Um democrata não é um dissidente


Pedro Correia,

Na oposição à ditadura de Salazar, distinguiram-se o comunista Álvaro Cunhal, o socialista Mário Soares, o monárquico Paiva Couceiro e o católico Pereira de Moura, entre muitos outros. Luis Corvalán era um opositor comunista à ditadura de Pinochet, José María Gil-Robles era um opositor democrata-cristão à ditadura de Franco.

Nenhum deles foi classificado de “dissidente”. Chamar-lhes dessa forma teria algo de pejorativo, quase insultuoso. Mas na China todos os opositores são “dissidentes”. Como hoje sucede também em Cuba ou antes sucedia na União Soviética. Ao opositor, nos países submetidos a ditaduras comunistas, os responsáveis por esses regimes não concedem sequer o direito a ter uma ideologia própria, diferente da ideologia oficial. Espantosamente, os órgãos de informação dos chamados países livres fazem coro com esses responsáveis, chamando “dissidentes” a quem ousa divergir da corrente dominante.

Um democrata é um democrata. Não é um dissidente.

7 comentários em “Um democrata não é um dissidente”

    1. A tese tem que ver com operações de guerra psicológica do jornalismo neo-marxista.

      Alguém que se opõe a uma ditadura de esquerda/anti ocidente é um dissidente, alguém que estraga a paz e unanimidade, já quem se opõe a uma ditadura direita, ou mesmo uma democracia é designado pelos jornalistas como da resistência ou opositor que resiste à opressão.
      Na mesma operação: Fidel Castro e herdeiros para esse jornalismo não é um Ditador, é designado como um Líder. Por isso você lê o Líder Cubano, não lê o Ditador Cubano. No caso de Fidel até pode ler Líder Histórico Cubano.
      Um Líder é alguém aclamado, o jornalismo assim os designa porque quer legitimar os ditadores de esquerda. Já um Ditador é alguém que chegou ao poder por violência e por definição ilegitimo. Logo é o Ditador Chileno, o Ditador Português, o Ditador Espanhol.
      Você não vai ler ou ouvir algum jornalista a designar Salazar como Líder Histórico Português.

      Casos curiosos é quando um ditador apoiado pela esquerda cai em desgraça. Foi num ápice que Kadhafi passou de Líder Líbio para Ditador Líbio. Outro caso curioso é com Assad o Ditador Sírio quando o assunto é Israel passa logo a ser designado pelos jornalistas como Líder Sírio 100%…

  1. O dr. Mário Soares e o dr. Álvaro Cunhal para além de serem uma fraude – com o primeiro a ser também um criminoso – eram lacaios dos Anglo-Sionistas, trabalharam sempre contra Portugal, a Segunda-República representada pelo Estado Novo, o Interesse Nacional, e os Portugueses; faziam parte da antena da «CIA» no nosso País, um era controlado pelo dr. Frank Carlucci e o outro pelo dr. Henry Kissinger.

    Nem a União Soviética (nome oficial pelo qual a Rússia era conhecida na época) confiava no dr. Álvaro Cunhal ou lhe dava qualquer credibilidade, mesmo depois do fim do Comunismo com a morte de José Estaline e o regresso ao poder da oligarquia e revisionistas.

    O dr. Francisco Moura era tão oposição e opunha-se tanto ao Estado Novo, que em 1957 foi condecorado com o Grau Oficial da Ordem da Instrução Pública.

    Quanto a Henrique de Paiva Couceiro, era um homem bom e um Patriota, sempre coerente com os seus ideias e filosofia, não era opositor ao Estado Novo nem ao Sr.º Prof.º Dr.º e Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, ficou chateado porque este último defendia a República e não restaurou a Monarquia.

    Post-Scriptum: Ainda se vai fazer a verdadeira história da falsa oposição ao Estado Novo que surgiu depois do fim da 2ª Guerra Mundial, e da qual fazem parte o dr. Mário Soares, o dr. Álvaro Cunhal, e restantes figurinhas de extrema-esquerda, esquerda, centro, direita, e extrema-direita.

  2. Às vezes interrogo-me sobre o que é ser um democrata. Para mim, confesso, é muito pouco. Tenho princípios, depois valores. E, nos valores, a democracia não será dos primeiros. Vejo-a, primeiro, como um método para escolher os melhores, segundo como uma garantia de substituir os que não provaram, sem sobressaltos de maior. Sendo o segundo o mais importante, pois baseado na idade e no conhecimento histórico, acredito que revoluções – mesmo quando inevitáveis – causam mais problemas do que os que resolvem.
    Agora, não me encham a boca com democracia, quando se atropela o estado de direito ou mais comezinhamente, quando se apagam “posts” com comentários adversos, para repetir o mesmo “post” com diferentes palavras, a pretexto do primeiro não ter sido bem compreendido.
    Chamar dissidente, como acusar de incompreensão, passando pelo silenciamento e culminando – a história o mostra – na reeducação, só é democracia se acrescentada de popular.

  3. A escolha de palavras não é (desde há bastante tempo) obviamente inocente,aliás temos visto isso (apesar de muitos se fazerem de ignorantes) a respeito das lutas políticas nos países ocidentais(por exemplo, uns são populistas e até pior,e outros são activistas e bons camaradas etc).

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