A selecção portuguesa já merece um nome. O problema é encontrá-lo. Podíamos ser Os Magricelas, atendendo ao tempo de crise. Mas parece que alguém já registou coisa parecida. Por outro lado, a designação não fica bem a uma equipa que tem como titular o Miguel Veloso. Os Patrícios seria uma homenagem ao guarda-redes. Mais uma vez alguém chegou primeiro. Já vi sugerir Os Relvas. Bem visto. Mas tenho alergia a gramíneas. E temo que os rapazes se sentissem pressionados. O upgrade para Os Coelhos também não entusiasma. Relativamente à alternativa Os Cavacos estamos conversados. Os Ronaldos não me parece bem. Por um lado, remete para o imaginário dos trios mexicanos dos anos 40. E para viagens no tempo já nos basta o penteado do Ronaldo. Por outro lado, destacaria um único jogador, o que seria injusto para os outros. O mesmo pecado poderia ser identificado se optássemos por Os Cristianos. Para além disso, ia jurar que esse é o nome de uma trupe de trapezistas de circo (não, Manuel José, ninguém te chamou). E, embora esta solução pudesse ser apoiada pela Igreja Católica, com excepção de D. Januário, o que diriam os mouros? Claro, podíamos tentar Os Críticos, numa genial fusão das letras iniciais do primeiro nome do Ronaldo com as finais da designação da doença de que padece o Carlos Queiroz. O problema é que já vai fora de tempo: Os Artríticos andam muito calados. Já Os Resgatados viria a propósito. A equipa pareceu moribunda antes de se lançar na senda das vitórias. Todavia, não é diferenciador. Neste Euro, não faltam os que já foram ou ainda vão ser. Os Austeros seria pretensioso. Vai-se a ver e o governo ainda não cortou quase nada nas gorduras do Estado. Os Contribuintes seria adequado, como sabemos. Não creio, em todo o caso, que seja momento para recordar coisas tristes. Pela mesma razão, excluo Os Bentos. Só poderia ser considerado se um dia destes o homem se risse. E não é previsível que tal aconteça mesmo que Portugal ganhe a final por goleada. Como se vê, não é fácil. Tudo somado, estou capaz de propor Os Coisos. É actual, presta homenagem ao Álvaro e, com a mesma cajadada, atinjo o Coelho. Aguardo, todavia, as vossas sugestões.


Os Varas.
Seria uma excelente sugestão se estivéssemos a falar dos Olímpicos e participássemos numa prova de saltos. Ou se o assunto fosse cimentos.
Ou a Equipa Nacional de Pesca Desportiva
Bem visto.
Aquilo é um circo. Eu proponho Os Cardinalli
És tu, Manel Zé?
Os Penteados.
Uf! Por momentos pensei que fosse um comentário do Eduardo Catroga.
“OS OBICOCHES”
Como tributo ao mamuel josé…
……
“… E os heróis lusitanos, partiram para a aventura… montados nos seus coches dourados!”
Do escritor: carlos queiroz
OBIGADO, Lagarto.
Os (as?) Ronaldetes
Lá está, o mesmo problema de Os Ronaldos e de os Cristianos…
Os Injustiçados!
Depois de tanta injustiça, nada melhor que fazer jus ao nome.
E temos mesmo de incluir o Postiga nisso dos injustiçados?
Principalmente ele!
Tanta praga que o rapaz lá estoirou de vez!
Penitencio-me. Quantas vezes suspirei, não digo pela lesão que não quero mal a ninguém, mas pela acumulação de amarelos.
Os Troikanos?
Com uma final entre gregos e troikanos?
Esta pode ter prazo limitado, dado o embate à noite…
… mas é a minha preferida.
– Desta vez ganham os Troikanos… mandam o Páris à Espanha, e ficam com a Lena.
Ia sugerir “os Maias”… eh eh… 2012.
Mas há aqui profissionais dignos de nomear operações da PJ, mesmo!
Ah, por favor não mande párias à Espanha que, pelo visto, já por lá há muitos.
E que tal “os revoltados”?
Apropriado, Eduardo. Apropriado.
Rui, já que é apropriado, passo a explicar:
R – de Ronaldo, evidentemente
E – de Enguiço, do enguiço das bolas no poste
v – de Vitória, pois claro
O – de Óbidos, foi por lá que andaram de charrette
L – de Lado, o destino da maioria dos remates
T – de Tuga, pois claro
A – de Azia, a do Manuel José
D – de Dedo, o chupa do C. Ronaldo
O – de Otário, a homenagem a Queiroz
S – de Sorte, a sorte de ter Ronaldo
Pois! Nem sempre é o que parece…
Os “Pasteis de nata”. Também é actual, também presta homenagem ao Alvarito e muito provavelmente vão fazer as delicias de espanhois ou franceses( esperemos que não, credo , cruzes!). Acima de tudo era uma campanha de marketing excepcional para equilibrar a nossa balança comercial!
Sofia, devo manter-me imparcial mas, cá para nós, acho que já ganhou.
Agradeço a deferência! se quiser um para os gregos, também lhe arranjo!
Claro que quero! Já vi que está pronta para arrasar a concorrência.
“Bolas de Berlim”.
Ah, mas não é pelo que está a pensar (pelo jogo de logo?, não!) É que ouvi dizer que os ” pasteis de nata” gostam muito de ” bolas de berlim” e eu espero que elas, as bolas, lhes sejam servidas, aos pasteis, no dia 1 de julho.O que também quer dizer, claro, que não se deixaram comer pelos merkelzinhos!
Isto assim já não é futebol. É uma novela mexicana.
Os Ginginhas.
E não dará ideia que os conhecemos de gingeira?
Por causa da famosa ginginha de Óbidos
Certo. Eu tinha percebido. Graças a Deus não tenho problemas de obidos.
Eu desisto. Os tipos da Judiciária e da GNR é que são bons a arranjar nomes para operações de grande envergadura.
Isso é verdade. Os nomes são bons, já as investigações propriamente ditas…
Por esse andar, ainda acabam por alcunhar os rapazes de: “No Name Boys”.
Ahh.. já tem registo, ao que parece.
Mea culpa.
Massima culpa.
Adorei “Os Coisos”, mas admito que a dupla “Os Pastéis de Nata” e “As Bolas de Berlim” é devastadora… pelo menos antes de a autora explicar a razão d’”As Bolas…”, mas ainda assim.
A explicação foi só para baralhar!
Sim, sim. Muito difícil de bater.
Com muita piada. Parabéns!
Obrigado, Carlos.
Os Principescamente Pagos e Incapazes de Apresentar de Forma Escorreita Uma Ideia Básica, Exuberantes de Mau Gosto nos Modos e Aparência, Verdadeiro Exemplo Deletério Para a Juventude, Utilíssimos Instrumentos de Alienação Massiva e Grotesco Exemplo do Triunfo da Ignorância Mais Arrogante.
É um bocado extenso, há que admitir, para pôr em cachecóis com quinas transformadas em pagodes chineses (que é essa a dimensão do nosso patriotismo). Mas quem sabe…
Costa
Sim, a última vez que vi nome com tanta amplitude foi na wikipedia quando quis saber o nome do Rei de Espanha.
“OS VIIKTÓRYA”
Pra dar suorte e támbenhe pra ber sêle buolta pra minhe, Keu tou cumbencida ku male foi o Mister num o ter combucado!
O mais adequado seria então Os Separados.
Os Vuitton´s, porque aquilo são mochilas, são pochetes, malas, etc tudo Loius Vuitton :(.
Tudo evolui. Da valise à carton para as malas Vuitton.
Então e “Selecção à Rasca”…?…. pareceria mal…?… é um bocado prosaico, convenhamos, (se bem que já tendo integrado o ministerial léxico…)….. mas é que os rapazes lembram-me aqueles alunos que passam de ano para ano sempre no limite….. quase-quase reprovados, mas lá acabam por conseguir um 10zinho…
Mas olhe que contra a R. Checa eles é que estavam aflitos, Maria de Fátima.
Rui Rocha, pois lá está!…. os checos são dos que chumbam 🙂 Esperemos que amanhã os nossos “lusitanos-salvadores-da-pátria” consigam de novo o 10.zinho….. e depois, olhe, se perderem para a Alemanha, a coisa já entrou nos hábitos europeus, non è vero…?
Isso mesmo, Maria de Fátima. Entretanto, se quiser dar lá um saltinho, estamos a levar a cabo uma grandiosa votação sobre um assunto de actualidade não menos premente:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/45 41810.html
Proponho “Os Campeões”. Que tal?
Por mim subscrevo, Luís. Espero é que a Espanha, a Alemanha e o Platini estejam pelos ajustes.
«Os revolucionários», porque na verdade é uma selecção que revolucionou a forma de Portugal jogar:
1º remata quando têm oportunidade;
2º joga com um sentido de colectivo;
3º joga para a frente e não constantemente para o lado (e se for preciso com lançamentos longos à procura do Postiga ou do Ronaldo);
4º quando em dificuldades e a perder não cai (ex: Alemanha, Dinamarca e Holanda)
5º e nos últimos minutos, se necessário, sabe manter a bola, não perdendo o controlo e evitando muitas situações de aflição, como é capaz de matar os jogos (Dinamarca, Holanda e Rep. Checa e quase com a Alemanha).
Em suma, uns verdadeiros revolucionários.
Todas as revoluções têm as suas vítimas. Esperemos que a desta sejam os prognósticos do Platini.
Esse seria o argumento derradeiro. Ganhávamos ao poder instalado, no lado político Platini e no desportivo (com mérito) a Espanha.