizar carros indevidamente estacionados para cortar a via pública nas principais cidades do país, causando o caos no seu funcionamento e prejudicando centenas de milhares de pessoas. E as autoridades, em lugar de cumprirem a lei, até se dispõem a colaborar nesse objectivo, cortando elas mesmas o trânsito e reservando as vias para o estacionamento dos manifestantes. Digam lá se isto não é um país de opereta.

Em França e em Espanha é igual
https://www.google.pt/amp/s/observador.p t/2018/07/28/taxis-de-barcelona-e-madrid-p arados-contra-uber-e-cabify/amp/
Caro Luís Menezes Leitão
Respeitosamente, não insulte a opereta, coitada, não tem culpa.
Está a chegar-se a um ponto em que de Estado exíguo se caminha apressadamente para Estado falhado.
As autoridades /forças de segurança devem ter ordens para ser mansas. Depois, elas próprias se encolhem, não estão para ter chatices.
Cada vez mais há-de ser assim. Mas o pessoal pelos vistos aprecia.
O direito à indignação e outros que a CRP estabelece, e muito bem, com a conivência dos poderes instituídos esmaga a vida dos cidadãos, e cresce o consequente desrespeito pelas pessoas.
António Cabral
..opereta talvez não… Eu escolheria o País “da ganga com blazer de botão dourado”..:-))
Jorg
Outra vergonha.
O Sr P.M. deu-se ao luxo de não respeitar ninguém. Indecoroso.
IMBROGLIO
“Vamos refundar Portugal”.
Qual é o molde?
Curioso: a notícia refere que as únicas carreiras de autocarro reforçadas serão as que ligam o centro da cidade ao aeroporto.
Parece interessar muito mais à câmara quem nos visita do que quem cá trabalha. Diz tudo sobre as prioridades de Medina.
as únicas carreiras de autocarro reforçadas serão as que ligam o centro da cidade ao aeroporto
Essas carreiras percorem todo o percurso do protesto. Portanto, reforçando essas, todo o percurso fica reforçado.
Parece interessar muito mais à câmara quem nos visita do que quem cá trabalha.
Qualquer pessoa, e não somente quem utiliza o aeroporto, pode utilizar uma das carreiras que liga o centro da cidade ao aeroporto.
Parece interessar muito mais à câmara quem nos visita do que quem cá trabalha. Diz tudo sobre as prioridades de Medina.
Eu sou um morador e trabalhador em Lisboa. Voto para a Câmara de Lisboa. O protesto dos taxistas não me afeta absolutamente nada, porque posso ir (e vou) a pé ou de metropolitano para o trabalho. Quem é afetado pelo protesto dos taxistas são predominantemente pessoas que não moram em Lisboa mas vêem para Lisboa de carro. Essas pessoas, como não moram em Lisboa, Medina pode bem estar-se nas tintas para elas. A Medina e aos votantes nele o protesto dos taxistas pouco afeta.
Eu acho que os privilegiados que podem ir a pé para o trabalho deviam pagar um adicional ao adicional ao IMI. A casa tem uma localização estratégica que lhe aumenta o valor.
Segundo entendo, o protesto não consiste em estacionar ilegalmente na via pública, ao contrário daquilo que diz o post, mas sim em circular a velocidade muito reduzida. Não é ilegal circular a baixa velocidade. A polícia nada pode fazer contra isso.
“A polícia nada pode fazer contra isso.” Pode, pode. Pode começar à cacetada indiscriminadamente. Há países em que é assim. Não são de opereta.
A “Ingenuidade calculista” do sr Lavoura só tem paralelo com a ganga do sr.costa !
A.Vieira
O Luís, neste assunto como em muitos outros, está bastante equivocado.
Do Código da Estrada:
“Artigo 26.º
Marcha lenta
1- Os condutores não devem transitar em marcha cuja lentidão cause embaraço injustificado aos restantes utentes da via.
2- Quem infringir o disposto no número anterior é sancionado com coima de € 60 a € 300, se sanção mais grave não for aplicável por força de outra disposição legal.”
in: http://www.ansr.pt/SegurancaRodoviaria/C odigoDaEstrada/Documents/Codigo_Estrada_ 2014_versaoWEB.pdf
Quanto ao post inicial, em Portugal (como em vários outros sítios), é possível marcar manifestações e, sendo as mesmas aprovadas, terem o beneplácito das autoridades para cortar o trânsito em determinadas ruas ou para promover corredores de segurança para os manifestantes. Desconfio que não foi isso que se passou (isto é, que não houve de facto um pedido para o encerramento das vias), mas na prática foi o que aconteceu. Daí a Portugal passar a um país de opereta vai um longo caminho…
Embora pense que somos realmente um “país de opereta” em quase tudo, neste caso particular, penso que parar o trânsito numa grande cidade, é uma das coisas mais fáceis do mundo.
Aliás, basta haver um pequeno acidente e instala-se logo o caos no trânsito…
Há uns anos a GNR escoltou um “protesto” de “activistas” que consistia em destruir uma cultura de um agricultor, a nenhum jornalista de interessou em saber como é que o Estado apoiou a destruição da propriedade de uma pessoa e se alguém foi punido.
as autoridades até se dispõem a colaborar nesse objectivo, cortando elas mesmas o trânsito
As autoridades cortam o trânsito aquando de qualquer manifestação com um mínimo de pessoas. Às vezes basta meia-dúzia de pessoas a manifestarem-se para que as autoridades cortem o trânsito. A única originalidade da manifestação dos taxistas é ter lugar a um dia de semana – se fosse num fim de semana seria uma manifestação como tantas outras (e não somente manifestações – também corridas e coisas similares) em que o trânsito é cortado no eixo central de Lisboa, para desespero de muita gente.
A mim, como morador de Lisboa que sou, incomoda-me muitíssimo mais um corte de trânsito ao fim de semana ou à noite (por exemplo, uma festa do Benfica), do que uma manifestação de taxistas a um dia de semana.
«País de opereta» ou «república (à) portuguesa» – delegação nacional da «grande república europeia».
As TV devem estar a aldrabar, quando relatam que estão estacionados por exemplo pela Av Liberdade abaixo.
António Cabral
Luis Lavoura diga-nos, é Vêem ou Vêm?
E vêm-se.
Um país de opereta onde a Uber já opera há vários anos apesar de a regulamentação só ter saído agora.
Era ilegal mas podia.
Agora os protestos são ilegais, mas podem.
Também não queira que as ilegalidades sejam sempre perdoadas aos mesmos.
Aconselho ao Luís que emigre para a China. Lá quem bloquear o trânsito é preso.