Nem mais. Já agora leia-se também o editorial há dias do El País – Verguenza europea – em http://www.elpais.com/articulo/opinion/Verguenza/europea/elpepiopi/20110131elpepiopi_2/Tes
Plenamente de acordo, Fernando. Aliás a «vergonha europeia», do ponto de vista espanhol, começa com a vergonhosa atitude há pouco revelada pelo Governo de Zapatero sobre o Sara Espanhol, claudicando por completo perante o ‘diktakt’ de Marrocos.
Os franceses têm muito que se penitenciar em relação a África. Em relação à Tunísia – que continua a funcionar como uma espécie de protectorado francês – apoiaram até ao último minuto o ditador Ben Ali, tal como já haviam apoiado Bourguiba. Na linha do que fizeram com vários outros ditadores ‘francófonos’, de Sékou Touré e Bongo ao execrável Bokassa.
O bom realismo só tem de reconhecer que é responsabilidade dos próprios povos ditar o seu próprio regime e lidar com os seus sistemas políticos e com isso deixar as coisas correr o seu rumo e assim abster-se. O mau realismo é praticar isso de forma cínica apoiando ou não especificamente isto ou aquilo confirme interesses ditos geo-estratégicos.
Como diria o Rui Rocha, a nova norma ortográfica já exibida orgulhosamente pela RTP roubou o P ao Egipto, mas não aos egípcios. Basta este exemplo para atestar do grau de cretinice de quem concebeu esta «reforma».
Tenha a cor que tiver. Aliás, sendo os EUA uma democracia, um ‘ditador pró-americano’ constitui uma contradição absolutamente insanável. Só um democrata é verdadeiramente pró-americano.
Essa frase – que já vi atribuída a Truman, em vez de Roosevelt – reflecte bem a essência da ‘realpolitik’. Valeu para Somoza como para Trujillo, Stroessner, Pinochet, Videla, Marcos, Mobutu, Saddam e tantos outros. Obama tem de cortar radicalmente com o que subsiste desta péssima tradição da política externa norte-americana de dar aconchego a ditadores.
O Link parece estar mal feito Pedro.
Questão de poucos minutos, João. Ficou logo em condições. Mas obrigado pelo alerta.
Nem mais. Já agora leia-se também o editorial há dias do El País – Verguenza europea – em http://www.elpais.com/articulo/opin ion/Verguenza/europea/elpepiopi/20110131 elpepiopi_2/Tes
Plenamente de acordo, Fernando. Aliás a «vergonha europeia», do ponto de vista espanhol, começa com a vergonhosa atitude há pouco revelada pelo Governo de Zapatero sobre o Sara Espanhol, claudicando por completo perante o ‘diktakt’ de Marrocos.
‘Le monde’ ainda é o que era. E anda por aí entre nós quem diga com grande lata que le monde mudou em três semanas…
Os franceses têm muito que se penitenciar em relação a África. Em relação à Tunísia – que continua a funcionar como uma espécie de protectorado francês – apoiaram até ao último minuto o ditador Ben Ali, tal como já haviam apoiado Bourguiba. Na linha do que fizeram com vários outros ditadores ‘francófonos’, de Sékou Touré e Bongo ao execrável Bokassa.
USAmericanos continuam a achar ditadores em cima da hora.
Para os americanos, o ditador bom é o que está no poder. E o mau é o que já não está. Tem sido assim de Monroe a Obama.
E um aiatola é uma dor de cabeça. Provavelmente vão ter uma.
Provavelmente. O que só revela falta de Xá.
Ahahah. Boa.
O bom realismo só tem de reconhecer que é responsabilidade dos próprios povos ditar o seu próprio regime e lidar com os seus sistemas políticos e com isso deixar as coisas correr o seu rumo e assim abster-se. O mau realismo é praticar isso de forma cínica apoiando ou não especificamente isto ou aquilo confirme interesses ditos geo-estratégicos.
Pois, Carlos. A geo-estratégia muitas vezes é má conselheira. O que parece defensável a curto prazo torna-se inaceitável a longo prazo.
pelo menos, aqui no seu espaço, o ditadir está no Egipto e nao no Egito, o que já não é nada mau nos tempos que correm
Como diria o Rui Rocha, a nova norma ortográfica já exibida orgulhosamente pela RTP roubou o P ao Egipto, mas não aos egípcios. Basta este exemplo para atestar do grau de cretinice de quem concebeu esta «reforma».
Que vença a revolução
mas que se poupe o museu
património da humanidade
Por outras palavras: vão-se os anéis mas salvem-se as múmias. Podemos até exportar algumas para lá.
Of course…
Indeed.
mesmo que seja um ditador pró americano
Tenha a cor que tiver. Aliás, sendo os EUA uma democracia, um ‘ditador pró-americano’ constitui uma contradição absolutamente insanável. Só um democrata é verdadeiramente pró-americano.
a este propósito, gostei mto deste comentário do Ignacio Escolar: Nuestro hijo de puta aqui: http://www.escolar.net/MT/archives/2011/0 2/nuestro-hijo-de-puta.html
Essa frase – que já vi atribuída a Truman, em vez de Roosevelt – reflecte bem a essência da ‘realpolitik’. Valeu para Somoza como para Trujillo, Stroessner, Pinochet, Videla, Marcos, Mobutu, Saddam e tantos outros.
Obama tem de cortar radicalmente com o que subsiste desta péssima tradição da política externa norte-americana de dar aconchego a ditadores.