23 comentários em “Um ditador é um ditador”

    1. Plenamente de acordo, Fernando. Aliás a «vergonha europeia», do ponto de vista espanhol, começa com a vergonhosa atitude há pouco revelada pelo Governo de Zapatero sobre o Sara Espanhol, claudicando por completo perante o ‘diktakt’ de Marrocos.

    1. Os franceses têm muito que se penitenciar em relação a África. Em relação à Tunísia – que continua a funcionar como uma espécie de protectorado francês – apoiaram até ao último minuto o ditador Ben Ali, tal como já haviam apoiado Bourguiba. Na linha do que fizeram com vários outros ditadores ‘francófonos’, de Sékou Touré e Bongo ao execrável Bokassa.

  1. O bom realismo só tem de reconhecer que é responsabilidade dos próprios povos ditar o seu próprio regime e lidar com os seus sistemas políticos e com isso deixar as coisas correr o seu rumo e assim abster-se. O mau realismo é praticar isso de forma cínica apoiando ou não especificamente isto ou aquilo confirme interesses ditos geo-estratégicos.

    1. Como diria o Rui Rocha, a nova norma ortográfica já exibida orgulhosamente pela RTP roubou o P ao Egipto, mas não aos egípcios. Basta este exemplo para atestar do grau de cretinice de quem concebeu esta «reforma».

    1. Tenha a cor que tiver. Aliás, sendo os EUA uma democracia, um ‘ditador pró-americano’ constitui uma contradição absolutamente insanável. Só um democrata é verdadeiramente pró-americano.

    1. Essa frase – que já vi atribuída a Truman, em vez de Roosevelt – reflecte bem a essência da ‘realpolitik’. Valeu para Somoza como para Trujillo, Stroessner, Pinochet, Videla, Marcos, Mobutu, Saddam e tantos outros.
      Obama tem de cortar radicalmente com o que subsiste desta péssima tradição da política externa norte-americana de dar aconchego a ditadores.

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