Leio que Passos Coelho, a propósito da divulgação das conclusões de novo exame da Troika à execução do plano de resgate, declarou que se ficou de encontrar um mecanismo que responda ao desemprego. Parece-me bem. E não quero tirar ao primeiro-ministro o entusiasmo, aliás evidente nas suas palavras, de descobrir pelos seus próprios meios a solução para um problema que tem merecido de todo o seu governo, quando menos, várias manifestações públicas de compreensão e de apoio. Em todo o caso, não vá Passos Coelho estar assoberbado com outras solicitações, atrevo-me a deixar aqui uma sugestão. No fundo, trata-se de algo que responde à tensão, pressupõe uma estrutura de suporte, funciona como alavanca, tem em conta a gravidade e pode proporcionar algum impulso aos desempregados. Nada de muito novo, na verdade. Aliás, foram os gregos que, vendo-se em grandes dificuldades, desenvolveram o primeiro mecanismo do género. Chama-se catapulta. Com alguma perícia e um bocado de sorte, os desempregados são projectados para lá da fronteira e, se tudo correr pelo melhor, nem sequer fazem ricochete. Em homenagem ao ministro Álvaro, proponho desde já que lhe chamemos Coisapulta.
Um mecanismo para responder ao desemprego
Rui Rocha,

A tua solução é genial. Com perícia e um bocado de sorte, e apontando bem a coisapulta para ocidente, pode ser que o desemprego acabe mesmo de vez: acabam-se os desempregados, pelo menos os que não souberem nadar. E sem desempregados não há desemprego!
Certo, Ana. E ao preço a que estão os coletes salva-vidas…
Poing…
Plof.
Ó Rui, só tu para me fazeres rir nesta tarde de calor. A tua coisapulta bem apontada vai, decerto, resolver o problema. E pode até catapultar todos os europeus desempregados para uma solução offshore, isentos de salários e de taxas tão do agrado do mundo moderno actual. A ideia é genial!
É tiro e… queda, Helena.
Genial! E ainda podemos exportar milhares de coisapultas para os muitos países que as irão requisitar.
É por essas e por outras que se diz que o desemprego é uma oportunidade, André Miguel. Quem diria que ainda íamos acabar a exportar coisapultas.
Má ideia. Com Espanha como principal cliente (com os seus 20 e muitos por cento), iam chover desempregados do nosso lado.
Eu e o André Miguel temo tudo pensado. Para Espanha vão só as coisapultas que tiverem defeito…
Nem mais, as coisapultas em Espanha só funcionam na direcção Norte…
Eu recomendaria uma espécie de coisapulta para enviar alguns políticos (e não só) para a pulta que os coisou.
(Se não publicar, ‘no problem’; de facto, o meu comentário é um pouco ordinário. Mas o Álvaro e outros da mesma laia despertam o pior que há em mim.)
Sim, penso que poderíamos utilizar o Álvaro para testar o conceito, Carlos.