Neste momento, os “altos representes do Estado” – católicos, agnósticos, ateus – acotovelam-se para receber Bento XVI, no início da visita do Papa a Portugal. Ninguém quer ficar fora da fotografia, para mais tarde recordar. Nada tenho a objectar ao gesto aberto, generoso e hospitaleiro dos representantes do Estado português neste acolhimento a um líder espiritual que é também Chefe do Estado do Vaticano, além de representante da principal confissão religiosa do País. Um verdadeiro Estado laico não é aquele que ignora ou desrespeita as religiões: é aquele que sabe dialogar, conviver e cooperar com todas elas. Mas, até por isto, é chocante o contraste da recepção agora dispensada ao Papa com a atitude envergonhada dos mesmos “altos representantes” quando aqui veio o Dalai Lama, que apenas alguns deles receberam, e sempre pela porta das traseiras. O líder espiritual tibetano, também venerado por milhões de pessoas, além de prestigiado Prémio Nobel da Paz, merecia o tratamento digno que o Estado português lamentavelmente lhe negou.


De acordo Pedro. Só um pequeno pormenor…..o Papa é chefe de estado também. Pode ser que sirva de desculpa, mas……
Ainda sobre isto…..lembra-se da vinda de Kadaffi?
Não digo que um Estado laico ignore ou desrespeite religiões, mas este aparato é um absurdo.
Aliás, parece que foi intensificado pelo Estado, para ver se as pessoas se esquecem dos aumentos de impostos e cortes no 13º mês.
“Um verdadeiro Estado laico não é aquele que ignora ou desrespeita as religiões: é aquele que sabe dialogar, conviver e cooperar com todas elas.”
Nunca é demais lembrar isto.
Merecia sim sr …!Tem toda a razão! Mas a China é mtº grande (e rica?) e bateria o pé !
E só pensar nisso assusta! A si não?
Pois mas o Vaticano não está rodeado pelo Império do Meio e o cinismo económico-diplomático ainda vai rendendo…
Realmente não era preciso tanto aparato.
Já dizia Salazar: “Não se acabe com as festas, romarias, Fátima e futebol… assim o povo não pensa na carestia da vida”.
Como isto está bem actual… temos futebol, temos Fátima e estamos a entrar nos meses das festas e romarias… e toca a festejar e a esquecer a porca da vida.
As contas fazem-se no fim da festa.
Os efeitos de um fenómeno extraordinário que é conhecido como realpolitik.
Esta é uma das palavras que eu odeio, Pedro.
Não é de esperar outra coisa. Vê-se uma igreja em cada esquina. Templos? Culto budista? Estamos no ocidente do ocidente.
Já nem diria tanto, Pedro, na comparação com o Dalai Lama a quem o presidente dos EUA não se negou receber. Mas esse Estado laico é aquele que, representante de um país de abortos e casamentos gays, manda retirar o crucifixo das escolas e decretar que estas fechem por Sua Santidade.
Cão e Traste maior não há.
E o Papa, coitado, sabendo disto tudo por si mesmo ou por bons assessores, lá tem de aturar isto, como outro aturou antes o Papa Pinto e a putativa Carolina…
O ridículo e o absurdo a que os valores chegaram.
A entidade máxima da igreja católica, que deveria ser sinónimo de humildade, simplicidade, modéstia mas acima de tudo, de IGUALDADE, é a mais lastimável e vergonhosa expressão de poder e de riqueza.
Não compreendo.
Ainda bem que Dalai Lama não ostenta esse aparato, apesar de o merecer.
Nem mais, Pedro. O único senão é que o Vaticano ainda não produz LCD’s.
Não faz sentido este aparato para receber quem quer que seja….
E dizem que por cá há crise!!!????? Só para os contribuintes, acho eu….
Este rapazote de óculos é um ciumento…!
Completamente de acordo, Pedro. Basta imaginar a diferença com que outros chefes de Estado são recebidos no nosso país, e como os nossos são recebidos no Vaticano. E com todo o respeito que merece o povo católico, provavelmente em nenhum outro lugar Sua Santidade seria recebida, nesta altura, como o está a ser aqui.