
Ana Catarina, António Costa e Mariana Vieira da Silva ontem na AR: linguagem facial expressiva
Catarina Martins, ontem (16.02), na Assembleia da República:
«A cada caso que é encerrado, a cada nomeação que é feita, abre-se um novo caso. Não é pelo menos absolutamente imprudente a forma como o Governo tem lidado com as nomeações e as responsabilidades dos seus membros? Não é absolutamente imprudente que depois de demissões com base em perguntas com tanto por explicar a primeira coisa que o Governo faça é mais uma nomeação em que precisa de explicar o que na verdade parece tão inexplicável à maioria dos cidadãos deste país? Como é que se pode explicar esta displicência da maioria absoluta, esta displicência do PS para com a coisa pública, para com a democracia, para as suas instituições?»
António Costa, ontem (16.10), na Assembleia da República:
«Supreende-me muito que seja uma deputada do Bloco de Esquerda a colocar a questão sobre a necessidade de demitir uma mulher do Governo porque o marido é acusado num processo-crime. Este caso é particularmente claro. É um caso concreto onde o Ministério Público já investigou tudo e acusou só uma pessoa. Então vou ser eu a substituir-me ao Ministério Público e vou demitir a mulher de alguém porque o marido é acusado? A secretária de Estado não foi acusada de nada. Ser casada com alguém que foi acusado põe em causa a ética? Senhora deputada: acho muito triste ser necessário, no século XXI, ter de recordar à líder do Bloco de Esquerda algo que é uma conquista civilizacional.»
Catarina Martins, ontem (16.15), na Assembleia da República:
«Respondeu-me com matéria criminal quando eu lhe falei em ética republicana. Esse é um erro preocupante. Este Governo acha sempre que tudo pode acontecer desde que não seja crime, ainda que ponha em causa o interesse público e a confiança da população nas instituições.»
António Costa, ontem (17.10), na Assembleia da República:
«Irei propor ao senhor Presidente da República que consigamos estabelecer um circuito, entre a minha proposta e a nomeação dos membros do Governo, que permita evitar desconhecer factos que não estamos em condições de conhecer e garantir maior transparência e confiança de todos no momento da nomeação. Falarei primeiro com o Presidente da República e depois direi o que tenho a propor.»
Marcelo Rebelo de Sousa, ontem (18.52), falando aos jornalistas em Lisboa:
«Do ponto de vista do Direito, [a secretária de Estado Carla Alves] não é arguida, não é acusada, não há neste momento, com os factos conhecidos, nenhum caso de ilegalidade. Outra coisa é a questão política. E naturalmente, a questão é a seguinte: alguém que tem uma ligação familiar próxima com alguém que é acusado num processo de determinada natureza criminal, tem à partida uma limitação política. É um ónus político. Não é um problema jurídico nem – para já – ético. Politicamente, é evidente que é um peso político negativo. É uma realidade que constitui uma limitação política, à partida, para o exercício da função.»
«A haver uma intervenção para apurar problemas de legalidade ou impedimentos relativamente a quem vai ser nomeado para determinados casos, deve ser antes de o Governo apresentar a proposta. (…) O Presidente não se pode substituir ao primeiro-ministro. Se for o Presidente a formar os governos, o sistema passa a ser presidencialista.»
Comunicado do gabinete da ministra da Agricultura, ontem (19.58):
«A secretária de Estado da Agricultura, Carla Alves, apresentou esta tarde a sua demissão por entender não dispor de condições políticas e pessoais para iniciar funções no cargo. A demissão foi prontamente aceite [26 horas após a tomada de posse].»
Mensagem do primeiro-ministro no twitter, ontem (21.40):
«O Governo mantém-se firme na execução das suas políticas, cumprindo e honrando os compromissos com os portugueses [após 12 demissões em nove meses].»

Há uma fotografia melhor que esta com os mesmos três a chorar e a mastigar pastilha elástica.
Isto sim é um ganda Delito e até a esquerdita radical a botar discurso
Não esteja tão infeliz. Hoje ainda ninguém se demitiu do governo.
A situação é desesperada, mas nada grave.
Nunca se bateu tão fundo.
Folhetim em sessões contínuas, com os portugueses a assistir, atónitos.
Una secretária de Estado demitida em directo pelo Presidente da República recém-chegado de Roma por absoluta incapacidade do primeiro-ministro absoluto em perceber que a ética vai sempre para além da lei. Começa antes do direito e conforma-o. E prolonga-se mesmo onde a letra da lei termina. Pelo menos numa democracia liberal, como é (felizmente) ainda a nossa.
Costa está desnorteado, por mais que afivele o sorriso seráfico
Ninguém o viu sorrir nos últimos dois dias. Eu, pelo menos, não vi. E olhei para ele mais vezes do que gostaria.
A Secretária de Estado em causa acaba de demitir António Costa.
A secretária de Estado turbo-exonerada transita do Governo para o Guinness Book: esteve oficialmente em funções só durante 26 horas.
faltaram 6 minutos para as 26
Tic-tac, tic-tac…
Supreende-me muito que seja uma deputada do Bloco de Esquerda a colocar a questão sobre a necessidade de demitir uma mulher do Governo porque o marido é acusado num processo-crime.
A mim parece-me que António Costa tem razão nesta afirmação. Uma deputada do Bloco de Esquerda deveria defender que aquilo que uma mulher faz ou deixa de fazer é independente daquilo que o marido faz ou deixa e fazer. A mulher e o marido devem ser presumidos ser pessoas independentes e com responsabilidades diferenciadas.
ele por cima, ela por baixo
Há qualquer coisa em direito sobre o proveito comum do casal. Coisa de bens e dinheiro.
Ainda não ensinam essa matéria nos cursos do IST.
Não muda nada: «O Governo mantém-se firme na execução das suas políticas, cumprindo e honrando os compromissos com os portugueses [após 12 demissões em nove meses].» Estamos muito tramados com esta gente!
A válvula de segurança do PS chama-se PS(D).
Por acaso estou curioso. Se o Costa eventualmente saísse do governo quem é que seria o génio que os éticos iriam lá meter. Será que já houve algum que nasceu duas vezes?
Calma. Antes dele ainda há outros e outras para sair.
Pois, estou a ver é que ainda fazem como no Brasil…
Volta Sócrates estás perdoado.
Um porta-voz da Liga dos Órfãos Políticos do Engenheiro Sócrates.
Mais conhecida pela sigla LOPES.
Olhe que não, olhe que não. O Lula também era um grande ladrão e agora é presidente. Parece que entre todos era o que gamava menos.
Cá em Portugal estes é que são parvos e deixaram-se apanhar, porque os outros safaram-se bem, e não fanaram mais porque foram corridos em 2015.
Este governo parece atingido por uma pandemia. eitas-sai-da-dgs/
Até a doutora Graça Freitas vai sair de fininho.
https://eco.sapo.pt/2022/12/29/graca-fr
A falta que ela faz…
“O Lula também era um grande ladrão e agora é presidente.”
Foi absolvido de todas as acusações. Como tal, não há provas de que seja ladrão.
Só fortes indícios.
Calma é como quem diz, muita calma que ainda faltam novas para as directas no PSD.
Dois ministros e dez secretários de Estado fora do barco em nove meses.
O Instituto de Socorros a Náufragos não tem mãos a medir.
Enfim, o “grande líder” a revelar aquilo que é na realidade, um xico-esperto que, mais tarde ou mais cedo, será engolido pelos esquemas típicos deste tipo de gente.
Se for preciso vai-se ao Alfeite, chamar o almirante.
Lá grande é ele.