
O combate às alterações climáticas tem um alvo evidente no sector agrícola. Será um dos conflitos dos próximos anos. Sob pressão das organizações ambientalistas, os governos querem reduzir o número de cabeças de gado e de explorações, criar um sistema de agricultura em extensão, com menor utilização de fertilizantes, nomeadamente de azoto (baseados em amoníaco, que combina azoto e hidrogénio, sendo sintetizado a altas temperaturas e cujas matérias-primas são gás natural e ar). Isto está tudo ligado: para obter este efeito, é preciso reduzir para metade, até 2030, o consumo de carne e de lacticínios, mexer com a alimentação de cada pessoa. Haverá impostos sobre as emissões de metano, o que vai limitar a pecuária. As palavras de ordem são menos carne, queijo, leite, terra arável, menor dimensão das quintas e produção de alimentos reduzida. Na Holanda, onde as emissões de azoto são quatro vezes maiores do que a média europeia, a reacção às medidas do governo deu origem a um movimento populista. Na Finlândia decorre o mesmo debate, mundo rural contra elites urbanas. A experiência foi tentada pela ONU no Sri Lanka e causou uma crise alimentar em larga escala, seguindo-se um colapso político.
(imagem Dall-e)

não respirar, nem dar peidos
« Trevos, ervilhacas e ervilhas são plantas fixadoras biológicas de azoto utilizadas pelos agricultores no nível mundial.
A cultura do trevo para fixação biológica de azoto é utilizada na Primavera ou no Outono. Para além de vantagens práticas acima mencionadas, os trevos floridos são um espectáculo de vista. Além disso, os novos trevos brancos resistentes da Universidade do Texas A&M resistem a ferrugens e secas. Os trevos podem sobreviver a Invernos suaves mas são arriscados para invernos rigorosos.
Esperar que isto esteja no jornais como um dos mais importantes factores no crescimento de preços alimentares é impossível.
Pois o jornalismo não existe para informar existe para construir narrativas políticas. Por isso no jornalismo populista que temos culpa dos preços foi direcionado para os “especuladores” e não para a ideologia política fascizante dos próprios jornalistas.
> não para a ideologia política fascizante dos próprios jornalistas
Não é para isso que os nossos donos lhes pagam. Estão lá para distrair e aziar o pagode.
Os donos já circulam abertamente a ideia de abater metade da população. Está “surplus to requirements”, já têm criados que chegue, e a utilidade de cabeleireiros e tatuadores tem limites.
É chato.
Sim, a diminuição de boa parte da população está na agenda da ONU; WEF, G20.
“Luxury Beliefs”
A aristocracia no passado distinguia-se pelas suas posses, mas o capitalismo proporcionou que um pobre remediado hoje pode ter um smartphone melhor que um bilionário tinha há 10 anos atrás, pode ir para férias em qualquer parte do mundo, etc.
Ou seja a Aristocracia tem outra vez na história de se distinguir do povo não por posses mas por ideias e quando mais absurdas forem mais segura que tem a exclusividade.
Nações Unidas em 2015:
At a news conference last week in Brussels, Christiana Figueres, executive secretary of U.N.’s Framework Convention on Climate Change, admitted that the goal of environmental activists is not to save the world from ecological calamity but to destroy capitalism.
“This is the first time in the history of mankind that we are setting ourselves the task of intentionally, within a defined period of time, to change the economic development model that has been reigning for at least 150 years, since the Industrial Revolution,” she said.
Referring to a new international treaty environmentalists hope will be adopted at the Paris climate change conference later this year, she added: “This is probably the most difficult task we have ever given ourselves, which is to intentionally transform the economic development model for the first time in human history.”
O ataque a toda e qualquer inciativa e capacidade individual é central ao projecto.
Na Finlândia decorre o mesmo debate
Pode dar referências, linques?
A experiência foi tentada pela ONU no Sri Lanka
Pode dar referências, linques para o papel da ONU nessa experiência?
Na Holanda os agricultores fizeram um partifo e ganharam as eleições regionais . É sempre possivel dizer basta a estas bestas que se achzm donos do mundo.
A Greta vai ser doutorada HC, em Teologia, por uma universidade de Helsínquia, talvez pelos dotes ‘adivinhatórios’ ou outra qualquer ‘ciência teológica’ ou ainda outra qualquer matéria de transcendência ‘climatista’.
Não tardará muito e vamos vê-la ao lado dos Pastorinhos de Fátima!
Aqui
https://www.vox.com/future-perfect/2022/7/1 5/23218969/sri-lanka-organic-fertilizer-p esticide-agriculture-farming
está uma descrição do problema causado pela implantação abrupta da agricultura biológica no Sri Lanka. Nessa descrição não vejo qualquer referência à ONU nem a qualquer agência dela. Tanto quanto está escrito, tratou-se de uma decisão somente do presidente do Sri Lanka.
Há imensas fontes sobre estas intenções. Está em movimento na ONU, na UE, no G20, um pouco por todo o lado. Ninguém vai parar a coisa. O presidente do Sri Lanka não teve uma ideia peregrina, isto é uma estratégia global, ou não se entende. m/statements-releases/2022/11/16/g20-bal i-leaders-declaration/ tory/why-nitrogen-management-key-climate-c hange-mitigation
procure aqui
https://www.whitehouse.gov/briefing-roo
ou aqui: https://www.globalmethanepledge.org/
mas também encontra aqui: https://www.unep.org/news-and-stories/s
há muito mais, incluindo da ONU, em várias línguas.
O meu texto não valoriza nem desvaloriza, é a vida. Aproveito para lhe dizer que as minhas posições não refletem as de nenhum país (não sou residente na Hungria, mas na freguesia de Arroios, em Lisboa), não tenho de me justificar com links, a não ser que os considere necessários, aí vou referir a fonte. Deixei de escrever neste blogue por falta de paciência com certos comentários. Aproveito para acrescentar que tenciono eliminar todos os comentários que incluam bulliyng ou insultos. É a minha condição para escrever no delito.
«é preciso reduzir para metade, até 2030, o consumo de carne e de lacticínios, mexer com a alimentação de cada pessoa»
Não seria a primeira vez que isso acontecia. Há umas décadas havia a sopa de cavalo cansado. No século XVI, a alimentação mudou bastante. Se se começar por cortar na “fast food”, substituindo-a por produtos frescos, melhora-se a alimentação e a saúde das pessoas. Hoje bebe-se menos e melhor vinho. Assim poderia ser no futuro com a carne. Mas é preciso vontade política porque o preço, as condições de produção e as cadeias de aprovisionamento ultrapassam largamente a capacidade de intervenção dos cidadãos (se “atomizados”) , se não mesmo as suas capacidades cognitivas (se não informados), e a dos actores económicos pois os seus comportamentos são severamente condicionados pela concorrência feroz. A cereja em cima do bolo é que não há onde discutir publicamente temas complexos de forma racional e o palco está nas mãos dos demagogos (sempre prontos a lançar “ismos” e a vender panaceias). Desconfio que é pela demissão das elites que as civilizações colapsam.
As civilizações colapsam porque as elites sobrecivilizadas saiem do mundo real e ao fazerem-no atacam a liberdade das “vidas dos outros”.
Depois queixem-se que o preço da comida é por causa dos especuladores UK:
Farmers ordered to feed cows methane suppressants to help reach net zero
Government’s green plan includes proposals to help reduce gasses produced by livestock